Jornal Página 3

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Conduzido pela PF Silas Malafaia cita o pastor Michael Aboud de Balneário Camboriú
EBC.
Silas Malafaia se diz indignado.

Sexta, 16/12/2016 12:53.

O pastor Silas Malafia, conduzido coercitivamente hoje de manhã pela Polícia Federal, citou em postagem do Twitter o pastor Michael Aboud, da Igreja Embaixada do Reino de Deus de Balneário Camboriú.

Desde cedo circula na internet a foto de um carro da PF em frente à igreja. A foto é verdadeira, os policiais estiveram no local para buscar documentos.

Pessoas ligadas à igreja disseram que é falsa a informação que o pastor Michael tenha sido detido ou conduzido.

Aparentemente a igreja recebeu uma doação em cheque e repassou a Malafaia. O cheque teria sido dado pelo advogado Jader Alberto Pazinato que estaria sob investigação da PF. Ele não foi encontrado pela reportagem.

Malafaia postou em seu twitter:

“Nesta manhã, fui acordado por um telefonema de que a Polícia Federal esteve na minha casa. Estou em São Paulo e vou me apresentar.

Recebi uma oferta de cem mil reais, de um membro da igreja do meu amigo, pastor Michael Abud. Não sei e não conheço o que ele faz. Tanto é que o cheque foi depositado em conta. Por causa disso sou ladrão? Sou corrupto? Recebo ofertas de inúmeras pessoas e declaro no Imposto de Renda tudo o que recebo.

Quer dizer que, se alguém for bandido e me der uma oferta, sem eu saber a origem, sou bandido? É a tentativa para me desmoralizar junto à opinião pública. Não poderia ter sido convidado para depor? Vergonhoso!

Recebi um cheque de um advogado, como recebo inúmeras ofertas e as declaro no Imposto de Renda. Sou responsável pela bandidagem de outros? Estou indignado!

Será que a Justiça não tem bom senso para saber que eu recebi um cheque de uma pessoa? Isso me torna participante de crime? Estou indignado!”

Operação mira suposta organização criminosa

BELA MEGALE (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (16) uma operação que mira uma suposta organização criminosa investigada por corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral.

Segundo a reportagem apurou, entre os investigados está o pastor Silas Malafaia, que teria participado da lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido valores do principal escritório de advocacia responsável pelo esquema. Ele é suspeito de emprestar contas da instituição dele para ajudar a ocultar dinheiro.

De acordo com fontes da PF, ele foi alvo de condução coercitiva.

A PF informou ainda que estão sendo realizadas buscas e apreensões em 52 endereços diferentes ligados a suposta organização criminosa em 11 estados e no Distrito Federal.

As ações da PF ocorrem nas seguintes unidades da federação: BA, DF, GO, MT, MG, PA, PR, RJ, RS, SC, SE e TO. O juiz do caso é Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal do DF. Além das buscas, estão sendo realizadas 29 conduções coercitivas, quatro mandados de prisão preventiva e 12 mandados de prisão temporária.

A ação é batizada de "Operação Timóteo", em referência a esta passagem do livro Timóteo, da Bíblia: " Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos".

O objetivo da operação é que com as provas coletadas nesta sexta a PF tenha detalhes na maneira que de como funcionava "um esquema em que um diretor do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) com informações privilegiadas a respeito de dívidas de royalties oferecia serviços de dois escritórios de advocacia e de uma empresa de consultoria a municípios com créditos de CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) junto a empresas de exploração mineral.

Segundo a PF, Marco Antônio Valadares Moreira é o diretor do DNPM investigado por oferecer informações privilegiadas sobre dívidas de royalties a dois escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria.

Ainda segundo a PF, com essas informações, os suspeitos entravam em contato com municípios que tinham créditos do CFEM junto a empresas de exploração mineral para oferecer seus serviços.

Até o momento, os investigadores apuraram que a suposta organização criminosa se dividia em ao menos quatro núcleos: o captador, formado por um diretor do DNPM e sua esposa, que realizava a captação de prefeitos interessados em ingressar no esquema; o operacional, formado por escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria em nome da esposa do diretor do DNPM, que repassava valores indevidos a agentes públicos; o político, composto por agentes políticos e servidores públicos responsáveis pela contratação dos escritórios de advocacia do esquema; e o núcleo colaborar, que auxiliava na ocultação e dissimulação do dinheiro.

A PF também comunicou que o sequestro de três imóveis e bloqueio de valores que podem alcançar R$ 70 milhões. O juiz do caso determinou ainda que os municípios se abstenham de contratar ou de realizar pagamento aos escritórios de advocacia e consultoria que estão sendo investigados.

A Operação Timóteo começou em 2015, quando a então Controladoria-Geral da União enviou à PF uma sindicância que apontava incompatibilidade na evolução patrimonial de um dos diretores do DNPM. Apenas esta autoridade pública pode ter recebido valores que ultrapassam os R$ 7 milhões, segundo o órgão.

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade



Publicidade


Publicidade


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Página 3

Conduzido pela PF Silas Malafaia cita o pastor Michael Aboud de Balneário Camboriú

EBC.
Silas Malafaia se diz indignado.
Silas Malafaia se diz indignado.
Sexta, 16/12/2016 12:53.

O pastor Silas Malafia, conduzido coercitivamente hoje de manhã pela Polícia Federal, citou em postagem do Twitter o pastor Michael Aboud, da Igreja Embaixada do Reino de Deus de Balneário Camboriú.

Desde cedo circula na internet a foto de um carro da PF em frente à igreja. A foto é verdadeira, os policiais estiveram no local para buscar documentos.

Pessoas ligadas à igreja disseram que é falsa a informação que o pastor Michael tenha sido detido ou conduzido.

Aparentemente a igreja recebeu uma doação em cheque e repassou a Malafaia. O cheque teria sido dado pelo advogado Jader Alberto Pazinato que estaria sob investigação da PF. Ele não foi encontrado pela reportagem.

Malafaia postou em seu twitter:

“Nesta manhã, fui acordado por um telefonema de que a Polícia Federal esteve na minha casa. Estou em São Paulo e vou me apresentar.

Recebi uma oferta de cem mil reais, de um membro da igreja do meu amigo, pastor Michael Abud. Não sei e não conheço o que ele faz. Tanto é que o cheque foi depositado em conta. Por causa disso sou ladrão? Sou corrupto? Recebo ofertas de inúmeras pessoas e declaro no Imposto de Renda tudo o que recebo.

Quer dizer que, se alguém for bandido e me der uma oferta, sem eu saber a origem, sou bandido? É a tentativa para me desmoralizar junto à opinião pública. Não poderia ter sido convidado para depor? Vergonhoso!

Recebi um cheque de um advogado, como recebo inúmeras ofertas e as declaro no Imposto de Renda. Sou responsável pela bandidagem de outros? Estou indignado!

Será que a Justiça não tem bom senso para saber que eu recebi um cheque de uma pessoa? Isso me torna participante de crime? Estou indignado!”

Operação mira suposta organização criminosa

BELA MEGALE (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (16) uma operação que mira uma suposta organização criminosa investigada por corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral.

Segundo a reportagem apurou, entre os investigados está o pastor Silas Malafaia, que teria participado da lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido valores do principal escritório de advocacia responsável pelo esquema. Ele é suspeito de emprestar contas da instituição dele para ajudar a ocultar dinheiro.

De acordo com fontes da PF, ele foi alvo de condução coercitiva.

A PF informou ainda que estão sendo realizadas buscas e apreensões em 52 endereços diferentes ligados a suposta organização criminosa em 11 estados e no Distrito Federal.

As ações da PF ocorrem nas seguintes unidades da federação: BA, DF, GO, MT, MG, PA, PR, RJ, RS, SC, SE e TO. O juiz do caso é Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal do DF. Além das buscas, estão sendo realizadas 29 conduções coercitivas, quatro mandados de prisão preventiva e 12 mandados de prisão temporária.

A ação é batizada de "Operação Timóteo", em referência a esta passagem do livro Timóteo, da Bíblia: " Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos".

O objetivo da operação é que com as provas coletadas nesta sexta a PF tenha detalhes na maneira que de como funcionava "um esquema em que um diretor do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) com informações privilegiadas a respeito de dívidas de royalties oferecia serviços de dois escritórios de advocacia e de uma empresa de consultoria a municípios com créditos de CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) junto a empresas de exploração mineral.

Segundo a PF, Marco Antônio Valadares Moreira é o diretor do DNPM investigado por oferecer informações privilegiadas sobre dívidas de royalties a dois escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria.

Ainda segundo a PF, com essas informações, os suspeitos entravam em contato com municípios que tinham créditos do CFEM junto a empresas de exploração mineral para oferecer seus serviços.

Até o momento, os investigadores apuraram que a suposta organização criminosa se dividia em ao menos quatro núcleos: o captador, formado por um diretor do DNPM e sua esposa, que realizava a captação de prefeitos interessados em ingressar no esquema; o operacional, formado por escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria em nome da esposa do diretor do DNPM, que repassava valores indevidos a agentes públicos; o político, composto por agentes políticos e servidores públicos responsáveis pela contratação dos escritórios de advocacia do esquema; e o núcleo colaborar, que auxiliava na ocultação e dissimulação do dinheiro.

A PF também comunicou que o sequestro de três imóveis e bloqueio de valores que podem alcançar R$ 70 milhões. O juiz do caso determinou ainda que os municípios se abstenham de contratar ou de realizar pagamento aos escritórios de advocacia e consultoria que estão sendo investigados.

A Operação Timóteo começou em 2015, quando a então Controladoria-Geral da União enviou à PF uma sindicância que apontava incompatibilidade na evolução patrimonial de um dos diretores do DNPM. Apenas esta autoridade pública pode ter recebido valores que ultrapassam os R$ 7 milhões, segundo o órgão.

Publicidade

Publicidade