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Alternativa ao governo não tem credibilidade no mundo, diz presidente argentino
Agência Brasil
Jair Bolsonaro e Mauricio Macri

Segunda, 12/8/2019 18:45.

Por Gabriel Bueno da Costa/AE - O presidente da Argentina, Mauricio Macri, criticou nesta segunda-feira a oposição representada pelo grupo da ex-presidente Cristina Kirchner. Segundo ele, o kirchnerismo "não tem credibilidade no mundo", o que foi mostrado na reação dos mercados ao resultado das primárias do domingo. "Os votos contra nós representam descontentamento com as medidas dos últimos anos", admitiu Macri, mas também defendendo a necessidade do ajuste conduzido por ele para dar mais condições ao crescimento econômico futuro.

Macri tentou em alguns momentos soar otimista, em entrevista coletiva nesta tarde, dizendo que a eleição de 27 de outubro "será a oportunidade para mostrar que a mudança continua". Houve euforia na sexta-feira nos mercados, com as pesquisas "equivocadas" segundo as quais o governo iria bem, lembrou. Nesta segunda-feira, porém, a vitória por 15 pontos porcentuais de diferença da chapa encabeçada por Alberto Fernández e com Cristina como vice provocou forte movimento de fuga de ativos do país, com mínimas recordes do peso argentino. "Hoje tivemos um dia muito ruim, estamos mais pobres", comentou.

O presidente disse que orientou sua equipe econômica a adotar medidas para "cuidar dos argentinos", impedindo que o processo eleitoral imponha ainda mais problemas a uma economia já fragilizada. Ao mesmo tempo, argumentou que a reação negativa nos mercados era culpa dos oposicionistas, que não se colocavam como uma opção capaz de atrair a confiança dos mercados, o que provocou alta nos risco-país, queda das ações e do peso. "O mundo econômico não confia no kirchnerismo", resumiu, pedindo que os oposicionistas convençam de que podem fazer um governo distinto. O presidente argumentou que as condições atuais não permitem grandes gastos no presente, por isso a reação ruim dos mercados.

Macri afirmou que trabalha com sua equipe para que o processo eleitoral ocorra com o mínimo de sobressaltos. Ele disse a repórteres que prepara medidas econômicas com esse fim, mas que não podia detalhá-las naquele momento porque elas não estavam prontas. "Estamos num processo complexo, que é o da incerteza eleitoral", disse. "Há um voto de descontentamento, de economia muito dura nos últimos três anos", reconheceu, argumentando, porém, que isso seria necessário.

"Fernández tem responsabilidade de tranquilizar a comunidade local e global", disse. Macri criticou o fato de que os opositores colocam em dúvida compromissos já fechados, as Letras de Câmbio (Leliq) ofertadas no mercado e outros fatores. Com o movimento de forte desvalorização do peso hoje, Macri disse que o processo de queda da inflação irá se reverter. Além disso, afirmou no fim da entrevista coletiva que espera um resultado mais equilibrado no fim de outubro, para conseguir ir ao segundo turno. 

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Alternativa ao governo não tem credibilidade no mundo, diz presidente argentino

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Jair Bolsonaro e Mauricio Macri
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Segunda, 12/8/2019 18:45.

Por Gabriel Bueno da Costa/AE - O presidente da Argentina, Mauricio Macri, criticou nesta segunda-feira a oposição representada pelo grupo da ex-presidente Cristina Kirchner. Segundo ele, o kirchnerismo "não tem credibilidade no mundo", o que foi mostrado na reação dos mercados ao resultado das primárias do domingo. "Os votos contra nós representam descontentamento com as medidas dos últimos anos", admitiu Macri, mas também defendendo a necessidade do ajuste conduzido por ele para dar mais condições ao crescimento econômico futuro.

Macri tentou em alguns momentos soar otimista, em entrevista coletiva nesta tarde, dizendo que a eleição de 27 de outubro "será a oportunidade para mostrar que a mudança continua". Houve euforia na sexta-feira nos mercados, com as pesquisas "equivocadas" segundo as quais o governo iria bem, lembrou. Nesta segunda-feira, porém, a vitória por 15 pontos porcentuais de diferença da chapa encabeçada por Alberto Fernández e com Cristina como vice provocou forte movimento de fuga de ativos do país, com mínimas recordes do peso argentino. "Hoje tivemos um dia muito ruim, estamos mais pobres", comentou.

O presidente disse que orientou sua equipe econômica a adotar medidas para "cuidar dos argentinos", impedindo que o processo eleitoral imponha ainda mais problemas a uma economia já fragilizada. Ao mesmo tempo, argumentou que a reação negativa nos mercados era culpa dos oposicionistas, que não se colocavam como uma opção capaz de atrair a confiança dos mercados, o que provocou alta nos risco-país, queda das ações e do peso. "O mundo econômico não confia no kirchnerismo", resumiu, pedindo que os oposicionistas convençam de que podem fazer um governo distinto. O presidente argumentou que as condições atuais não permitem grandes gastos no presente, por isso a reação ruim dos mercados.

Macri afirmou que trabalha com sua equipe para que o processo eleitoral ocorra com o mínimo de sobressaltos. Ele disse a repórteres que prepara medidas econômicas com esse fim, mas que não podia detalhá-las naquele momento porque elas não estavam prontas. "Estamos num processo complexo, que é o da incerteza eleitoral", disse. "Há um voto de descontentamento, de economia muito dura nos últimos três anos", reconheceu, argumentando, porém, que isso seria necessário.

"Fernández tem responsabilidade de tranquilizar a comunidade local e global", disse. Macri criticou o fato de que os opositores colocam em dúvida compromissos já fechados, as Letras de Câmbio (Leliq) ofertadas no mercado e outros fatores. Com o movimento de forte desvalorização do peso hoje, Macri disse que o processo de queda da inflação irá se reverter. Além disso, afirmou no fim da entrevista coletiva que espera um resultado mais equilibrado no fim de outubro, para conseguir ir ao segundo turno. 

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