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Devo investir em minha startup ou equilibrar as contas? Veja opinião de empreendedores

Domingo, 10/2/2019 8:30.

FILIPE OLIVEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHPARESS) - Balanços de empresas novas de tecnologia com grandes números em vermelho são noticiados com frequência. Apesar de não alegrarem ninguém, investidores e responsáveis pelas empresas correm para explicar que isso é normal, pois a startup está em fase de crescimento acelerado e, por isso, investindo muito.

Mas queimar dinheiro para conquistar mais clientes é mesmo uma boa ideia?

A reportagem perguntou a opinião de Beny Fard, presidente da aceleradora de negócios Spin, e de Samir Iásbeck, presidente da empresa Qrânio, de educação a partir de jogos em aplicativos.

Em resumo, não há uma resposta única. Tudo depende do quanto o empresário está disposto a correr de risco e do momento da empresa, mas vale a pena conhecer as considerações deles.

Iásbeck, que fundou sua startup em 2012 e levou quatro anos para chegar ao ponto de equilíbrio (quando a empresa para de perder dinheiro), considera atingir esse objetivo a ter um "continue" eterno em um jogo de vídeo game. A partir dali, você sabe que a empresa vai durar, explica.

Ter uma empresa rentável foi uma decisão consciente. Ele conta que sua companhia vinha conseguindo novos usuários para seu serviço rapidamente. Chegou a 1 milhão e tinha escritórios em Portughal e Cingapura. Só não sabia ainda como fazer dinheiro com isso.

Suas opções para seguir em frente seriam buscar dinheiro com investidores e seguir crescendo ou dar um passo atrás e ver como a empresa poderia de pé sozinha.

A segunda alternativa foi a escolhida. Isso foi feito passando a buscar clientes no mercado corporativo, grandes empresas querendo desenvolver programas de treinamento para seus funcionários a partir da plataforma da Qrânio.

"Cada venda serviu como um novo investimento recebido. Mas, em vez de vender participação, estava oferecendo um serviço, fazendo minha própria empresa gerar riqueza". A Qrânio atende a companhias como o banco Bradesco e a farmacêutica Eli Lilly.

Por outro lado, o caminho escolhido atrai menos investidores, explica

Isso porque, como cada empresa cliente exige um trabalho longo e demorado, sua startup cresce de modo menos acelerado do que poderia caso buscasse apenas o consumidor final com um único produto padronizado. Falta escalabilidade, no jargão dos investidores, capacidade de crescer sem ter de aumentar muito os gastos.

Um problema do modelo tradicional de construção de startups, segundo o empreendedor, é que ele faz muitos se preocuparem mais em alimentar a percepção do mercado sobre seu crescimento para conseguir mais investimentos, muitas vezes sem ter um modelo de negócios e faturamento condizente com os valores recebidos. Muitos empreendedores deveriam, em vez disso, buscar sustentabilidade financeira mais cedo. Caso criem muitas expectativas sem terem o que mostrar de verdade, os empreendedores terão uma queda ainda maior, diz.

Além disso, o fundo que investiu na startup que só dá prejuízo pode até conseguir vender sua participação para outro mais tarde e ganhar algum dinheiro. Já o empreendedor dificilmente sai do negócio bem, já que poucos investidores topam injetar dinheiro em uma startup da qual o dono quer se desfazer.

Para ele, só vale a pena pegar investimento quando a empresa tem muito claro como irá transformá-lo em lucro e sabe que os recursos irão ajudá-la a chegar lá.

Já Beny Fard, da Spin, diz ser comum que empresas precisem queimar caixa para acelerar a expansão, investindo.

"Tem startups que nunca saem do vermelho. O empreendedor continua investindo pesado em publicidade, rede, canais, melhoria da plataforma. E são bem-sucedidas, Crescem de forma vertiginosa."

Na avaliação de Fard, a opção por crescer lentamente e distribuir lucro ou acelerar e tentar ganhar mais no futuro depende da forma como o empreendedor lida com risco.

Segundo ele, não há caminho certo ou errado, mas investidores preferem trabalhar com quem está disposto a arriscar mais para tentar um ganho maior no futuro.

Fard ressalva que dinheiro de investidores serve para acelerar o crescimento, não para resgatar empresas que estão sem dinheiro para manter seu dia a dia.

Ele acrescenta que buscar gente disposta a colocar dinheiro na empresa é uma forma de trazer para perto pessoas que possam dar conselhos e fazer pontes com futuros clientes. 

