Jornal Página 3

Sites piratas de vídeo faturam R$ 17 mi ao ano com publicidade, diz pesquisa

Quinta, 11/1/2018 7:59.

(FOLHAPRESS) - Os dez maiores sites que veiculam vídeos piratas no Brasil somam 135 milhões de acessos mensais, o que rende a eles ao menos R$ 17 milhões de faturamento anual.

Os números são de pesquisa feita pelo Ibope Repucom a pedido da Motion Pictures Association da America Latina (associação da indústria de cinema e televisão), que avaliou o período de agosto de 2015 a agosto de 2016.

Segundo o levantamento, o faturamento vem de anúncios que são trazidos por redes que funcionam como intermediárias entre anunciantes e milhares de sites e aplicativos credenciados por elas para exibir conteúdo publicitário.

Ou seja, a marca que é cliente dessas redes consegue pulverizar rapidamente seus anúncios, por milhares de canais, de acordo com o público-alvo que querem atingir.

Para chegar ao resultado, foram usadas ferramentas de análise de dados que permitiram medir o número de visitas recebidas pelos sites.
As redes de anúncios que levam publicidade para esses sites foram identificadas, assim como o valor que elas cobram pelo serviço, de acordo com o número de visualizações oferecidas.

Com isso, chegou-se a um valor médio para cada mil visualizações das propagandas nos sites avaliados. O Ibope Repucom não informou qual o resultado dessa etapa do estudo, sob o argumento de ser informação sigilosa e estratégica.

A pesquisa considerou o número mínimo de cliques que um usuário precisa dar antes de assistir um filme em cada site analisado e quantas propagandas ele vê no percurso para chegar ao resultado final.

A MPA afirma que empresas que anunciam via rede de sites afiliados não estão levando em conta se os sites onde os anúncios aparecem seguem a lei nem se oferecem conteúdo de qualidade.

"Os sites piratas são interessantes para estes intermediários de publicidade pelo altíssimo volume de acessos e, consequentemente, pelos muitos cliques que geram para o anunciante", diz a associação, em nota.

A entidade defende que anunciantes levem em conta critérios que não sejam apenas a audiência para definir onde veicular publicidade. Também incentiva anunciantes a pedir para as suas redes a lista de sites onde a publicidade for ser distribuída.

"A busca indiscriminada por mais cliques acaba expondo anunciantes à associação de sua marca a atividades ilegais, como a pirataria", diz Ygor Valério, vice-presidente Jurídico e de Proteção de Conteúdos da MPA. 


Publicidade


Colunistas
por Augusto Cesar Diegoli
por Enéas Athanázio
por João José Leal
por Fernando Baumann
por Marlise Schneider
por Sonia Tetto
por Saint Clair Nickelle
Política

Iniciativa do vereador Achutti desagradou o governo anterior e o atual 


Cidade

Câmara ficou lotada para conhecer a Big Wheel


Cidade


Cidade

Meta é 100% de cobertura de água e esgoto ainda neste ano 


Opinião

Artigo de opinião


Cultura

Dica de passeio cultural de verão


Cidade

O serviço não tem ônus adicional, é programado e deve ser agendado por telefone