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PÁGINA 3 / Mundo
Europeus exigem isenção permanente de sobretaxa dos EUA ao aço importado

Quarta, 2/5/2018 4:55.

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(FOLHAPRESS) - A decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de prorrogar as isenções às tarifas do aço e do alumínio por mais um mês não aliviou as tensões com a União Europeia, um dos beneficiados pela suspensão temporária das taxas.

Nesta terça-feira (1º), a Comissão Europeia, braço executivo do bloco, divulgou um comunicado exigindo uma isenção permanente e afirmando que o diálogo com os Estados Unidos continuará, mas que não aceitaria negociar sob ameaças do governo Trump.

Na segunda-feira (30), a Casa Branca anunciou que Trump prorrogou uma suspensão temporária das tarifas para UE, Canadá, Brasil, México e Austrália até 1º de junho, poucas horas antes de elas entrarem em vigor.

Washington também divulgou que fechou com o Brasil um acordo que envolve cotas de importação. Os termos, porém, não foram finalizados.
Itamaraty e Mdic (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços) informaram que divulgarão nesta quarta (2) um comunicado conjunto sobre o assunto.

A Comissão Europeia, que coordena a política comercial dos 28 países da UE, disse que o bloco não é a causa da capacidade excessiva na produção de aço e alumínio.

"A decisão dos EUA prolonga a incerteza do mercado, o que já está afetando as decisões empresariais."

A Alemanha, cujo superávit comercial rendeu críticas de Trump, disse esperar uma isenção permanente.

"Estou firmemente convencido de que, no interesse dos empregos na Alemanha, na Europa e nos EUA, precisamos de uma cláusula de longo prazo e que elevar tarifas é o caminho errado", disse o ministro da Economia alemão, Peter Altmaier, pedindo mais conversas com Washington.

"Precisamos de menos, não mais tarifas no comércio global."

A França disse concordar que existe um excesso da produção nas indústrias de aço e alumínio, mas que a UE não tem culpa e devia ser isentada permanentemente das tarifas para que a questão da superprodução possa ser tratada em conversas.

"Estamos prontos para trabalhar com os EUA e outros parceiros para lidar com estas questões, e para desenvolver soluções rápidas e apropriadas", disseram os ministros das Finanças e Relações Exteriores franceses, em nota.

O secretário de comércio americano, Wilbur Ross, já havia dito em entrevista à CNBC que não tinha intenção de eximir a UE da taxa sem que houvesse concessões, porque isso "tiraria todo o propósito" das tarifas.

Os EUA sugeriram lançar negociações formais com a União Europeia, com o foco de reduzir as barreiras aos automóveis americanos no bloco.

Na Alemanha, centro automobilístico da Europa, políticos já expressaram publicamente sua aversão à proposta.

A União Europeia é o maior parceiro comercial dos Estados Unidos, com trocas que somaram mais de US$ 700 bilhões no ano passado.

No entanto, Trump tem reclamado constantemente do déficit de US$ 151 bilhões que os americanos têm em relação aos europeus, destacando as tarifas impostas aos automóveis dos EUA como particularmente injustas.


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Página 3

Europeus exigem isenção permanente de sobretaxa dos EUA ao aço importado

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Quarta, 2/5/2018 4:55.

(FOLHAPRESS) - A decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de prorrogar as isenções às tarifas do aço e do alumínio por mais um mês não aliviou as tensões com a União Europeia, um dos beneficiados pela suspensão temporária das taxas.

Nesta terça-feira (1º), a Comissão Europeia, braço executivo do bloco, divulgou um comunicado exigindo uma isenção permanente e afirmando que o diálogo com os Estados Unidos continuará, mas que não aceitaria negociar sob ameaças do governo Trump.

Na segunda-feira (30), a Casa Branca anunciou que Trump prorrogou uma suspensão temporária das tarifas para UE, Canadá, Brasil, México e Austrália até 1º de junho, poucas horas antes de elas entrarem em vigor.

Washington também divulgou que fechou com o Brasil um acordo que envolve cotas de importação. Os termos, porém, não foram finalizados.
Itamaraty e Mdic (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços) informaram que divulgarão nesta quarta (2) um comunicado conjunto sobre o assunto.

A Comissão Europeia, que coordena a política comercial dos 28 países da UE, disse que o bloco não é a causa da capacidade excessiva na produção de aço e alumínio.

"A decisão dos EUA prolonga a incerteza do mercado, o que já está afetando as decisões empresariais."

A Alemanha, cujo superávit comercial rendeu críticas de Trump, disse esperar uma isenção permanente.

"Estou firmemente convencido de que, no interesse dos empregos na Alemanha, na Europa e nos EUA, precisamos de uma cláusula de longo prazo e que elevar tarifas é o caminho errado", disse o ministro da Economia alemão, Peter Altmaier, pedindo mais conversas com Washington.

"Precisamos de menos, não mais tarifas no comércio global."

A França disse concordar que existe um excesso da produção nas indústrias de aço e alumínio, mas que a UE não tem culpa e devia ser isentada permanentemente das tarifas para que a questão da superprodução possa ser tratada em conversas.

"Estamos prontos para trabalhar com os EUA e outros parceiros para lidar com estas questões, e para desenvolver soluções rápidas e apropriadas", disseram os ministros das Finanças e Relações Exteriores franceses, em nota.

O secretário de comércio americano, Wilbur Ross, já havia dito em entrevista à CNBC que não tinha intenção de eximir a UE da taxa sem que houvesse concessões, porque isso "tiraria todo o propósito" das tarifas.

Os EUA sugeriram lançar negociações formais com a União Europeia, com o foco de reduzir as barreiras aos automóveis americanos no bloco.

Na Alemanha, centro automobilístico da Europa, políticos já expressaram publicamente sua aversão à proposta.

A União Europeia é o maior parceiro comercial dos Estados Unidos, com trocas que somaram mais de US$ 700 bilhões no ano passado.

No entanto, Trump tem reclamado constantemente do déficit de US$ 151 bilhões que os americanos têm em relação aos europeus, destacando as tarifas impostas aos automóveis dos EUA como particularmente injustas.


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