Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Opinião
Curso de Belas Artes: um pleito de nível muito superior, por Leandro Rodrigues da Silva

Sexta, 24/8/2018 15:39.
Jefferson Baldo
Leandro, em 2009, como representante estudantil junto do Dr. Helvion Ribeiro reivindicando junto ao então vice-governador Leonel Pavan que em 2010, após sua posse como governador, criasse o Campus da Udesc. E assim aconteceu

Publicidade

PorLeandro Rodrigues da Silva*

Participei nesta semana da audiência pública promovida pelo Movup para discutir a proposta de implantação do curso superior de Belas Artes no campus da Udesc em Balneário Camboriú. Muito prestigiada, com presença representativa da sociedade, entidades, imprensa e também da classe política, serviu para ratificar o apoio dos simpatizantes do movimento para esta causa.

Muitos dos presentes que tiveram a oportunidade de se pronunciar destacaram os benefícios e a importância de uma graduação diferenciada, numa universidade pública, que venha para promover e fomentar diversas formas de cultura como instrumento basilar de um novo ciclo de desenvolvimento sustentável para a região – aquilo que precisamos, sonhamos e defendemos há muito tempo.

Não vou me ater à defesa do curso e da proposta, pois já há amplo consenso em torno da matéria. Por minha origem, formação e envolvimento com as causas do Movup, creio ser necessário discorrer sobre conjuntura e estratégia. A conjuntura mundial é de turbulenta indefinição. O cenário nacional sinaliza para grandes debates institucionais, envolvendo reformas urgentes. A herança a ser assumida pelo próximo governador do Estado é pesada. Não é apenas uma dívida financeira, pois maior que ela é a dívida de organização, de racionalidade, de eficiência e transparência.

As instituições estaduais são presas do corporativismo estatal que pauta suas ações e consome seus recursos. Os municípios catarinenses (incluindo Balneário Camboriú) sofrem profunda depressão econômica e baixa autoestima. Neste cenário, entendo ser o Movup muito mais do que um movimento; é uma diretriz e inspiração de exercício de cidadania, sendo por outro lado, de forma desinteressada, o que a academia chama de think thank (resumidamente, um espaço formulador de políticas públicas).

Como a proposta do novo curso já encontra respaldo majoritário na sociedade, é preciso fazer com que as pessoas entendam como funciona a Udesc, e ao mesmo aproveitar o processo político-eleitoral em andamento de modo a arregimentar apoios/compromissos para com esta iniciativa.

A Udesc local nasceu da luta do Movup, e assim sendo, acredito que seus dirigentes não se furtarão em apoiar esta nova empreitada, mas para tanto é importante que os documentos do movimento passem a seguir as diretrizes do vocacionamento do campus local, aprovado em 2010 por Resolução do Conselho Universitário. Enquadrar a causa junto às diretrizes do vocacionamento é a ação que se faz primordial para que ganhe viabilidade burocrática.

Em ato contínuo, é imprescindível a articulação política. Não podemos sucumbir ao romantismo achando que conquistas desta envergadura irão se viabilizar sem a danada da política. É nesta seara que reside a concretização dos ideais populares. Neste caso em específico, com total respeito ao princípio da autonomia universitária, mas buscando que a boa e necessária política novamente seja decisiva na viabilização dos recursos necessários para a concretização deste sonho que pode trazer inúmeras conquistas, por escala, para a Universidade e para a sociedade.

A Udesc de hoje é muito diferente daquela de 2004, quando iniciamos o processo de conquista de uma extensão universitária com o curso de Administração Pública da ESAG. Não responde a CPI alguma na Assembleia Legislativa e saiu das páginas policiais para irradiar desenvolvimento e conhecimento presencial em dez cidades, tendo triplicado o número de campi e de cursos de graduação e pós. Porém, continua presa em causas corporativistas internas, fruto de grupos ideológicos e de um movimento sindical que, organizados, tentam impor suas pautas com total desconexão junto a realidade fiscal do estado.

Desta forma, a Universidade padece de recursos financeiros para ampliar suas atividades-fim, para dar vazão a sua missão! E é somente um orçamento sustentável – com projeção real/anual de crescimento, que permitirá qualquer expansão de cursos da Universidade. Falar outra coisa é fugir à verdade, minhas senhoras e meus senhores.

O último aumento do percentual de recursos destinados pelo Estado à Udesc foi viabilizado pelo então governador Leonel Pavan, em 2010, e lá se vai quase uma década. Os últimos dois cursos de graduação criados pela Udesc foram: Administração Pública – Balneário Camboriú (2014) e Ciências Biológicas – Laguna (2015). É importante termos conhecimento destas informações para balizarmos a luta, a partir de agora.