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Domingo, 10/2/2019 8:30.

FILIPE OLIVEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHPARESS) - Balanços de empresas novas de tecnologia com grandes números em vermelho são noticiados com frequência. Apesar de não alegrarem ninguém, investidores e responsáveis pelas empresas correm para explicar que isso é normal, pois a startup está em fase de crescimento acelerado e, por isso, investindo muito.

Mas queimar dinheiro para conquistar mais clientes é mesmo uma boa ideia?

A reportagem perguntou a opinião de Beny Fard, presidente da aceleradora de negócios Spin, e de Samir Iásbeck, presidente da empresa Qrânio, de educação a partir de jogos em aplicativos.

Em resumo, não há uma resposta única. Tudo depende do quanto o empresário está disposto a correr de risco e do momento da empresa, mas vale a pena conhecer as considerações deles.

Iásbeck, que fundou sua startup em 2012 e levou quatro anos para chegar ao ponto de equilíbrio (quando a empresa para de perder dinheiro), considera atingir esse objetivo a ter um "continue" eterno em um jogo de vídeo game. A partir dali, você sabe que a empresa vai durar, explica.

Ter uma empresa rentável foi uma decisão consciente. Ele conta que sua companhia vinha conseguindo novos usuários para seu serviço rapidamente. Chegou a 1 milhão e tinha escritórios em Portughal e Cingapura. Só não sabia ainda como fazer dinheiro com isso.

Suas opções para seguir em frente seriam buscar dinheiro com investidores e seguir crescendo ou dar um passo atrás e ver como a empresa poderia de pé sozinha.

A segunda alternativa foi a escolhida. Isso foi feito passando a buscar clientes no mercado corporativo, grandes empresas querendo desenvolver programas de treinamento para seus funcionários a partir da plataforma da Qrânio.

"Cada venda serviu como um novo investimento recebido. Mas, em vez de vender participação, estava oferecendo um serviço, fazendo minha própria empresa gerar riqueza". A Qrânio atende a companhias como o banco Bradesco e a farmacêutica Eli Lilly.

Por outro lado, o caminho escolhido atrai menos investidores, explica

Isso porque, como cada empresa cliente exige um trabalho longo e demorado, sua startup cresce de modo menos acelerado do que poderia caso buscasse apenas o consumidor final com um único produto padronizado. Falta escalabilidade, no jargão dos investidores, capacidade de crescer sem ter de aumentar muito os gastos.

Um problema do modelo tradicional de construção de startups, segundo o empreendedor, é que ele faz muitos se preocuparem mais em alimentar a percepção do mercado sobre seu crescimento para conseguir mais investimentos, muitas vezes sem ter um modelo de negócios e faturamento condizente com os valores recebidos. Muitos empreendedores deveriam, em vez disso, buscar sustentabilidade financeira mais cedo. Caso criem muitas expectativas sem terem o que mostrar de verdade, os empreendedores terão uma queda ainda maior, diz.

Além disso, o fundo que investiu na startup que só dá prejuízo pode até conseguir vender sua participação para outro mais tarde e ganhar algum dinheiro. Já o empreendedor dificilmente sai do negócio bem, já que poucos investidores topam injetar dinheiro em uma startup da qual o dono quer se desfazer.

Para ele, só vale a pena pegar investimento quando a empresa tem muito claro como irá transformá-lo em lucro e sabe que os recursos irão ajudá-la a chegar lá.

Já Beny Fard, da Spin, diz ser comum que empresas precisem queimar caixa para acelerar a expansão, investindo.

"Tem startups que nunca saem do vermelho. O empreendedor continua investindo pesado em publicidade, rede, canais, melhoria da plataforma. E são bem-sucedidas, Crescem de forma vertiginosa."

Na avaliação de Fard, a opção por crescer lentamente e distribuir lucro ou acelerar e tentar ganhar mais no futuro depende da forma como o empreendedor lida com risco.

Segundo ele, não há caminho certo ou errado, mas investidores preferem trabalhar com quem está disposto a arriscar mais para tentar um ganho maior no futuro.

Fard ressalva que dinheiro de investidores serve para acelerar o crescimento, não para resgatar empresas que estão sem dinheiro para manter seu dia a dia.

Ele acrescenta que buscar gente disposta a colocar dinheiro na empresa é uma forma de trazer para perto pessoas que possam dar conselhos e fazer pontes com futuros clientes. 

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