Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Meio Ambiente
Guarda Ambiental já resgatou mais de 490 animais silvestres em Balneário Camboriú

Sexta, 24/1/2020 10:45.
Divulgação/GABC

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Desde fevereiro de 2019 a Guarda Municipal Ambiental de Balneário Camboriú já resgatou mais de 490 animais silvestres, como cobras, aves, tartarugas, tatus, lagartos, dentre outros. Esses animais são encaminhados ao Complexo Ambiental Cyro Gevaerd, o Zoológico da Santur, onde passam por triagem, se necessário recebem cuidados veterinários e então voltam para a natureza.

Convênio com ONGs

O comandante da Guarda Municipal de Balneário, Antônio Afonso Coutinho Neto, que chefia também a Guarda Ambiental, explica que através do trabalho que vem sendo feito desde o ano passado começaram a ter contato com os órgãos que trabalham com animais, já que o objetivo é proteger a fauna e flora da região, assim como impedir construções em área ambiental.

A partir disso, os guardas passaram a resgatar animais pela cidade, desde domésticos vítimas de maus tratos como também silvestres.

A prefeitura hoje possui um convênio com a ONG Viva Bicho e com o Complexo Cyro Gevaerd, administrado pelo Instituto Catarinense de Conservação da Fauna e Flora (ICCO), que desde 2010 contribui com o governo municipal recebendo, tratando e reabilitando os animais silvestres.

“Essa demanda não recebia atenção e hoje temos protocolos de atendimento que foram desenvolvidos junto com essas entidades para saber o que fazer com os animais, mas ainda temos muito a evoluir. Buscamos sempre melhorar, mas pedindo o apoio da comunidade porque a nossa equipe de guardas ambientais é composta por somente seis pessoas”, explica.

Resgates

Coutinho conta que já resgataram aves variadas, répteis e mamíferos. As cobras são comuns – a exemplo das duas jararacas resgatadas nesta semana, uma na Avenida do Estado e outra em Taquaras.

“Tudo é encaminhado para o zoológico, onde há veterinário e biólogo que avaliam esses animais. Apesar dos guardas já possuírem experiência de trabalho para fazerem uma análise primária há animais que é difícil identificar ‘no olho’ se estão bem ou não. No caso das cobras é ainda mais difícil e por isso as encaminhamos para os especialistas, onde recebem atendimento qualificado, preservando a saúde do animal”, diz.

Objetivo é recuperar os animais e soltá-los

O comandante lembra que o objetivo do resgate é recuperar os animais e depois devolvê-los para o habitat natural. Todos passam por triagem e quando estão saudáveis já são liberados. Eles são soltos em áreas de mata do município, evitando locais perto de residências. O zoológico muitas vezes entra em contato com os guardas ambientais para acompanharem a soltura, segundo Coutinho.

“Os resgatamos tanto para preservar a segurança do animal quanto pela necessidade de preservar a vida humana. Às vezes aparecem cobras em terrenos de casa e precisamos intervir. Nossa cidade possui muitas áreas verdes, e se é um local urbano com circulação de pessoas é necessário recolher o animal”, completa.

Acolhimento e tratamento

A bióloga do Complexo Ambiental Cyro Gevaerd, Márcia Achutti, conta que de 2019 até hoje já receberam através da Guarda Ambiental animais como gambás adultos atropelados e filhotes órfãos, corujas, lagartos, filhotes de aves (rolinhas, andorinhas, pardal, bem-te-vi, entre outros), além de serpentes peçonhentas e não peçonhentas.

“Quando eles chegam no zoo é realizada uma avaliação biológica e veterinária. Na maioria das vezes eles chegam debilitados, filhotes ou vítimas de maus tratos. Os animais plenamente recuperados passam por um período de reabilitação e observação, estimulados a desenvolver o comportamento natural da espécie, para voltar ao ambiente de origem onde voltará a exercer o seu importante papel ecológico dentro do ecossistema”, conta.

Márcia salienta que, infelizmente, nem todos os animais conseguem total recuperação e esses, em razão de sequelas físicas e/ou psicológicas permanecem no zoológico. Alguns exemplos são: animais com apenas uma asa ou pata (corujas, araras) e alguns com déficit de visão (gaviões, esquilo). “Nestes casos em que os animais permanecem aqui sob nossos cuidados, procuramos proporcionar-lhes o melhor bem-estar possível, ambientando o recinto, realizando o enriquecimento de atividades e mantendo uma nutrição adequada para cada espécie”, explica.

Aumento do desmatamento = presença dos animais na cidade

A bióloga afirma que na região ocorrem muitos aparecimentos de animais silvestres, e o alto número de resgates comprova isso. Ela concorda com o Comandante da Guarda, dizendo que os resgates são realizados porque os animais se encontravam em área urbana, gerando riscos a população.

“Com o aumento do desmatamento, a perda do habitat e a alimentação são uma das principais consequências para que esses animais procurem outros lugares para sobreviver. Devido ao acúmulo de lixo e entulhos, os roedores e anfíbios são atraídos e por ser a alimentação de algumas serpentes o confronto com o homem se torna inevitável, podendo causar até acidentes graves”, finaliza.

Se você viu algum animal silvestre em área urbana entre em contato com a Guarda Municipal Ambiental pelo 153.