Em 2019 viveremos um novo momento, em que certamente poderemos ter possibilidades reais de juntos concretizarmos o sonho do primeiro curso superior de Belas Artes em Santa Catarina. Minha contribuição novamente se dará reforçando o pleito junto às lideranças do meu partido, até porque não posso renegar a minha própria história, da qual tenho imenso orgulho. E o PSDB e suas lideranças tem crédito e serviços prestados ao movimento, logo, os compromissos por nós firmados tem valor, credibilidade e poderão ser cobrados posteriormente, caso logremos êxito nas eleições. Seria importante que todas as forças políticas da cidade buscassem fazer o mesmo junto a seus candidatos majoritários...

Concluo ressaltando que as dificuldades relatadas no início deste texto não devem nos assustar ou diminuir nosso entusiasmo, pois a história prova que juntos somamos uma massa crítica capaz de superar todos esses obstáculos e de manter o Movup como um paradigma na educação superior de Santa Catarina para o Brasil.

Sigo humildemente à disposição do movimento, como um simples soldado. Vivemos uma oportunidade histórica e não podemos titubear. Mesmo sendo repetitivo, reforço mais uma vez que precisamos enquadrar o pleito junto às estruturas e as conveniências de poder da Universidade, e também contagiar as lideranças políticas; jamais afastá-las! É a política que viabilizará este sonho, somente ela.

Com o apoio popular, enquadramento técnico e respaldo político, teremos as condições para superar todas as expectativas daqueles que confiaram em nós; para surpreender os descrentes e assim preparar um futuro melhor para aqueles que ainda nem nasceram. Como é praxe em nossas vitórias, vamos juntos novamente praticar aquele belo ensinamento: “alguns veem os sonhos que existem e se perguntam o por quê?”. Eu imagino aquilo que não existe e pergunto: “por que não?”.

*Administrador Público Leandro Rodrigues da Silva, vice-presidente do PSDB de Balneário Camboriú.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3
Jefferson Baldo
Leandro, em 2009, como representante estudantil junto do Dr. Helvion Ribeiro reivindicando junto ao então vice-governador Leonel Pavan que em 2010, após sua posse como governador, criasse o Campus da Udesc. E assim aconteceu
Leandro, em 2009, como representante estudantil junto do Dr. Helvion Ribeiro reivindicando junto ao então vice-governador Leonel Pavan que em 2010, após sua posse como governador, criasse o Campus da Udesc. E assim aconteceu

Curso de Belas Artes: um pleito de nível muito superior, por Leandro Rodrigues da Silva

Publicidade

Sexta, 24/8/2018 15:39.

PorLeandro Rodrigues da Silva*

Participei nesta semana da audiência pública promovida pelo Movup para discutir a proposta de implantação do curso superior de Belas Artes no campus da Udesc em Balneário Camboriú. Muito prestigiada, com presença representativa da sociedade, entidades, imprensa e também da classe política, serviu para ratificar o apoio dos simpatizantes do movimento para esta causa.

Muitos dos presentes que tiveram a oportunidade de se pronunciar destacaram os benefícios e a importância de uma graduação diferenciada, numa universidade pública, que venha para promover e fomentar diversas formas de cultura como instrumento basilar de um novo ciclo de desenvolvimento sustentável para a região – aquilo que precisamos, sonhamos e defendemos há muito tempo.

Não vou me ater à defesa do curso e da proposta, pois já há amplo consenso em torno da matéria. Por minha origem, formação e envolvimento com as causas do Movup, creio ser necessário discorrer sobre conjuntura e estratégia. A conjuntura mundial é de turbulenta indefinição. O cenário nacional sinaliza para grandes debates institucionais, envolvendo reformas urgentes. A herança a ser assumida pelo próximo governador do Estado é pesada. Não é apenas uma dívida financeira, pois maior que ela é a dívida de organização, de racionalidade, de eficiência e transparência.

As instituições estaduais são presas do corporativismo estatal que pauta suas ações e consome seus recursos. Os municípios catarinenses (incluindo Balneário Camboriú) sofrem profunda depressão econômica e baixa autoestima. Neste cenário, entendo ser o Movup muito mais do que um movimento; é uma diretriz e inspiração de exercício de cidadania, sendo por outro lado, de forma desinteressada, o que a academia chama de think thank (resumidamente, um espaço formulador de políticas públicas).

Como a proposta do novo curso já encontra respaldo majoritário na sociedade, é preciso fazer com que as pessoas entendam como funciona a Udesc, e ao mesmo aproveitar o processo político-eleitoral em andamento de modo a arregimentar apoios/compromissos para com esta iniciativa.

A Udesc local nasceu da luta do Movup, e assim sendo, acredito que seus dirigentes não se furtarão em apoiar esta nova empreitada, mas para tanto é importante que os documentos do movimento passem a seguir as diretrizes do vocacionamento do campus local, aprovado em 2010 por Resolução do Conselho Universitário. Enquadrar a causa junto às diretrizes do vocacionamento é a ação que se faz primordial para que ganhe viabilidade burocrática.

Em ato contínuo, é imprescindível a articulação política. Não podemos sucumbir ao romantismo achando que conquistas desta envergadura irão se viabilizar sem a danada da política. É nesta seara que reside a concretização dos ideais populares. Neste caso em específico, com total respeito ao princípio da autonomia universitária, mas buscando que a boa e necessária política novamente seja decisiva na viabilização dos recursos necessários para a concretização deste sonho que pode trazer inúmeras conquistas, por escala, para a Universidade e para a sociedade.

A Udesc de hoje é muito diferente daquela de 2004, quando iniciamos o processo de conquista de uma extensão universitária com o curso de Administração Pública da ESAG. Não responde a CPI alguma na Assembleia Legislativa e saiu das páginas policiais para irradiar desenvolvimento e conhecimento presencial em dez cidades, tendo triplicado o número de campi e de cursos de graduação e pós. Porém, continua presa em causas corporativistas internas, fruto de grupos ideológicos e de um movimento sindical que, organizados, tentam impor suas pautas com total desconexão junto a realidade fiscal do estado.

Desta forma, a Universidade padece de recursos financeiros para ampliar suas atividades-fim, para dar vazão a sua missão! E é somente um orçamento sustentável – com projeção real/anual de crescimento, que permitirá qualquer expansão de cursos da Universidade. Falar outra coisa é fugir à verdade, minhas senhoras e meus senhores.

O último aumento do percentual de recursos destinados pelo Estado à Udesc foi viabilizado pelo então governador Leonel Pavan, em 2010, e lá se vai quase uma década. Os últimos dois cursos de graduação criados pela Udesc foram: Administração Pública – Balneário Camboriú (2014) e Ciências Biológicas – Laguna (2015). É importante termos conhecimento destas informações para balizarmos a luta, a partir de agora.

Em 2019 viveremos um novo momento, em que certamente poderemos ter possibilidades reais de juntos concretizarmos o sonho do primeiro curso superior de Belas Artes em Santa Catarina. Minha contribuição novamente se dará reforçando o pleito junto às lideranças do meu partido, até porque não posso renegar a minha própria história, da qual tenho imenso orgulho. E o PSDB e suas lideranças tem crédito e serviços prestados ao movimento, logo, os compromissos por nós firmados tem valor, credibilidade e poderão ser cobrados posteriormente, caso logremos êxito nas eleições. Seria importante que todas as forças políticas da cidade buscassem fazer o mesmo junto a seus candidatos majoritários...

Concluo ressaltando que as dificuldades relatadas no início deste texto não devem nos assustar ou diminuir nosso entusiasmo, pois a história prova que juntos somamos uma massa crítica capaz de superar todos esses obstáculos e de manter o Movup como um paradigma na educação superior de Santa Catarina para o Brasil.

Sigo humildemente à disposição do movimento, como um simples soldado. Vivemos uma oportunidade histórica e não podemos titubear. Mesmo sendo repetitivo, reforço mais uma vez que precisamos enquadrar o pleito junto às estruturas e as conveniências de poder da Universidade, e também contagiar as lideranças políticas; jamais afastá-las! É a política que viabilizará este sonho, somente ela.

Com o apoio popular, enquadramento técnico e respaldo político, teremos as condições para superar todas as expectativas daqueles que confiaram em nós; para surpreender os descrentes e assim preparar um futuro melhor para aqueles que ainda nem nasceram. Como é praxe em nossas vitórias, vamos juntos novamente praticar aquele belo ensinamento: “alguns veem os sonhos que existem e se perguntam o por quê?”. Eu imagino aquilo que não existe e pergunto: “por que não?”.

*Administrador Público Leandro Rodrigues da Silva, vice-presidente do PSDB de Balneário Camboriú.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade