Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Mundo
Venezuela passa de três para cinco o número de zeros a serem cortados da moeda

Inflação na Venezuela neste ano pode superar um milhão por cento

Quinta, 26/7/2018 7:50.
EBC.
Maduro, líder da ditadura que afundou a Venezuela.

Publicidade

CARACAS, VENEZUELA (FOLHAPRESS) - O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, ampliou nesta terça-feira (25) de três para cinco o número de zeros que serão cortados quando vigorar a nova família de notas do bolívar, agora prevista para 20 de agosto.

O chamado bolívar soberano, que substituirá o bolívar forte, havia sido anunciado em março pelo líder e deveria ter começado a valer em 4 de junho, mas as cédulas que substituirão as atuais ainda não chegaram ao país.

Pelas contas da Assembleia Nacional, ligada à oposição, a inflação no país entre março e junho foi de 1.339%, ou seja, uma alta de quase 13 vezes nos preços -o regime não divulga cifras econômicas oficiais desde 2015.

Caso fossem trocados por moeda estrangeira nesta terça, 500 bolívares soberanos (50 milhões de bolívares fortes) valeriam R$ 52 no câmbio paralelo e R$ 1.283 na taxa dos leilões estatais de divisas estrangeiras.

Considerando, porém, a inflação mensal desde o início deste ano, o valor deve cair ao menos pela metade. Maduro afirma que agora o bolívar soberano será indexado ao petro, moeda virtual lançada pelo regime em dezembro.

Segundo o mandatário, a mudança se baseou no que chamou de exame de prosperidade econômica. "A nova família vai ter uma nova forma de ancoragem para estabilizar e mudar a vida monetária e financeira radicalmente."

O ativo foi criado como uma forma de driblar as sanções dos EUA aos títulos da dívida pública e da petroleira estatal PDVSA, mas também foi incluído pela Casa Branca entre as punições para investidores no território americano.

Na última segunda (23), o FMI (Fundo Monetário Internacional) estimou que inflação na Venezuela neste ano pode superar os 1.000.000% (um milhão por cento).

Na ocasião, o diretor para o Hemisfério Ocidental da organização, Alejandro Werner, comparou a situação com a da Alemanha na década de 1920, pós-Primeira Guerra Mundial, e do Zimbábue nos anos 2000.

A maior cédula do país, a de 100 mil bolívares fortes, equivale hoje a R$ 0,10 pelo câmbio paralelo. A hiperinflação também fez sumir o dinheiro vivo, que em algumas regiões só é obtido com ágio, e criou uma variação dos preços dos produtos com cartão ou em espécie que pode superar 100%.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3
EBC.
Maduro, líder da ditadura que afundou a Venezuela.
Maduro, líder da ditadura que afundou a Venezuela.

Venezuela passa de três para cinco o número de zeros a serem cortados da moeda

Inflação na Venezuela neste ano pode superar um milhão por cento

Publicidade

Quinta, 26/7/2018 7:50.

CARACAS, VENEZUELA (FOLHAPRESS) - O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, ampliou nesta terça-feira (25) de três para cinco o número de zeros que serão cortados quando vigorar a nova família de notas do bolívar, agora prevista para 20 de agosto.

O chamado bolívar soberano, que substituirá o bolívar forte, havia sido anunciado em março pelo líder e deveria ter começado a valer em 4 de junho, mas as cédulas que substituirão as atuais ainda não chegaram ao país.

Pelas contas da Assembleia Nacional, ligada à oposição, a inflação no país entre março e junho foi de 1.339%, ou seja, uma alta de quase 13 vezes nos preços -o regime não divulga cifras econômicas oficiais desde 2015.

Caso fossem trocados por moeda estrangeira nesta terça, 500 bolívares soberanos (50 milhões de bolívares fortes) valeriam R$ 52 no câmbio paralelo e R$ 1.283 na taxa dos leilões estatais de divisas estrangeiras.

Considerando, porém, a inflação mensal desde o início deste ano, o valor deve cair ao menos pela metade. Maduro afirma que agora o bolívar soberano será indexado ao petro, moeda virtual lançada pelo regime em dezembro.

Segundo o mandatário, a mudança se baseou no que chamou de exame de prosperidade econômica. "A nova família vai ter uma nova forma de ancoragem para estabilizar e mudar a vida monetária e financeira radicalmente."

O ativo foi criado como uma forma de driblar as sanções dos EUA aos títulos da dívida pública e da petroleira estatal PDVSA, mas também foi incluído pela Casa Branca entre as punições para investidores no território americano.

Na última segunda (23), o FMI (Fundo Monetário Internacional) estimou que inflação na Venezuela neste ano pode superar os 1.000.000% (um milhão por cento).

Na ocasião, o diretor para o Hemisfério Ocidental da organização, Alejandro Werner, comparou a situação com a da Alemanha na década de 1920, pós-Primeira Guerra Mundial, e do Zimbábue nos anos 2000.

A maior cédula do país, a de 100 mil bolívares fortes, equivale hoje a R$ 0,10 pelo câmbio paralelo. A hiperinflação também fez sumir o dinheiro vivo, que em algumas regiões só é obtido com ágio, e criou uma variação dos preços dos produtos com cartão ou em espécie que pode superar 100%.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade