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Um ano de interdição do CASEP de Itajaí e obras longe de ficarem prontas

Terça, 26/4/2016 10:01.

Segundo o atual diretor do Departamento de Administração Socioeducativo (DEASE), Sady Beck Júnior, Itajaí e região devem continuar sem um Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (CASEP) pelo menos pelos próximos quatro meses. Enquanto isso, sem oferta de vagas em outras unidades, a impunidade vai crescendo e causando revolta tanto da população como da própria polícia.

O CASEP de Itajaí está interditado há um ano, desde que foram constatados problemas sérios na estrutura. Depois de a reforma concluída, a unidade continuará oferecendo apenas 30 vagas. Sady explica que o Governo ainda está definindo isso, contudo deve buscar uma nova ONG para administrar o CASEP.

Ele lembra que a oferta de vagas está comprometida em todo o sistema socioeducativo catarinense, porém os infratores de maior periculosidade estão sendo encaminhados para unidades como Joinville e Blumenau.

“Dependendo da gravidade do delito ele pode ir cada vez mais longe de acordo com a oferta de vagas”, conta.

Revolta até das polícias

A situação é preocupante até para a polícia, que se vê cobrada, em meio à desestrutura do Estado. E o pior, o diretor do DEASE revela que não há perspectiva imediata para a construção de novos CASEPs. “Há uma possibilidade incipiente de construir uma nova unidade em Blumenau, mas isso ainda está em tratativas, nada efetivo”, comenta Sady Beck.

Recentemente o comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar, Evaldo Hoffmann, desabafou em um grupo de moradores das praias agrestes, via Whatsapp, que o quadro da segurança está complicado, pela falta de aparelhamento do Estado à ausência de vagas.

“Passaremos o ano de 2016 sem que nenhum PM a mais seja incluído. E depois disso tudo será que a culpa é só da PM? Onde estão os centros de acolhimento de menores infratores? Onde estão as escolas de tempo integral? Onde estão as vagas do sistema penitenciário? E as leis que a cada dia beneficiam os marginais em detrimento das pessoas de bem?”, questionou.

O delegado responsável pela delegacia da comarca de Balneário, David Queiroz de Souza, também defende a importância da instalação de um novo CASEP na região. Ele afirma que se o adolescente cometer hoje uma infração grave é dever de a Justiça encontrar uma vaga para ele ser socioeducado.

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Um ano de interdição do CASEP de Itajaí e obras longe de ficarem prontas

Terça, 26/4/2016 10:01.

Segundo o atual diretor do Departamento de Administração Socioeducativo (DEASE), Sady Beck Júnior, Itajaí e região devem continuar sem um Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (CASEP) pelo menos pelos próximos quatro meses. Enquanto isso, sem oferta de vagas em outras unidades, a impunidade vai crescendo e causando revolta tanto da população como da própria polícia.

O CASEP de Itajaí está interditado há um ano, desde que foram constatados problemas sérios na estrutura. Depois de a reforma concluída, a unidade continuará oferecendo apenas 30 vagas. Sady explica que o Governo ainda está definindo isso, contudo deve buscar uma nova ONG para administrar o CASEP.

Ele lembra que a oferta de vagas está comprometida em todo o sistema socioeducativo catarinense, porém os infratores de maior periculosidade estão sendo encaminhados para unidades como Joinville e Blumenau.

“Dependendo da gravidade do delito ele pode ir cada vez mais longe de acordo com a oferta de vagas”, conta.

Revolta até das polícias

A situação é preocupante até para a polícia, que se vê cobrada, em meio à desestrutura do Estado. E o pior, o diretor do DEASE revela que não há perspectiva imediata para a construção de novos CASEPs. “Há uma possibilidade incipiente de construir uma nova unidade em Blumenau, mas isso ainda está em tratativas, nada efetivo”, comenta Sady Beck.

Recentemente o comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar, Evaldo Hoffmann, desabafou em um grupo de moradores das praias agrestes, via Whatsapp, que o quadro da segurança está complicado, pela falta de aparelhamento do Estado à ausência de vagas.

“Passaremos o ano de 2016 sem que nenhum PM a mais seja incluído. E depois disso tudo será que a culpa é só da PM? Onde estão os centros de acolhimento de menores infratores? Onde estão as escolas de tempo integral? Onde estão as vagas do sistema penitenciário? E as leis que a cada dia beneficiam os marginais em detrimento das pessoas de bem?”, questionou.

O delegado responsável pela delegacia da comarca de Balneário, David Queiroz de Souza, também defende a importância da instalação de um novo CASEP na região. Ele afirma que se o adolescente cometer hoje uma infração grave é dever de a Justiça encontrar uma vaga para ele ser socioeducado.

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