Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Negócios
SEBRAE - Cresce confiança de pequeno e médio empresário para 2018

Segunda, 15/1/2018 6:54.
EBC.

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ANNA RANGEL
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A confiança do pequeno e médio empresário no ambiente de negócios brasileiro aumentou no início de ano.

A alta foi de 3,7% na comparação com o último trimestre de 2017, segundo dados de uma pesquisa do Insper, divulgada nesta segunda (15).

As prioridades variam: enquanto a maioria dos comerciantes e donos de empresas de serviços deve investir mais na divulgação do negócio, os industriais apostam em novos funcionários e compra de equipamentos.

Mas os empresários dos setores de serviços e comércio estão mais confiantes do que os da indústria -nos dois primeiros segmentos, a elevação foi de 5,2% e 4%, respectivamente, contra apenas 0,6% dos industriais.

A alta no otimismo também se repete no Estado de São Paulo, conforme pesquisa do Sebrae-SP apresentada na quinta-feira (11).

Entre os empreendedores paulistas, 35% esperam que a economia do país melhore neste ano, aumento de 9% em relação ao final de 2016.

Na start-up financeira Blu365, de renegociação de dívidas, a aposta para 2018 é de alto crescimento.

O sócio Alexandre Lara, 44, estima que a empresa pode dobrar de tamanho até dezembro e investiu R$ 600 mil num reposicionamento de marca e mudança de nome, aposentando a antiga alcunha, Kitado.

A ideia é agora ir além das renegociações e oferecer serviços de educação financeira aos clientes. "Queremos oferecer novos produtos e conteúdo sobre finanças pessoais", afirma Lara.

PROCESSO GRADUAL

Em vez de apenas retomar o uso da capacidade produtiva ociosa durante a crise, muitos, como Lara, já avaliam manobras de prazo mais longo, segundo o economista Gino Olivares, pesquisador e professor do Insper.

"Ele está se preparando. Em vez de ocupar toda a capacidade ociosa deixada pela crise, muitos já se antecipam ao pico de demanda."

A retomada, mesmo que gradual, pode aumentar o número de investidores dispostos a apostar nas pequenas.

"Até no setor de franquias, onde há um modelo de negócio firmado e, por isso, menos risco, estavam todos cautelosos. Isso pode mudar", diz Alexandre Teixeira, da área de negócios e empresas do banco Santander.

A Zissou, empresa de produtos para o sono, já busca investidores-anjo para custear parte dos R$ 3 milhões que planeja investir. Além de criar novos produtos, a meta é abrir lojas próprias.

"Vamos investir em novos canais de venda, campanhas e gestão de marca", afirma o sócio Ilan Vasserman, 32.

Para o economista e consultor do Sebrae Pedro João Gonçalves, é vital observar o cenário nos próximos meses.

Mas, como a comparação sai de uma base de retração, o otimismo deve ser acompanhado de uma dose de cautela, segundo Gonçalves, para que os investimentos sejam alocados de forma correta.

Antes de investir, vale cortar custos das operações

Mesmo com a perspectiva de melhora econômica, o empreendedor de pequeno e médio porte deve manter a cautela nos próximos meses para não perder dinheiro.

Antes de investir, o momento é de rever as práticas de gestão para economizar e aumentar a rentabilidade na hora de aplicar parte do caixa, seja em estoques, insumos ou na contratação de novos funcionários.

O primeiro passo é rever a estrutura de custos e garantir que não há desperdício.

"A crise foi útil para incentivar o empresário a reajustar seus gastos e continuar competitivo durante a retração", afirma Alexandre Teixeira, da área de negócios e empresas do banco Santander.

Para o economista e consultor do Sebrae Pedro João Gonçalves, o país acabou de começar a "subir a ladeira da recuperação", mas o movimento pode levar tempo.

Além de observar dados como juros e inflação, é importante avaliar a região onde o negócio está localizado e o crescimento ou retração daquele setor específico.

Até o valor do produto pode influenciar: quem produz bens ou serviços mais caros, que dependem de financiamento, pode demorar a perceber melhora nas vendas.

As eleições deste ano e a Copa do Mundo também podem influenciar o cenário.

Para Gonçalves, uma alternativa é fazer um monitoramento da economia mês a mês antes de tomar qualquer decisão de investir.

