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PÁGINA 3 / Mundo
Provável novo presidente do Peru se destacou como governador no sul do país

Quinta, 22/3/2018 7:00.

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SYLVIA COLOMBO
LIMA, PERU (FOLHAPRESS) - Um dia antes de completar 55 anos, o engenheiro civil Martín Vizcarra desembarca em Lima e recebe como presente de aniversário assumir o mandato de um presidente que não conseguiu permanecer no cargo por mais do que 19 meses.

Antes de embarcar de Ottawa, onde servia como embaixador, para Lima nesta quinta-feira (21), ele disse estar indignado pela situação atual do país, sem mencionar o presidente Pedro Pablo Kuczynski, que renunciou ao cargo.

"Mas tenho a convicção de que juntos demonstraremos mais uma vez que poderemos seguir em frente. Por isso, volto ao Peru para me colocar à disposição do país, respeitando o que manda a Constituição."

De classe média, Vizcarra, que deve ser empossado nesta sexta (23), nasceu em Lima, mas toda a família dele é de Moquegua, no sul. Passou a maior parte da vida profissional no setor da construção.

Em 2010, decidiu se candidatar a governador de seu departamento. Ganhou a eleição e se destacou no cargo, fazendo de Moquegua um modelo na área de educação. Sua atuação nessa área o levou a entrar no radar de PPK.

Em princípio, foi designado para a pasta de Transporte. Assim como outros ministros, sofreu fortes pressões do fujimorismo -o Força Popular, partido de Keiko Fujimori, conseguiu derrubar por vias legais cinco ministros e um primeiro-ministro.

Para poupá-lo, PPK o alçou a vice-presidente e designou-o para a Embaixada no Canadá. Quando a crise se agravou, em dezembro, antes da primeira moção de vacância contra PPK, Vizcarra voltou ao país, jurou lealdade ao chefe e disse que renunciaria caso ele fosse afastado.

Para o professor de ciência política Fernando Tuesta, a chegada de Vizcarra marca o início de "um outro governo". Seu principal desafio, nos primeiros meses, será "tomar medidas concretas para evitar ser dependente do fujimorismo".

Quando PPK assumiu, o bloco estava unido (eram mais de 70 congressistas). Hoje, há o grupo de Keiko, majoritário, e o de Kenji, o caçula.

Para o jornalista Gustavo Gorriti, "a tarefa não vai ser fácil, mas ele tem mais condições de dialogar com o fujimorismo do que PPK".


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Página 3

Provável novo presidente do Peru se destacou como governador no sul do país

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Quinta, 22/3/2018 7:00.

SYLVIA COLOMBO
LIMA, PERU (FOLHAPRESS) - Um dia antes de completar 55 anos, o engenheiro civil Martín Vizcarra desembarca em Lima e recebe como presente de aniversário assumir o mandato de um presidente que não conseguiu permanecer no cargo por mais do que 19 meses.

Antes de embarcar de Ottawa, onde servia como embaixador, para Lima nesta quinta-feira (21), ele disse estar indignado pela situação atual do país, sem mencionar o presidente Pedro Pablo Kuczynski, que renunciou ao cargo.

"Mas tenho a convicção de que juntos demonstraremos mais uma vez que poderemos seguir em frente. Por isso, volto ao Peru para me colocar à disposição do país, respeitando o que manda a Constituição."

De classe média, Vizcarra, que deve ser empossado nesta sexta (23), nasceu em Lima, mas toda a família dele é de Moquegua, no sul. Passou a maior parte da vida profissional no setor da construção.

Em 2010, decidiu se candidatar a governador de seu departamento. Ganhou a eleição e se destacou no cargo, fazendo de Moquegua um modelo na área de educação. Sua atuação nessa área o levou a entrar no radar de PPK.

Em princípio, foi designado para a pasta de Transporte. Assim como outros ministros, sofreu fortes pressões do fujimorismo -o Força Popular, partido de Keiko Fujimori, conseguiu derrubar por vias legais cinco ministros e um primeiro-ministro.

Para poupá-lo, PPK o alçou a vice-presidente e designou-o para a Embaixada no Canadá. Quando a crise se agravou, em dezembro, antes da primeira moção de vacância contra PPK, Vizcarra voltou ao país, jurou lealdade ao chefe e disse que renunciaria caso ele fosse afastado.

Para o professor de ciência política Fernando Tuesta, a chegada de Vizcarra marca o início de "um outro governo". Seu principal desafio, nos primeiros meses, será "tomar medidas concretas para evitar ser dependente do fujimorismo".

Quando PPK assumiu, o bloco estava unido (eram mais de 70 congressistas). Hoje, há o grupo de Keiko, majoritário, e o de Kenji, o caçula.

Para o jornalista Gustavo Gorriti, "a tarefa não vai ser fácil, mas ele tem mais condições de dialogar com o fujimorismo do que PPK".


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