Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Opinião
Projeto adiado por vereadores é uma insanidade administrativa

Proposta é baseada em informações falsas, meias verdades e falta de visão de futuro

Quarta, 24/1/2018 8:22.

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(Waldemar Cezar Neto/JP3) -O projeto que concede função gratificada no valor mensal de R$ 827,25 a Agentes de Alimentação e Agentes de Serviços Gerais, que foi intensamente discutido e adiado ontem na Câmara de Vereadores, não tem clareza, é baseado em argumentos frágeis e desrespeita princípios elementares de administração.

O governo municipal alega que pagar o extra traria economia anual de R$ 3 milhões, mas essa informação é falsa porque o custo não diminui e sim aumenta em cerca de R$ 6 milhões ao ano.

Argumenta ainda o governo que as duas categorias já executam serviços não previstos em suas atribuições. Isso é parcialmente falso porque o único serviço que alguns –e não todos- agentes executam além das suas atribuições é cuidar do portão na entrada e saída das aulas e vigiar os alunos durante o recreio.

É sem sentido pagar adicional a cerca de 600 servidores, ao custo estimado pela reportagem do Página 3 em R$ 6 milhões ao ano, se são necessários menos de uma centena para executar o trabalho nas 43 escolas do município.

Se a administração decidir não pagar aos cerca de 600 e sim apenas aos escolhidos, o benefício passa a ser discricionário, político e contra isso diversos vereadores se insurgiram.

Outra alegação -que não consta do projeto e foi repassada ao Página 3- é que existe um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público que não permite a contração de temporários como sempre foi feito, devem ser chamados os aprovados em concurso que estão na fila de espera.

De novo uma meia verdade, não existe lista de espera de concursados para recepcionistas/monitores de recreio, na verdade o cargo nem existe e se tivesse sido criado em 2017 o problema estaria resolvido.

Faltou planejamento de médio prazo, uma deficiência grave do governo Fabrício Oliveira, assim como ocorreu no do seu antecessor Edson Piriquito.

Bomba relógio

A folha de pagamentos da prefeitura é uma bomba relógio que arruinará as finanças da cidade se algo não for feito para corrigir as distorções.

É um tema politicamente incômodo, desgastante para quem está no poder, mas precisa ser atacado e corrigido.

A prefeitura é um enorme cabide de empregos, com baixa produtividade e com custos crescentes que se prolongam no tempo porque cada servidor contratado onerará a cidade durante décadas.

Diferentemente do que ocorre na iniciativa privada os servidores têm vantagens que iniciam no dia da contratação, passam pela aposentadoria privilegiada e se estendem até o dia da sua morte.

As despesas com pessoal representam em torno de 50% do total e há poucos anos, no governo Rubens Spernau, beiravam os 36%.

Edson Piriquito promoveu um festival de nomeações e vantagens permanentes e Fabrício Oliveira que deveria corrigir a falta de responsabilidade do antecessor com a saúde econômica da cidade, não parece preocupado com isso.

O projeto da gratificação aos Agentes de Alimentação e Agentes de Serviços Gerais voltará à pauta da Câmara após o Carnaval.


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Página 3

Projeto adiado por vereadores é uma insanidade administrativa

Proposta é baseada em informações falsas, meias verdades e falta de visão de futuro

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Quarta, 24/1/2018 8:22.

(Waldemar Cezar Neto/JP3) -O projeto que concede função gratificada no valor mensal de R$ 827,25 a Agentes de Alimentação e Agentes de Serviços Gerais, que foi intensamente discutido e adiado ontem na Câmara de Vereadores, não tem clareza, é baseado em argumentos frágeis e desrespeita princípios elementares de administração.

O governo municipal alega que pagar o extra traria economia anual de R$ 3 milhões, mas essa informação é falsa porque o custo não diminui e sim aumenta em cerca de R$ 6 milhões ao ano.

Argumenta ainda o governo que as duas categorias já executam serviços não previstos em suas atribuições. Isso é parcialmente falso porque o único serviço que alguns –e não todos- agentes executam além das suas atribuições é cuidar do portão na entrada e saída das aulas e vigiar os alunos durante o recreio.

É sem sentido pagar adicional a cerca de 600 servidores, ao custo estimado pela reportagem do Página 3 em R$ 6 milhões ao ano, se são necessários menos de uma centena para executar o trabalho nas 43 escolas do município.

Se a administração decidir não pagar aos cerca de 600 e sim apenas aos escolhidos, o benefício passa a ser discricionário, político e contra isso diversos vereadores se insurgiram.

Outra alegação -que não consta do projeto e foi repassada ao Página 3- é que existe um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público que não permite a contração de temporários como sempre foi feito, devem ser chamados os aprovados em concurso que estão na fila de espera.

De novo uma meia verdade, não existe lista de espera de concursados para recepcionistas/monitores de recreio, na verdade o cargo nem existe e se tivesse sido criado em 2017 o problema estaria resolvido.

Faltou planejamento de médio prazo, uma deficiência grave do governo Fabrício Oliveira, assim como ocorreu no do seu antecessor Edson Piriquito.

Bomba relógio

A folha de pagamentos da prefeitura é uma bomba relógio que arruinará as finanças da cidade se algo não for feito para corrigir as distorções.

É um tema politicamente incômodo, desgastante para quem está no poder, mas precisa ser atacado e corrigido.

A prefeitura é um enorme cabide de empregos, com baixa produtividade e com custos crescentes que se prolongam no tempo porque cada servidor contratado onerará a cidade durante décadas.

Diferentemente do que ocorre na iniciativa privada os servidores têm vantagens que iniciam no dia da contratação, passam pela aposentadoria privilegiada e se estendem até o dia da sua morte.

As despesas com pessoal representam em torno de 50% do total e há poucos anos, no governo Rubens Spernau, beiravam os 36%.

Edson Piriquito promoveu um festival de nomeações e vantagens permanentes e Fabrício Oliveira que deveria corrigir a falta de responsabilidade do antecessor com a saúde econômica da cidade, não parece preocupado com isso.

O projeto da gratificação aos Agentes de Alimentação e Agentes de Serviços Gerais voltará à pauta da Câmara após o Carnaval.


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