Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Negócios
Hotéis vencem briga contra agências da web

Quarta, 28/3/2018 5:32.

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LAÍS ALEGRETTI
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Os hotéis terão a opção de oferecer, em contato offline e direto com clientes, preços melhores que os ofertados em agências de viagem online, como Booking.com, Decolar.com e Expedia.

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) assinou um acordo com essas três empresas para flexibilizar a regra que impede os hotéis de ofertarem condições mais vantajosas do que aquelas que aparecem nos sites dessas agências.

Aplicada pelas três maiores agências de viagem online, a chamada cláusula de paridade é o mecanismo que garante que elas ofereçam preços melhores aos consumidores do que aqueles ofertados pelos próprios hotéis em seus canais de venda.

O acordo prevê que essa cláusula não poderá mais ser aplicada para proibir ofertas dos hotéis nos canais de venda offline, como contato por telefone, agências de turismo físicas e balcão de reservas.

A exigência de paridade continua permitida, contudo, para os preços que os hotéis ofertam em seus sites.

Isso é justificável, segundo o Cade, para evitar o chamado efeito carona –quando os vendedores e compradores se conectam pela plataforma dessas agências, mas fecham o negócio fora do site da agência de turismo online.

Para o Cade, a imposição de cláusulas de paridade limita a concorrência.

O termo de compromisso é resultado de um inquérito administrativo aberto em 2016, após uma representação do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil).

De acordo com a associação, que reúne grandes redes, as comissões que ficam com as agências online variam de 13% a 30% do valor da diária, a depender do programa que a empresa contrata (com maior ou menor destaque no site). "O acordo vem ao encontro do nosso pleito", disse Orlando de Souza, diretor-executivo do FOHB.

Nas grandes redes hoteleiras, a importância da Booking.com, Decolar.com e Expedia vem crescendo. Segundo Souza, em 2015, 11% das diárias eram reservadas em sites. Em 2017, passou para 16% e a expectativa é que neste ano alcance 20%. Souza diz que, após o acordo, também será possível negociar preços com cada plataforma.

"Se eu negociasse um preço para a Booking.com, tinha de ser o mesmo para Decolar.com e Expedia. Agora pode negociar com cada uma."

A Booking.com disse que está satisfeita com o acordo. "Está em sintonia com o que outras 27 autoridades regulatórias ao redor do mundo decidiram, permitindo que plataformas como a Booking.com ofereçam uma experiência transparente e consistente de comparação de preços aos consumidores."

O Decolar.com disse que o acordo modifica "de forma limitada" a cláusula de paridade e afirmou que a companhia continuará "focada em desenvolver e oferecer sempre as melhores propostas de valor para seus parceiros e seus clientes". A reportagem não localizou a Expedia.


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Página 3

Hotéis vencem briga contra agências da web

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Quarta, 28/3/2018 5:32.

LAÍS ALEGRETTI
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Os hotéis terão a opção de oferecer, em contato offline e direto com clientes, preços melhores que os ofertados em agências de viagem online, como Booking.com, Decolar.com e Expedia.

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) assinou um acordo com essas três empresas para flexibilizar a regra que impede os hotéis de ofertarem condições mais vantajosas do que aquelas que aparecem nos sites dessas agências.

Aplicada pelas três maiores agências de viagem online, a chamada cláusula de paridade é o mecanismo que garante que elas ofereçam preços melhores aos consumidores do que aqueles ofertados pelos próprios hotéis em seus canais de venda.

O acordo prevê que essa cláusula não poderá mais ser aplicada para proibir ofertas dos hotéis nos canais de venda offline, como contato por telefone, agências de turismo físicas e balcão de reservas.

A exigência de paridade continua permitida, contudo, para os preços que os hotéis ofertam em seus sites.

Isso é justificável, segundo o Cade, para evitar o chamado efeito carona –quando os vendedores e compradores se conectam pela plataforma dessas agências, mas fecham o negócio fora do site da agência de turismo online.

Para o Cade, a imposição de cláusulas de paridade limita a concorrência.

O termo de compromisso é resultado de um inquérito administrativo aberto em 2016, após uma representação do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil).

De acordo com a associação, que reúne grandes redes, as comissões que ficam com as agências online variam de 13% a 30% do valor da diária, a depender do programa que a empresa contrata (com maior ou menor destaque no site). "O acordo vem ao encontro do nosso pleito", disse Orlando de Souza, diretor-executivo do FOHB.

Nas grandes redes hoteleiras, a importância da Booking.com, Decolar.com e Expedia vem crescendo. Segundo Souza, em 2015, 11% das diárias eram reservadas em sites. Em 2017, passou para 16% e a expectativa é que neste ano alcance 20%. Souza diz que, após o acordo, também será possível negociar preços com cada plataforma.

"Se eu negociasse um preço para a Booking.com, tinha de ser o mesmo para Decolar.com e Expedia. Agora pode negociar com cada uma."

A Booking.com disse que está satisfeita com o acordo. "Está em sintonia com o que outras 27 autoridades regulatórias ao redor do mundo decidiram, permitindo que plataformas como a Booking.com ofereçam uma experiência transparente e consistente de comparação de preços aos consumidores."

O Decolar.com disse que o acordo modifica "de forma limitada" a cláusula de paridade e afirmou que a companhia continuará "focada em desenvolver e oferecer sempre as melhores propostas de valor para seus parceiros e seus clientes". A reportagem não localizou a Expedia.


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