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Mulher é suspeita de encomendar morte de embaixador grego

Sábado, 31/12/2016 4:56.

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu e a Justiça decretou nesta sexta-feira (30) a prisão da mulher do embaixador da Grécia no Brasil, Kyriakos Amiridis, 59. Ela é apontada como suspeita da morte do diplomata, que estava desaparecido desde a última segunda (26).

Um policial militar e o primo dele também são apontados como suspeitos do assassinato do embaixador. Ambos também tiveram o pedido de prisão temporária de 30 dias acatado pela Justiça, segundo a Polícia Civil do Rio.

O pedido de prisão foi feito após a polícia identificar por meio de perícia que é de Amiridis o corpo encontrado carbonizado na última quinta (29) dentro de um carro sob um viaduto em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Segundo a Polícia Civil, o soldado da PM Sérgio Gomes Moreira Filho, 29, confessou ter matado o diplomata. Para a polícia, ele tinha um caso extraconjugal com a viúva do embaixador, a brasileira Françoise Amiridis, e o crime teria motivação passional.

Em depoimento, segundo a polícia, o PM disse que a morte foi resultado de uma luta corporal entre os dois. Depois de matá-lo, teria convocado seu primo para ajudá-lo a se desfazer do corpo.

Gomes Filho está na Polícia Militar desde abril de 2012 e trabalhava na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Fallet/Fogueteiro.

Ele será submetido a processo administrativo disciplinar e um conselho de revisão disciplinar decidirá por sua permanência ou exclusão da instituição. Ele deve ser encaminhado para a unidade prisional da Polícia Militar.

Segundo relato obtido junto a investigadores do caso pelo UOL (empresa do Grupo Folha, que edita a Folha), o PM disse ter um caso amoroso com Françoise, que, em depoimento, confirmou a informação, mas negou envolvimento no crime.

VIÚVA

A mulher do embaixador chegou à delegacia por volta das 10h desta sexta, acompanhada apenas por um policial. No início da tarde, sua mãe e dois irmãos foram ao local, mas não conseguiram falar com ela. Em depoimentos à polícia, a viúva diz que era agredida por ele.

Ainda segundo as investigações, Kyriakos Amiridis teria sido morto na própria casa e, na sequência, seu corpo teria sido retirado do local pelo policial militar e levado no próprio carro alugado pelo embaixador -o mesmo veículo que foi encontrado em chamas em Nova Iguaçu.

Um sofá com manchas de sangue foi encontrado na casa em que o casal estava hospedado. O móvel foi levado para a delegacia durante a madrugada e também passou por uma perícia técnica.

"É um caso trágico, um crime covarde. Mas tivemos a resposta no prazo mais curto possível", disse o delegado Evaristo Pontes Magalhães, em entrevista no início da noite desta sexta-feira.

Foi a própria viúva do embaixador que comunicou o sumiço do marido à Polícia Federal. De imediato, a PF avaliou que o desaparecimento não tinha relação com a atividade diplomática de Amiridis no Brasil. Por isso, o caso foi encaminhado à Polícia Civil, que tem um setor específico para investigações de desaparecimentos.

FÉRIAS NO RIO

O embaixador estava de férias no Rio até o próximo dia 9, quando deveria voltar ao trabalho na embaixada em Brasília. Ele e Françoise têm uma filha de dez anos.

Amiridis era um apaixonado pelo Rio e já foi cônsul na cidade de 2001 até 2004. Em janeiro deste ano, ele assumiu o posto em Brasília.

Nas suas folgas, ele costuma passar alguns dias no Rio. O embaixador era formado em direito pela Universidade de Aristóteles em Tessalônica, na Grécia. Sua carreira diplomática começou em 1985. Antes de assumir o posto em Brasília, ele foi embaixador da Grécia na Líbia por quatro anos a partir de 2012. 

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Mulher é suspeita de encomendar morte de embaixador grego

Sábado, 31/12/2016 4:56.

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu e a Justiça decretou nesta sexta-feira (30) a prisão da mulher do embaixador da Grécia no Brasil, Kyriakos Amiridis, 59. Ela é apontada como suspeita da morte do diplomata, que estava desaparecido desde a última segunda (26).

Um policial militar e o primo dele também são apontados como suspeitos do assassinato do embaixador. Ambos também tiveram o pedido de prisão temporária de 30 dias acatado pela Justiça, segundo a Polícia Civil do Rio.

O pedido de prisão foi feito após a polícia identificar por meio de perícia que é de Amiridis o corpo encontrado carbonizado na última quinta (29) dentro de um carro sob um viaduto em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Segundo a Polícia Civil, o soldado da PM Sérgio Gomes Moreira Filho, 29, confessou ter matado o diplomata. Para a polícia, ele tinha um caso extraconjugal com a viúva do embaixador, a brasileira Françoise Amiridis, e o crime teria motivação passional.

Em depoimento, segundo a polícia, o PM disse que a morte foi resultado de uma luta corporal entre os dois. Depois de matá-lo, teria convocado seu primo para ajudá-lo a se desfazer do corpo.

Gomes Filho está na Polícia Militar desde abril de 2012 e trabalhava na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Fallet/Fogueteiro.

Ele será submetido a processo administrativo disciplinar e um conselho de revisão disciplinar decidirá por sua permanência ou exclusão da instituição. Ele deve ser encaminhado para a unidade prisional da Polícia Militar.

Segundo relato obtido junto a investigadores do caso pelo UOL (empresa do Grupo Folha, que edita a Folha), o PM disse ter um caso amoroso com Françoise, que, em depoimento, confirmou a informação, mas negou envolvimento no crime.

VIÚVA

A mulher do embaixador chegou à delegacia por volta das 10h desta sexta, acompanhada apenas por um policial. No início da tarde, sua mãe e dois irmãos foram ao local, mas não conseguiram falar com ela. Em depoimentos à polícia, a viúva diz que era agredida por ele.

Ainda segundo as investigações, Kyriakos Amiridis teria sido morto na própria casa e, na sequência, seu corpo teria sido retirado do local pelo policial militar e levado no próprio carro alugado pelo embaixador -o mesmo veículo que foi encontrado em chamas em Nova Iguaçu.

Um sofá com manchas de sangue foi encontrado na casa em que o casal estava hospedado. O móvel foi levado para a delegacia durante a madrugada e também passou por uma perícia técnica.

"É um caso trágico, um crime covarde. Mas tivemos a resposta no prazo mais curto possível", disse o delegado Evaristo Pontes Magalhães, em entrevista no início da noite desta sexta-feira.

Foi a própria viúva do embaixador que comunicou o sumiço do marido à Polícia Federal. De imediato, a PF avaliou que o desaparecimento não tinha relação com a atividade diplomática de Amiridis no Brasil. Por isso, o caso foi encaminhado à Polícia Civil, que tem um setor específico para investigações de desaparecimentos.

FÉRIAS NO RIO

O embaixador estava de férias no Rio até o próximo dia 9, quando deveria voltar ao trabalho na embaixada em Brasília. Ele e Françoise têm uma filha de dez anos.

Amiridis era um apaixonado pelo Rio e já foi cônsul na cidade de 2001 até 2004. Em janeiro deste ano, ele assumiu o posto em Brasília.

Nas suas folgas, ele costuma passar alguns dias no Rio. O embaixador era formado em direito pela Universidade de Aristóteles em Tessalônica, na Grécia. Sua carreira diplomática começou em 1985. Antes de assumir o posto em Brasília, ele foi embaixador da Grécia na Líbia por quatro anos a partir de 2012. 

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