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PÁGINA 3 / Mundo
Com 54% das mortes do país, prefeito de Milão se arrepende de pedir para cidade não parar

Após subestimar pandemia, Boris Johnson é infectado

Sábado, 28/3/2020 7:31.
EBC.

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O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, admitiu ontem que "errou" ao pedir à cidade que não parasse diante da pandemia do novo coronavírus. "No dia 27 de fevereiro, circulava nas redes o vídeo #Milãonãopara. Naquele momento, ninguém tinha compreendido a gravidade do vírus", afirmou Sala, em entrevista à rede de TV RAI. "Aceito as críticas, mas não tolero que usem isso para interesses políticos."

A campanha contou com a adesão de figuras políticas importantes do país, como Matteo Salvini, líder da extrema direita italiana. A Lombardia, onde Milão está localizada, tinha 258 infectados e a Itália toda havia contabilizado 12 mortes. Hoje, Milão concentra 40% da população contaminada e 54% das mortes do país

EUA

Quem também se arrependeu de defender o relaxamento da quarentena foi Don Young, deputado republicano do Alasca. Falando a uma sala cheia de idosos, em 13 de março, no mesmo dia em que Donald Trump declarou uma emergência nacional, ele pediu a todos que "prosseguissem" com suas atividades diárias e esquecessem o isolamento. Young chamou o coronavírus de "vírus da cerveja" - referência à marca de cerveja Corona - e disse que a pandemia foi "desproporcional".

Agora, ele mudou de ideia. "O impacto da covid-19 é muito real, está crescendo e remodelando nossas vidas diárias", disse na quinta-feira o deputado em uma mensagem de vídeo. "Semanas atrás, eu realmente não entendi a gravidade dessa crise. Claramente, estamos no meio de uma emergência de saúde pública urgente."

Outra mea-culpa veio da atriz Evangeline Lilly, conhecida da série de TV Lost. Em um post no Instagram, no dia 16, ela disse que seguia a vida normalmente, rejeitando pedidos para ficar em casa. Na quinta-feira, Lilly mudou de opinião e pediu desculpas, também pelo Instagram.

Alguns se arrependeram ainda mais rápido. O jogador de basquete Rudy Gobert, que no dia 9 tocou propositalmente vários microfones da sala de imprensa de seu time, o Utah Jazz, zombando do novo coronavírus, testou positivo logo depois. "Espero que minha história sirva de alerta e leve todos a levar isso a sério", disse. (Com agências internacionais)

Após subestimar pandemia, Boris Johnson é infectado

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e seu ministro da Saúde, Matt Hancock, estão infectados com o novo coronavírus, informou ontem o governo britânico. Ambos afirmaram ter "sintomas leves" da doença.

Johnson chegou a ironizar a pandemia ao aconselhar os britânicos a lavar as mãos durante o tempo que durasse a canção Parabéns para Você. Ele foi um dos últimos líderes europeus a tomar medidas de restrição, mesmo quando a pandemia já atingia quase todo o continente.

"Agora, estou em quarentena, mas continuarei liderando a resposta do governo no combate a esse vírus por videoconferências. Juntos o venceremos", afirmou Johnson, de 55 anos, pelo Twitter, em um vídeo em que aparece com aspecto de quem está gripado.

"Felizmente, meus sintomas são leves, trabalho de casa e me mantenho confinado", afirmou Hancock, que participaria ontem de uma entrevista coletiva com jornalistas para falar sobre a crise do coronavírus. No dia 10, uma de suas colaboradoras mais próximas, a secretária de Estado de Saúde Pública, Nadine Dorries, foi diagnosticada com a covid-19 - ela foi a primeira figura política pública a ser contaminada.

O premiê apresentou sintomas leves na quinta-feira e fez o teste seguindo o conselho do consultor médico do Executivo, Chris Whitty, informou um porta-voz de Downing Street. O exame foi feito na residência oficial. A noiva de Johnson, Carrie Symonds, de 32 anos, está grávida.

No entanto, de acordo com o jornalista político Steven Swinford, do Times, Symonds não está atualmente em Downing Street, onde o primeiro-ministro permanecerá isolado por sete dias, durante os quais serão deixadas refeições e documentos na porta de seu apartamento.

Em sua mensagem, Johnson agradeceu aos trabalhadores do serviço público de saúde britânico, o NHS, por seus esforços na luta contra a propagação da doença. Mais de 14 mil casos foram confirmados até agora no Reino Unido, que registrava ontem 759 mortes.

Príncipe

No início da semana, o príncipe Charles, de 71 anos, herdeiro do trono britânico, também divulgou que está com o vírus. Ele está confinado em seu castelo de Balmoral, na Escócia. Na quinta-feira, o príncipe foi visto aplaudindo, de sua porta, a equipe de saúde do Reino Unido, uma homenagem que tem se repetido pelo mundo. (Com agências internacionais)


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Página 3
EBC.