Setor de franquias registra aumento de 8% em um ano

A ABF (Associação Brasileira de Franchising) registrou um crescimento de 8% no setor em 2017, com faturamento total de R$ 163 bilhões.
Os dados foram divulgados na quinta-feira (11).

O presidente da organização, Altino Cristofoletti Junior, atribui o crescimento a iniciativas de inovação dentro das redes, enxugamento de custos e investimentos em novos produtos, além de gestão de marca e aumento do número de unidades pelo país, que chegou a 145 mil.

O número de redes, porém, teve retração de 6%. Hoje são 2.800 franqueadoras.

"Durante a crise, a população ficou mais atenta ao valor do dinheiro, por isso precisamos repensar as práticas e buscar formas de se aproximar do consumidor", diz.

O número de organizações que apostam em outros formatos de venda, como unidades móveis, quiosques e operações na casa do franqueado saiu de 6% para 9% do total em 2017.

Cerca de metade das franqueadoras optou por rever estratégias de marketing para cativar o consumidor.

O mercado ainda é bem brasileiro: quase 90% das franqueadoras surgiram no mercado local. As principais operações estrangeiras vieram de países como EUA, Japão, Espanha e França.

O investimento em novos produtos foi a aposta de 57,3% das redes, seguida por adaptações nos bens e serviços já vendidos e compra de novos equipamentos e softwares, opção de 45% das empresas.

O segmento de alimentação ainda é líder, com 34% de participação, embora tenha apresentado uma ligeira queda no gasto médio do consumidor, segundo Cristofoletti.

Mas houve crescimento de 4% na área de saúde, beleza e bem estar, que levou uma fatia de 16% do setor.

A empresa com o maior número de lojas é O Boticário, que mantém a primeira posição de 2016 e fechou o ano com 3.762 pontos de venda.

Na sequência, vêm as redes de alimentação AM/PM Mini Market, Cacau Show e McDonald's, com cerca de 2.000 lojas cada.

Para Cristofoletti, além do aumento no interesse por produtos saudáveis, redes de atendimento médico e outros ramos de saúde também se destacaram.

"A idade média do brasileiro está aumentando, junto com a procura por cosméticos e serviços de saúde, por exemplo", afirma.


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SEBRAE - Cresce confiança de pequeno e médio empresário para 2018

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Segunda, 15/1/2018 6:54.

ANNA RANGEL
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A confiança do pequeno e médio empresário no ambiente de negócios brasileiro aumentou no início de ano.

A alta foi de 3,7% na comparação com o último trimestre de 2017, segundo dados de uma pesquisa do Insper, divulgada nesta segunda (15).

As prioridades variam: enquanto a maioria dos comerciantes e donos de empresas de serviços deve investir mais na divulgação do negócio, os industriais apostam em novos funcionários e compra de equipamentos.

Mas os empresários dos setores de serviços e comércio estão mais confiantes do que os da indústria -nos dois primeiros segmentos, a elevação foi de 5,2% e 4%, respectivamente, contra apenas 0,6% dos industriais.

A alta no otimismo também se repete no Estado de São Paulo, conforme pesquisa do Sebrae-SP apresentada na quinta-feira (11).

Entre os empreendedores paulistas, 35% esperam que a economia do país melhore neste ano, aumento de 9% em relação ao final de 2016.

Na start-up financeira Blu365, de renegociação de dívidas, a aposta para 2018 é de alto crescimento.

O sócio Alexandre Lara, 44, estima que a empresa pode dobrar de tamanho até dezembro e investiu R$ 600 mil num reposicionamento de marca e mudança de nome, aposentando a antiga alcunha, Kitado.

A ideia é agora ir além das renegociações e oferecer serviços de educação financeira aos clientes. "Queremos oferecer novos produtos e conteúdo sobre finanças pessoais", afirma Lara.

PROCESSO GRADUAL

Em vez de apenas retomar o uso da capacidade produtiva ociosa durante a crise, muitos, como Lara, já avaliam manobras de prazo mais longo, segundo o economista Gino Olivares, pesquisador e professor do Insper.

"Ele está se preparando. Em vez de ocupar toda a capacidade ociosa deixada pela crise, muitos já se antecipam ao pico de demanda."

A retomada, mesmo que gradual, pode aumentar o número de investidores dispostos a apostar nas pequenas.

