Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Mundo
FMI está preparado para respaldar Argentina, diz Lagarde

Sexta, 11/5/2018 6:57.

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ESTELITA HASS CARAZZAI
WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - A diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, afirmou nesta quinta-feira (10) que a instituição está "preparada para seguir respaldando" o governo da Argentina.

Lagarde se encontrou nesta quinta com o ministro da Fazenda argentino, Nicolás Dujovne, que negocia um empréstimo do fundo para o país -o primeiro em 15 anos.

Em uma reunião em Washington, os dois concordaram em trabalhar por um financiamento do tipo "stand-by", o clássico socorro do FMI a países com dificuldades econômicas.

Os valores não foram acertados: as negociações continuam em andamento e devem durar algumas semanas. O financiamento também precisa ser aprovado pela diretoria do FMI.

Segundo Dujovne, a modalidade stand-by tem "a flexibilidade necessária para cumprir o objetivo" do governo, que é fortalecer a liquidez da economia.

A Argentina passa por uma crise cambial, com forte desvalorização do peso nos últimos dias -além de conviver com uma inflação na casa dos 20% e um rombo nas contas públicas.

Para Lagarde, é um quadro de "renovada e significativa volatilidade no mercado financeiro".

Um empréstimo do tipo stand-by de acesso elevado, como o negociado pela Argentina, pode atingir um montante significativo, muito acima da cota do país no FMI, que é de US$ 4,5 bilhões.

Ao mesmo tempo, o dinheiro não precisa necessariamente ser sacado, servindo como um "colchão" para melhorar os indicadores econômicos e a confiança do mercado.

O recurso ao FMI gerou protestos em Buenos Aires, num país em que as exigências do fundo em antigos empréstimos causaram aumento de tarifas em serviços públicos e corte de gastos pelo governo.

Lagarde afirmou, em nota, que as atuais reformas econômicas conduzidas pelo governo do presidente Mauricio Macri são "importantes" e declarou seu "forte apoio" às medidas.

A gestão do argentino tentou aprovar um novo tarifaço nesta semana, numa medida altamente impopular, para cortar subsídios do kirchnerismo.

A Câmara rechaçou a medida, mas Macri indicou que vetará o projeto.

Em nota, o ministro Dujovne destacou que o objetivo do governo é buscar uma saída para "anos de deterioração econômica e institucional", e fazer com que o país cresça de maneira sustentável.

Em Washington, o argentino também encontrou pela manhã o subsecretário do Tesouro dos EUA, David Malpass, que afirmou que as discussões do país latino-americano com o FMI são "bem-vindas".

Os Estados Unidos são o membro do FMI com maior número de votos na diretoria -cerca de 17%. Um eventual empréstimo à Argentina precisa ser aprovado por maioria simples.


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FMI está preparado para respaldar Argentina, diz Lagarde

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Sexta, 11/5/2018 6:57.

ESTELITA HASS CARAZZAI
WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - A diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, afirmou nesta quinta-feira (10) que a instituição está "preparada para seguir respaldando" o governo da Argentina.

Lagarde se encontrou nesta quinta com o ministro da Fazenda argentino, Nicolás Dujovne, que negocia um empréstimo do fundo para o país -o primeiro em 15 anos.

Em uma reunião em Washington, os dois concordaram em trabalhar por um financiamento do tipo "stand-by", o clássico socorro do FMI a países com dificuldades econômicas.

Os valores não foram acertados: as negociações continuam em andamento e devem durar algumas semanas. O financiamento também precisa ser aprovado pela diretoria do FMI.

Segundo Dujovne, a modalidade stand-by tem "a flexibilidade necessária para cumprir o objetivo" do governo, que é fortalecer a liquidez da economia.

A Argentina passa por uma crise cambial, com forte desvalorização do peso nos últimos dias -além de conviver com uma inflação na casa dos 20% e um rombo nas contas públicas.

Para Lagarde, é um quadro de "renovada e significativa volatilidade no mercado financeiro".

Um empréstimo do tipo stand-by de acesso elevado, como o negociado pela Argentina, pode atingir um montante significativo, muito acima da cota do país no FMI, que é de US$ 4,5 bilhões.

Ao mesmo tempo, o dinheiro não precisa necessariamente ser sacado, servindo como um "colchão" para melhorar os indicadores econômicos e a confiança do mercado.

O recurso ao FMI gerou protestos em Buenos Aires, num país em que as exigências do fundo em antigos empréstimos causaram aumento de tarifas em serviços públicos e corte de gastos pelo governo.

Lagarde afirmou, em nota, que as atuais reformas econômicas conduzidas pelo governo do presidente Mauricio Macri são "importantes" e declarou seu "forte apoio" às medidas.

A gestão do argentino tentou aprovar um novo tarifaço nesta semana, numa medida altamente impopular, para cortar subsídios do kirchnerismo.

A Câmara rechaçou a medida, mas Macri indicou que vetará o projeto.

Em nota, o ministro Dujovne destacou que o objetivo do governo é buscar uma saída para "anos de deterioração econômica e institucional", e fazer com que o país cresça de maneira sustentável.

Em Washington, o argentino também encontrou pela manhã o subsecretário do Tesouro dos EUA, David Malpass, que afirmou que as discussões do país latino-americano com o FMI são "bem-vindas".

Os Estados Unidos são o membro do FMI com maior número de votos na diretoria -cerca de 17%. Um eventual empréstimo à Argentina precisa ser aprovado por maioria simples.


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