Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Opinião
“Fantástico” falará de sombra na praia central de Balneário Camboriú

Prédios altos foi escolha da população sobre o modelo de cidade que queria

Domingo, 7/1/2018 6:58.

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(Waldemar Cezar Neto) -O programa “Fantástico”, da Globo, anuncia para a noite deste domingo (7) reportagem sobre a sombra projetada por edifícios na praia central de Balneário Camboriú após o meio da tarde.

As chamadas veiculadas pela Globo nas últimas horas já causaram intensas discussões nas redes sociais com pessoas defendendo e outras atacando o modelo de cidade escolhido pela sociedade de Balneário Camboriú.

O advogado especializado em assuntos ambientas Gil Koeddermann jogou lenha (e talvez lógica) na discussão ao postar que reclamam que querem sol na praia para se enfiarem embaixo de guardas-sóis.

Errada ou acertada a construção de prédios altos na praia central foi uma decisão da cidade mais de 40 anos atrás que teve a participação dos eleitores, vereadores e prefeitos das quatro útimas décadas.

O uso de praias no Brasil teve períodos bem distintos, desde não frequentar porque acreditavam que fazia mal à saúde até os ratos de areia que passam os dias à beira mar. Quando os prédios altos começaram a ser construídos em Balneário, frequentar praia à tarde era coisa de classes inferiores.

Os primeiros proprietários de casas e terrenos, dos simplórios aos mais esclarecidos, também concordaram com o modelo de cidade e muitos ganharam fortunas com imóveis que de repente passaram por extraordinária valorização.

Isso não ocorreu apenas na praia central, todas as ruas e avenidas do Centro passaram pelo mesmo processo em diferentes momentos.

Além de referendar o projeto de cidade, elegendo na urnas quem define a política de desenvolvimento urbano, a população passou a preferir morar em construções verticais, hoje a cidade tem 48.000 apartamentos contra 12.000 casas.

Quem veio depois questiona, mas a verdade é que temos mais seis praias sem sobra à tarde e existem milhares no Brasil que podem oferecer esse conforto a quem acha indispensável.

Aqui na praia central não tem sol à tarde e nunca mais terá, mesmo assim continua sendo uma das regiões com o metro quadrado de construção mais caro do país.

E, com sombra ou sem sombra, uma das melhores a julgar pela quantidade de gente que a frequenta.


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“Fantástico” falará de sombra na praia central de Balneário Camboriú

Prédios altos foi escolha da população sobre o modelo de cidade que queria

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Domingo, 7/1/2018 6:58.

(Waldemar Cezar Neto) -O programa “Fantástico”, da Globo, anuncia para a noite deste domingo (7) reportagem sobre a sombra projetada por edifícios na praia central de Balneário Camboriú após o meio da tarde.

As chamadas veiculadas pela Globo nas últimas horas já causaram intensas discussões nas redes sociais com pessoas defendendo e outras atacando o modelo de cidade escolhido pela sociedade de Balneário Camboriú.

O advogado especializado em assuntos ambientas Gil Koeddermann jogou lenha (e talvez lógica) na discussão ao postar que reclamam que querem sol na praia para se enfiarem embaixo de guardas-sóis.

Errada ou acertada a construção de prédios altos na praia central foi uma decisão da cidade mais de 40 anos atrás que teve a participação dos eleitores, vereadores e prefeitos das quatro útimas décadas.

O uso de praias no Brasil teve períodos bem distintos, desde não frequentar porque acreditavam que fazia mal à saúde até os ratos de areia que passam os dias à beira mar. Quando os prédios altos começaram a ser construídos em Balneário, frequentar praia à tarde era coisa de classes inferiores.

Os primeiros proprietários de casas e terrenos, dos simplórios aos mais esclarecidos, também concordaram com o modelo de cidade e muitos ganharam fortunas com imóveis que de repente passaram por extraordinária valorização.

Isso não ocorreu apenas na praia central, todas as ruas e avenidas do Centro passaram pelo mesmo processo em diferentes momentos.

Além de referendar o projeto de cidade, elegendo na urnas quem define a política de desenvolvimento urbano, a população passou a preferir morar em construções verticais, hoje a cidade tem 48.000 apartamentos contra 12.000 casas.

Quem veio depois questiona, mas a verdade é que temos mais seis praias sem sobra à tarde e existem milhares no Brasil que podem oferecer esse conforto a quem acha indispensável.

Aqui na praia central não tem sol à tarde e nunca mais terá, mesmo assim continua sendo uma das regiões com o metro quadrado de construção mais caro do país.

E, com sombra ou sem sombra, uma das melhores a julgar pela quantidade de gente que a frequenta.


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