Com 54% das mortes do país, prefeito de Milão se arrepende de pedir para cidade não parar

Após subestimar pandemia, Boris Johnson é infectado

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Sábado, 28/3/2020 7:31.

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, admitiu ontem que "errou" ao pedir à cidade que não parasse diante da pandemia do novo coronavírus. "No dia 27 de fevereiro, circulava nas redes o vídeo #Milãonãopara. Naquele momento, ninguém tinha compreendido a gravidade do vírus", afirmou Sala, em entrevista à rede de TV RAI. "Aceito as críticas, mas não tolero que usem isso para interesses políticos."

A campanha contou com a adesão de figuras políticas importantes do país, como Matteo Salvini, líder da extrema direita italiana. A Lombardia, onde Milão está localizada, tinha 258 infectados e a Itália toda havia contabilizado 12 mortes. Hoje, Milão concentra 40% da população contaminada e 54% das mortes do país

EUA

Quem também se arrependeu de defender o relaxamento da quarentena foi Don Young, deputado republicano do Alasca. Falando a uma sala cheia de idosos, em 13 de março, no mesmo dia em que Donald Trump declarou uma emergência nacional, ele pediu a todos que "prosseguissem" com suas atividades diárias e esquecessem o isolamento. Young chamou o coronavírus de "vírus da cerveja" - referência à marca de cerveja Corona - e disse que a pandemia foi "desproporcional".

Agora, ele mudou de ideia. "O impacto da covid-19 é muito real, está crescendo e remodelando nossas vidas diárias", disse na quinta-feira o deputado em uma mensagem de vídeo. "Semanas atrás, eu realmente não entendi a gravidade dessa crise. Claramente, estamos no meio de uma emergência de saúde pública urgente."

Outra mea-culpa veio da atriz Evangeline Lilly, conhecida da série de TV Lost. Em um post no Instagram, no dia 16, ela disse que seguia a vida normalmente, rejeitando pedidos para ficar em casa. Na quinta-feira, Lilly mudou de opinião e pediu desculpas, também pelo Instagram.

Alguns se arrependeram ainda mais rápido. O jogador de basquete Rudy Gobert, que no dia 9 tocou propositalmente vários microfones da sala de imprensa de seu time, o Utah Jazz, zombando do novo coronavírus, testou positivo logo depois. "Espero que minha história sirva de alerta e leve todos a levar isso a sério", disse. (Com agências internacionais)

Após subestimar pandemia, Boris Johnson é infectado

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e seu ministro da Saúde, Matt Hancock, estão infectados com o novo coronavírus, informou ontem o governo britânico. Ambos afirmaram ter "sintomas leves" da doença.

Johnson chegou a ironizar a pandemia ao aconselhar os britânicos a lavar as mãos durante o tempo que durasse a canção Parabéns para Você. Ele foi um dos últimos líderes europeus a tomar medidas de restrição, mesmo quando a pandemia já atingia quase todo o continente.

"Agora, estou em quarentena, mas continuarei liderando a resposta do governo no combate a esse vírus por videoconferências. Juntos o venceremos", afirmou Johnson, de 55 anos, pelo Twitter, em um vídeo em que aparece com aspecto de quem está gripado.

"Felizmente, meus sintomas são leves, trabalho de casa e me mantenho confinado", afirmou Hancock, que participaria ontem de uma entrevista coletiva com jornalistas para falar sobre a crise do coronavírus. No dia 10, uma de suas colaboradoras mais próximas, a secretária de Estado de Saúde Pública, Nadine Dorries, foi diagnosticada com a covid-19 - ela foi a primeira figura política pública a ser contaminada.

O premiê apresentou sintomas leves na quinta-feira e fez o teste seguindo o conselho do consultor médico do Executivo, Chris Whitty, informou um porta-voz de Downing Street. O exame foi feito na residência oficial. A noiva de Johnson, Carrie Symonds, de 32 anos, está grávida.

No entanto, de acordo com o jornalista político Steven Swinford, do Times, Symonds não está atualmente em Downing Street, onde o primeiro-ministro permanecerá isolado por sete dias, durante os quais serão deixadas refeições e documentos na porta de seu apartamento.

Em sua mensagem, Johnson agradeceu aos trabalhadores do serviço público de saúde britânico, o NHS, por seus esforços na luta contra a propagação da doença. Mais de 14 mil casos foram confirmados até agora no Reino Unido, que registrava ontem 759 mortes.

Príncipe

No início da semana, o príncipe Charles, de 71 anos, herdeiro do trono britânico, também divulgou que está com o vírus. Ele está confinado em seu castelo de Balmoral, na Escócia. Na quinta-feira, o príncipe foi visto aplaudindo, de sua porta, a equipe de saúde do Reino Unido, uma homenagem que tem se repetido pelo mundo. (Com agências internacionais)


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