Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Opinião
A Balneário Camboriú que queremos

Quinta, 15/2/2018 8:54.
Arquipolis

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* Eliane Colla

As cidades precisam rediscutir a forma de ocupação dos espaços urbanos e esse debate, muitas vezes, gera ruídos entre os diversos setores da sociedade. Desde que a CDL de Balneário Camboriú decidiu chamar a sociedade para debater a proposta de criação da Praça do Cidadão – um espaço multiuso capaz de abrigar um novo centro administrativo no município – o tema ganhou proporções que fogem do interesse principal que é o de oportunizar o diálogo sobre o futuro da cidade.

O diálogo se faz necessário dado o caráter importante que é tratar a ocupação de espaços nobres de interesse público e o melhor caminho para transformar Balneário Camboriú em uma cidade mais humana e gentil para as pessoas, as que vivem ou escolhem a cidade como destino turístico.

Por mais que cause estranhamento, debater com a sociedade e dialogar com o poder público as condições de ocupação dos espaços urbanos de interesse coletivo é, sim, papel das entidades de classe. Neste caso, a CDL assumiu este papel de protagonista por entender que o estrangulamento viário da cidade, só para citar um exemplo, pode trazer sérias conseqüências para a economia de Balneário Camboriú.

Portanto, e para que fique bem claro, o objetivo central é estimular a discussão de uma cidade para as pessoas e o uso do solo com equidade.

Como entidade de classe empresarial patronal, a CDL é ferrenha defensora da iniciativa privada e do que ela representa para economia local, mas refuta a ideia de não pensar uma cidade onde existam áreas de lazer e convívio entre pessoas, trazendo benefícios para toda a comunidade.

Idealizada pelo arquiteto Ênio Faquetti, a proposta da Praça do Cidadão em um terreno localizado próximo ao Balneário Shopping busca discutir a cidade para os próximos 50 anos, abertura de novas vagas de estacionamento (3 mil, segundo estimativas), e melhorias no trânsito, sem falar na concentração dos órgãos públicos da administração pública em único local.

Evidentemente que o poder de decisão de qual o melhor aproveitamento para a área em questão é da sociedade, mas neste momento entendemos que a CDL-BC está trazendo à luz da sociedade um debate positivo e extremamente necessário para que possamos entender melhor as diferenças entre desenvolvimento planejado e crescimento a qualquer custo, e para qual futuro devemos apontar.

* Eliane Colla é presidente da CDL de Balneário Camboriú.


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A Balneário Camboriú que queremos

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Quinta, 15/2/2018 8:54.

* Eliane Colla

As cidades precisam rediscutir a forma de ocupação dos espaços urbanos e esse debate, muitas vezes, gera ruídos entre os diversos setores da sociedade. Desde que a CDL de Balneário Camboriú decidiu chamar a sociedade para debater a proposta de criação da Praça do Cidadão – um espaço multiuso capaz de abrigar um novo centro administrativo no município – o tema ganhou proporções que fogem do interesse principal que é o de oportunizar o diálogo sobre o futuro da cidade.

O diálogo se faz necessário dado o caráter importante que é tratar a ocupação de espaços nobres de interesse público e o melhor caminho para transformar Balneário Camboriú em uma cidade mais humana e gentil para as pessoas, as que vivem ou escolhem a cidade como destino turístico.

Por mais que cause estranhamento, debater com a sociedade e dialogar com o poder público as condições de ocupação dos espaços urbanos de interesse coletivo é, sim, papel das entidades de classe. Neste caso, a CDL assumiu este papel de protagonista por entender que o estrangulamento viário da cidade, só para citar um exemplo, pode trazer sérias conseqüências para a economia de Balneário Camboriú.

Portanto, e para que fique bem claro, o objetivo central é estimular a discussão de uma cidade para as pessoas e o uso do solo com equidade.

Como entidade de classe empresarial patronal, a CDL é ferrenha defensora da iniciativa privada e do que ela representa para economia local, mas refuta a ideia de não pensar uma cidade onde existam áreas de lazer e convívio entre pessoas, trazendo benefícios para toda a comunidade.

Idealizada pelo arquiteto Ênio Faquetti, a proposta da Praça do Cidadão em um terreno localizado próximo ao Balneário Shopping busca discutir a cidade para os próximos 50 anos, abertura de novas vagas de estacionamento (3 mil, segundo estimativas), e melhorias no trânsito, sem falar na concentração dos órgãos públicos da administração pública em único local.

Evidentemente que o poder de decisão de qual o melhor aproveitamento para a área em questão é da sociedade, mas neste momento entendemos que a CDL-BC está trazendo à luz da sociedade um debate positivo e extremamente necessário para que possamos entender melhor as diferenças entre desenvolvimento planejado e crescimento a qualquer custo, e para qual futuro devemos apontar.

* Eliane Colla é presidente da CDL de Balneário Camboriú.


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