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Página 3
Divulgação/GABC

Guarda Ambiental já resgatou mais de 490 animais silvestres em Balneário Camboriú

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Sexta, 24/1/2020 10:45.

Desde fevereiro de 2019 a Guarda Municipal Ambiental de Balneário Camboriú já resgatou mais de 490 animais silvestres, como cobras, aves, tartarugas, tatus, lagartos, dentre outros. Esses animais são encaminhados ao Complexo Ambiental Cyro Gevaerd, o Zoológico da Santur, onde passam por triagem, se necessário recebem cuidados veterinários e então voltam para a natureza.

Convênio com ONGs

O comandante da Guarda Municipal de Balneário, Antônio Afonso Coutinho Neto, que chefia também a Guarda Ambiental, explica que através do trabalho que vem sendo feito desde o ano passado começaram a ter contato com os órgãos que trabalham com animais, já que o objetivo é proteger a fauna e flora da região, assim como impedir construções em área ambiental.

A partir disso, os guardas passaram a resgatar animais pela cidade, desde domésticos vítimas de maus tratos como também silvestres.

A prefeitura hoje possui um convênio com a ONG Viva Bicho e com o Complexo Cyro Gevaerd, administrado pelo Instituto Catarinense de Conservação da Fauna e Flora (ICCO), que desde 2010 contribui com o governo municipal recebendo, tratando e reabilitando os animais silvestres.

“Essa demanda não recebia atenção e hoje temos protocolos de atendimento que foram desenvolvidos junto com essas entidades para saber o que fazer com os animais, mas ainda temos muito a evoluir. Buscamos sempre melhorar, mas pedindo o apoio da comunidade porque a nossa equipe de guardas ambientais é composta por somente seis pessoas”, explica.

Resgates

Coutinho conta que já resgataram aves variadas, répteis e mamíferos. As cobras são comuns – a exemplo das duas jararacas resgatadas nesta semana, uma na Avenida do Estado e outra em Taquaras.

“Tudo é encaminhado para o zoológico, onde há veterinário e biólogo que avaliam esses animais. Apesar dos guardas já possuírem experiência de trabalho para fazerem uma análise primária há animais que é difícil identificar ‘no olho’ se estão bem ou não. No caso das cobras é ainda mais difícil e por isso as encaminhamos para os especialistas, onde recebem atendimento qualificado, preservando a saúde do animal”, diz.

Objetivo é recuperar os animais e soltá-los

O comandante lembra que o objetivo do resgate é recuperar os animais e depois devolvê-los para o habitat natural. Todos passam por triagem e quando estão saudáveis já são liberados. Eles são soltos em áreas de mata do município, evitando locais perto de residências. O zoológico muitas vezes entra em contato com os guardas ambientais para acompanharem a soltura, segundo Coutinho.

“Os resgatamos tanto para preservar a segurança do animal quanto pela necessidade de preservar a vida humana. Às vezes aparecem cobras em terrenos de casa e precisamos intervir. Nossa cidade possui muitas áreas verdes, e se é um local urbano com circulação de pessoas é necessário recolher o animal”, completa.

Acolhimento e tratamento

A bióloga do Complexo Ambiental Cyro Gevaerd, Márcia Achutti, conta que de 2019 até hoje já receberam através da Guarda Ambiental animais como gambás adultos atropelados e filhotes órfãos, corujas, lagartos, filhotes de aves (rolinhas, andorinhas, pardal, bem-te-vi, entre outros), além de serpentes peçonhentas e não peçonhentas.

“Quando eles chegam no zoo é realizada uma avaliação biológica e veterinária. Na maioria das vezes eles chegam debilitados, filhotes ou vítimas de maus tratos. Os animais plenamente recuperados passam por um período de reabilitação e observação, estimulados a desenvolver o comportamento natural da espécie, para voltar ao ambiente de origem onde voltará a exercer o seu importante papel ecológico dentro do ecossistema”, conta.

Márcia salienta que, infelizmente, nem todos os animais conseguem total recuperação e esses, em razão de sequelas físicas e/ou psicológicas permanecem no zoológico. Alguns exemplos são: animais com apenas uma asa ou pata (corujas, araras) e alguns com déficit de visão (gaviões, esquilo). “Nestes casos em que os animais permanecem aqui sob nossos cuidados, procuramos proporcionar-lhes o melhor bem-estar possível, ambientando o recinto, realizando o enriquecimento de atividades e mantendo uma nutrição adequada para cada espécie”, explica.

Aumento do desmatamento = presença dos animais na cidade

A bióloga afirma que na região ocorrem muitos aparecimentos de animais silvestres, e o alto número de resgates comprova isso. Ela concorda com o Comandante da Guarda, dizendo que os resgates são realizados porque os animais se encontravam em área urbana, gerando riscos a população.

“Com o aumento do desmatamento, a perda do habitat e a alimentação são uma das principais consequências para que esses animais procurem outros lugares para sobreviver. Devido ao acúmulo de lixo e entulhos, os roedores e anfíbios são atraídos e por ser a alimentação de algumas serpentes o confronto com o homem se torna inevitável, podendo causar até acidentes graves”, finaliza.

Se você viu algum animal silvestre em área urbana entre em contato com a Guarda Municipal Ambiental pelo 153.


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