"Até no setor de franquias, onde há um modelo de negócio firmado e, por isso, menos risco, estavam todos cautelosos. Isso pode mudar", diz Alexandre Teixeira, da área de negócios e empresas do banco Santander.

A Zissou, empresa de produtos para o sono, já busca investidores-anjo para custear parte dos R$ 3 milhões que planeja investir. Além de criar novos produtos, a meta é abrir lojas próprias.

"Vamos investir em novos canais de venda, campanhas e gestão de marca", afirma o sócio Ilan Vasserman, 32.

Para o economista e consultor do Sebrae Pedro João Gonçalves, é vital observar o cenário nos próximos meses.

Mas, como a comparação sai de uma base de retração, o otimismo deve ser acompanhado de uma dose de cautela, segundo Gonçalves, para que os investimentos sejam alocados de forma correta.

Antes de investir, vale cortar custos das operações

Mesmo com a perspectiva de melhora econômica, o empreendedor de pequeno e médio porte deve manter a cautela nos próximos meses para não perder dinheiro.

Antes de investir, o momento é de rever as práticas de gestão para economizar e aumentar a rentabilidade na hora de aplicar parte do caixa, seja em estoques, insumos ou na contratação de novos funcionários.

O primeiro passo é rever a estrutura de custos e garantir que não há desperdício.

"A crise foi útil para incentivar o empresário a reajustar seus gastos e continuar competitivo durante a retração", afirma Alexandre Teixeira, da área de negócios e empresas do banco Santander.

Para o economista e consultor do Sebrae Pedro João Gonçalves, o país acabou de começar a "subir a ladeira da recuperação", mas o movimento pode levar tempo.

Além de observar dados como juros e inflação, é importante avaliar a região onde o negócio está localizado e o crescimento ou retração daquele setor específico.

Até o valor do produto pode influenciar: quem produz bens ou serviços mais caros, que dependem de financiamento, pode demorar a perceber melhora nas vendas.

As eleições deste ano e a Copa do Mundo também podem influenciar o cenário.

Para Gonçalves, uma alternativa é fazer um monitoramento da economia mês a mês antes de tomar qualquer decisão de investir.

Setor de franquias registra aumento de 8% em um ano

A ABF (Associação Brasileira de Franchising) registrou um crescimento de 8% no setor em 2017, com faturamento total de R$ 163 bilhões.
Os dados foram divulgados na quinta-feira (11).

O presidente da organização, Altino Cristofoletti Junior, atribui o crescimento a iniciativas de inovação dentro das redes, enxugamento de custos e investimentos em novos produtos, além de gestão de marca e aumento do número de unidades pelo país, que chegou a 145 mil.

O número de redes, porém, teve retração de 6%. Hoje são 2.800 franqueadoras.

"Durante a crise, a população ficou mais atenta ao valor do dinheiro, por isso precisamos repensar as práticas e buscar formas de se aproximar do consumidor", diz.

O número de organizações que apostam em outros formatos de venda, como unidades móveis, quiosques e operações na casa do franqueado saiu de 6% para 9% do total em 2017.

Cerca de metade das franqueadoras optou por rever estratégias de marketing para cativar o consumidor.

O mercado ainda é bem brasileiro: quase 90% das franqueadoras surgiram no mercado local. As principais operações estrangeiras vieram de países como EUA, Japão, Espanha e França.

O investimento em novos produtos foi a aposta de 57,3% das redes, seguida por adaptações nos bens e serviços já vendidos e compra de novos equipamentos e softwares, opção de 45% das empresas.

O segmento de alimentação ainda é líder, com 34% de participação, embora tenha apresentado uma ligeira queda no gasto médio do consumidor, segundo Cristofoletti.

Mas houve crescimento de 4% na área de saúde, beleza e bem estar, que levou uma fatia de 16% do setor.

A empresa com o maior número de lojas é O Boticário, que mantém a primeira posição de 2016 e fechou o ano com 3.762 pontos de venda.

Na sequência, vêm as redes de alimentação AM/PM Mini Market, Cacau Show e McDonald's, com cerca de 2.000 lojas cada.

Para Cristofoletti, além do aumento no interesse por produtos saudáveis, redes de atendimento médico e outros ramos de saúde também se destacaram.

"A idade média do brasileiro está aumentando, junto com a procura por cosméticos e serviços de saúde, por exemplo", afirma.


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