Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Negócios
Decisão do CADE altera profundamente o mercado de imóveis

Fim da tabela de comissões e da exclusividade já estão valendo

Quinta, 15/3/2018 7:45.

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(JP3/FOLHAPRESS) - Embora sob investigação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) desde 2016, a decisão de eliminar tabela de comissões e carta de exclusividade no mercado imobiliário surpreendeu corretores e construtores em Balneário Camboriú.

Desde ontem está valendo a livre negociação entre corretor e dono do imóvel ou construtor, o contrato entre eles é que definirá o percentual da comissão pela venda ou aluguel.

Também restou sepultada a carta de exclusividade, a imobiliária que fechar primeiro a venda, ficará com a comissão negociada entre as partes.

A medida parece sem retorno porque para evitar que o caso fosse julgado -o que prevê punições maiores-, o Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) e os conselhos regionais (Crecis) de todos os estados fecharam um acordo com a autarquia.

O presidente do Creci-SC, Carlos Beims, que estava em Brasília acompanhando participando dos fatos, considerou a medida negativa e alegou que Creci´s não impunham tabelas, isso era feito por sindicatos de vendedores de imóveis “que não representam os corretores”.

O construtor Nivaldo Pinheiro, da Procave, considerou positiva a decisão porque não concorda que a livre iniciativa e consequentemente a livre negociação fossem impedidas.

Já o construtor Rodrigo Cequinel, da Embraed, acredita que o comissionamento não sofrerá grande alteração, o percentual continuará variando em torno de 5%, mas saudou com entusiasmo o fim das cartas de exclusividade.

Ele contou que conflitos nessa área são comuns, diversos corretores alegando que participaram de uma negociação o que às vezes acaba na justiça.

O corretor de imóveis e construtor Nelson Nitz, presidente do sindicato dos construtores, gostou da medida embora o mercado já praticasse a negociação da comissão de 3% a 6% e ele, particularmente, considerasse devido o pagamento a quem trouxesse o pedido.

“Às vezes alguns maus profissionais porque mostraram o apartamento ao cliente recorriam a justiça, mas entendo que tem a comissão aquele que traz o pedido, quem teve a habilidade de fechar o pedido. Sempre agi assim e a maioria também”, destacou Nitz.


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Decisão do CADE altera profundamente o mercado de imóveis

Fim da tabela de comissões e da exclusividade já estão valendo

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Quinta, 15/3/2018 7:45.

(JP3/FOLHAPRESS) - Embora sob investigação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) desde 2016, a decisão de eliminar tabela de comissões e carta de exclusividade no mercado imobiliário surpreendeu corretores e construtores em Balneário Camboriú.

Desde ontem está valendo a livre negociação entre corretor e dono do imóvel ou construtor, o contrato entre eles é que definirá o percentual da comissão pela venda ou aluguel.

Também restou sepultada a carta de exclusividade, a imobiliária que fechar primeiro a venda, ficará com a comissão negociada entre as partes.

A medida parece sem retorno porque para evitar que o caso fosse julgado -o que prevê punições maiores-, o Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) e os conselhos regionais (Crecis) de todos os estados fecharam um acordo com a autarquia.

O presidente do Creci-SC, Carlos Beims, que estava em Brasília acompanhando participando dos fatos, considerou a medida negativa e alegou que Creci´s não impunham tabelas, isso era feito por sindicatos de vendedores de imóveis “que não representam os corretores”.

O construtor Nivaldo Pinheiro, da Procave, considerou positiva a decisão porque não concorda que a livre iniciativa e consequentemente a livre negociação fossem impedidas.

Já o construtor Rodrigo Cequinel, da Embraed, acredita que o comissionamento não sofrerá grande alteração, o percentual continuará variando em torno de 5%, mas saudou com entusiasmo o fim das cartas de exclusividade.

Ele contou que conflitos nessa área são comuns, diversos corretores alegando que participaram de uma negociação o que às vezes acaba na justiça.

O corretor de imóveis e construtor Nelson Nitz, presidente do sindicato dos construtores, gostou da medida embora o mercado já praticasse a negociação da comissão de 3% a 6% e ele, particularmente, considerasse devido o pagamento a quem trouxesse o pedido.

“Às vezes alguns maus profissionais porque mostraram o apartamento ao cliente recorriam a justiça, mas entendo que tem a comissão aquele que traz o pedido, quem teve a habilidade de fechar o pedido. Sempre agi assim e a maioria também”, destacou Nitz.


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