Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Opinião
Artigo: A grande mudança deve começar no poder local, por Leandro Rodrigues da Silva

Quinta, 20/9/2018 13:57.

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Por Leandro Rodrigues da Silva

Em janeiro deste ano publiquei artigo propositivo neste jornal, em que apresentava sugestões para o Governo Fabrício Oliveira. Mesmo sendo – e orgulhosamente permanecendo – oposição, nunca me furtei em sugerir, debater e contribuir. Defendi a época um conjunto de medidas reestruturantes sob a ótica da gestão fiscal do Município, dentre as quais a necessidade emergente de concretização da reforma administrativa prometida em campanha, onde o candidato a prefeito prometeu cortar na carne o desperdício e a superestrutura da Prefeitura.

Até presente momento, além de ter imposto novos sacrifícios a comunidade e de não ter cortado nada na carne, pretende agora é ampliar a gordura. E infelizmente, a imprensa desta Cidade (exceto o Página 3 e raros colunistas) coaduna vergonhosamente com os fatos e não cumpre seu papel de contrapor. Preferem a omissão e a magia da proximidade com o poder.

Como recordar é viver, cabe-me lembrar que ainda em janeiro de 2018, como resposta ao meu artigo, o secretário de Articulação respondeu no mesmo espaço de forma truculenta e prepotente. Acusou a mim e a todos os demais que preferem não bajular este governo, de não querermos enxergar por trauma ocular ou patologia oftalmológica, com a incrível capacidade de informar no texto que nestes casos “a medicina os brindou com o braile”.

Na semana seguinte, prometeu o secretário do Prefeito que o projeto de reforma administrativa, depois de mais de um ano, estaria pronto e que aportaria na primeira sessão da Câmara Municipal, em fevereiro. Pois bem minha gente, o projeto foi protocolado somente em setembro em atendimento ao prazo máximo fruto de entendimento do Ministério Público e confirmado pela Justiça.

Pois é, já dizia Galileu Galilei que a verdade é filha do tempo, e não da autoridade. Como em tudo neste governo, a decisão chega tarde e não atende as necessidades da cidade e, sobretudo, contrasta com as promessas de campanha.

A prática mostra que governos de mudança devem promover rupturas nos primeiros meses da gestão, antes da composição e alinhamento com o Poder Legislativo, como forma de terem força para conseguir implementar seus projetos basilares - e que darão sustentação a novos modelos de gestão por todo o mandato. Li que além de descumprir a recomendação, a Prefeitura teve ousadia de recorrer; agora enviou PLC a Câmara Municipal que na verdade é um engodo, pois não trata de aperfeiçoamento de mecanismos de gestão, combate a privilégios, redução da estrutura do poder público municipal.

Com a manutenção deste modelo em menos de dez anos poderemos estar com déficit fiscal similar ao que outras prefeituras e governos estaduais tem vivido, com parcelamento de salários e redução de serviços públicos essenciais. É natural, líderes populistas não tem preocupação ou compromisso com orçamento ou com medidas amargas (mas necessárias), muito menos com planejamento. Desculpem, gostaria de ser mais ameno, mas é o futuro de Balneário Camboriú que está em jogo, e repito, esta Administração é omissa e não tem liderado iniciativas urgentes, o que ampliará a crise financeira atual, e cujo rombo será pago por diversas gerações. Falar outra coisa é fugir a verdade.

Administrador Leandro Rodrigues da Silva, vice-presidente do PSDB de Balneário Camboriú.


Para publicação de artigos opinativos, envie texto assinado para [email protected]


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Página 3

Artigo: A grande mudança deve começar no poder local, por Leandro Rodrigues da Silva

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Quinta, 20/9/2018 13:57.

Por Leandro Rodrigues da Silva

Em janeiro deste ano publiquei artigo propositivo neste jornal, em que apresentava sugestões para o Governo Fabrício Oliveira. Mesmo sendo – e orgulhosamente permanecendo – oposição, nunca me furtei em sugerir, debater e contribuir. Defendi a época um conjunto de medidas reestruturantes sob a ótica da gestão fiscal do Município, dentre as quais a necessidade emergente de concretização da reforma administrativa prometida em campanha, onde o candidato a prefeito prometeu cortar na carne o desperdício e a superestrutura da Prefeitura.

Até presente momento, além de ter imposto novos sacrifícios a comunidade e de não ter cortado nada na carne, pretende agora é ampliar a gordura. E infelizmente, a imprensa desta Cidade (exceto o Página 3 e raros colunistas) coaduna vergonhosamente com os fatos e não cumpre seu papel de contrapor. Preferem a omissão e a magia da proximidade com o poder.

Como recordar é viver, cabe-me lembrar que ainda em janeiro de 2018, como resposta ao meu artigo, o secretário de Articulação respondeu no mesmo espaço de forma truculenta e prepotente. Acusou a mim e a todos os demais que preferem não bajular este governo, de não querermos enxergar por trauma ocular ou patologia oftalmológica, com a incrível capacidade de informar no texto que nestes casos “a medicina os brindou com o braile”.

Na semana seguinte, prometeu o secretário do Prefeito que o projeto de reforma administrativa, depois de mais de um ano, estaria pronto e que aportaria na primeira sessão da Câmara Municipal, em fevereiro. Pois bem minha gente, o projeto foi protocolado somente em setembro em atendimento ao prazo máximo fruto de entendimento do Ministério Público e confirmado pela Justiça.

Pois é, já dizia Galileu Galilei que a verdade é filha do tempo, e não da autoridade. Como em tudo neste governo, a decisão chega tarde e não atende as necessidades da cidade e, sobretudo, contrasta com as promessas de campanha.

A prática mostra que governos de mudança devem promover rupturas nos primeiros meses da gestão, antes da composição e alinhamento com o Poder Legislativo, como forma de terem força para conseguir implementar seus projetos basilares - e que darão sustentação a novos modelos de gestão por todo o mandato. Li que além de descumprir a recomendação, a Prefeitura teve ousadia de recorrer; agora enviou PLC a Câmara Municipal que na verdade é um engodo, pois não trata de aperfeiçoamento de mecanismos de gestão, combate a privilégios, redução da estrutura do poder público municipal.

Com a manutenção deste modelo em menos de dez anos poderemos estar com déficit fiscal similar ao que outras prefeituras e governos estaduais tem vivido, com parcelamento de salários e redução de serviços públicos essenciais. É natural, líderes populistas não tem preocupação ou compromisso com orçamento ou com medidas amargas (mas necessárias), muito menos com planejamento. Desculpem, gostaria de ser mais ameno, mas é o futuro de Balneário Camboriú que está em jogo, e repito, esta Administração é omissa e não tem liderado iniciativas urgentes, o que ampliará a crise financeira atual, e cujo rombo será pago por diversas gerações. Falar outra coisa é fugir a verdade.

Administrador Leandro Rodrigues da Silva, vice-presidente do PSDB de Balneário Camboriú.


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