Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Geral
Feirantes e artistas da Vila do Artesanato denunciam situação do local

Terça, 21/1/2020 6:54.
Renata Rutes
O local foi reformado para a temporada

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O Página 3 foi contatado por feirantes e artistas da Vila do Artesanato, que fica na Praça da Cultura, atrás do Atlântico Shopping, para denunciar a situação de insegurança do local.

O grupo reclama da presença de adolescentes que ficam por lá com som alto e passando de skate e de bicicleta, além do vandalismo e furtos cometidos por andarilhos.

A feirante Eliane Salvador, que possui uma banca de pastel, relatou que ‘vândalos já invadiram uma lojinha, destruíram e levaram objetos, bêbados por todo lado’, além da presença de adolescentes nas duas entradas, que ficam no local principalmente aos finais de semana com som alto, consumindo álcool e passam pelo corredor da Vila com bicicleta e skate.

“No domingo (19) ouviam funk a toda altura, com palavrões e descrevendo um ato sexual. As pessoas passavam horrorizadas. Estamos pedindo ajuda, pra ver se temos um pouco de segurança por parte do governo. Os moradores dos prédios das proximidades também estão sem saber o que fazer”, diz.

“Situação péssima”

A reportagem do Página 3 foi até o local e conversou com Eliane, Imelda Ramão Pinheiro, Vera Lúcia das Dores e Rita de Cássia Vieira de Oliveira e suas outras colegas, que preferiram não se identificar.

Elas contam que das 38 barraquinhas tem 26 ocupadas, e que em breve um edital de ocupação deve ser lançado para preencher os espaços livres. Todas confirmaram a denúncia de Eliane, relatando que a situação está ‘péssima, a Deus dará’, citando a presença de mendigos que ficam pela redondeza ‘o tempo todo’.

O andarilho tomou banho na caixa

Inclusive houve um caso de um homem que estava dormindo em cima do toldo da Vila e chegou a tomar banho na caixa d’água do local, que precisou ser trocada, limpa e fechada com ferro.

“Medo de encontrar as barracas invadidas no outro dia”

Segundo as denunciantes, aos domingos a situação piora. Neste último estavam no local entre 30 e 50 adolescentes.

“Não é de hoje, eles bebem, usam drogas, passam de bicicleta e skate pelos corredores, nos xingam. Já escreveram xingamentos em nossas portas, fazem vandalismo, já quebraram barracas também. Há mendigos que usam os corredores como banheiro, temos que lavar sempre. Fazem xixi nas paredes e portas”, relata Imelda.

Na última quarta-feira (15) a barraca de Eliane foi invadida e furtada. O ladrão levou a caixa de som dela, quebrou o ar-condicionado e deixou o local todo revirado.

“Temos medo de ir embora e voltar no outro dia e encontrar nossas barracas invadidas. Chamamos a PM, a Guarda Municipal, mas eles não podem fazer nada mais do que isso. Falta controle dos adolescentes, eles são o futuro, precisam sair desse caminho ruim”, diz Eliane.

“A maioria é menor e a polícia não pode fazer nada”

Imelda salienta que queriam uma presença mais forte do Conselho Tutelar e também do Ministério Público, já que a Guarda Municipal e a Polícia Militar não podem intervir efetivamente.

“Como a maioria é menor de idade não podem fazer nada. Ano passado a polícia fez uma operação vendo as bicicletas que esses adolescentes usam, e acharam até furtadas. Isso ajudou bastante e deveria acontecer de novo”, comenta Vera Lúcia.

Outro pedido das feirantes e artistas é por mais iluminação na praça e na Vila – algo que já teria sido solicitado para a prefeitura antes do Natal.

O que diz o secretário de Segurança

O secretário de Segurança, David Queiroz, foi procurado pelo Página 3 e disse que já estava sabendo da situação e que desde ontem (20) a Guarda Municipal está agindo no local de forma mais intensa.

Queiroz lembra que a Guarda e a Polícia Militar não podem coibir os adolescentes que estão na rua.

“Não é atribuição da polícia, nós coibimos crimes. Tirando a denúncia de uso de maconha, música alta não é crime. O que podemos fazer é chamar o Conselho Tutelar e fazer um trabalho incentivando que esses adolescentes vão para outro local. As pessoas reclamam mais pela presença do adolescente do que pela existência de crime. O furto da barraca foi um crime, e conseguiremos coibir isso com o reforço do policiamento que já foi feito”, explica.

Sobre a presença de moradores de rua, o secretário relembra que vêm acontecendo diversas ações junto da Secretaria de Inclusão Social para acolhê-los e encaminhá-los para suas cidades de origem.

“Mas nunca vamos conseguir extirpar isso. Se eles não cometem crimes, não podemos fazer nada. Há o direito de ir e vir. Incentivamos que eles sejam acolhidos pelo Resgate Social, e por isso é tão importante que as pessoas não dêem esmola”, completa.

Feirantes e artistas pedem proteção para trabalhar


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Página 3
Renata Rutes
O local foi reformado para a temporada
O local foi reformado para a temporada

Feirantes e artistas da Vila do Artesanato denunciam situação do local

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Terça, 21/1/2020 6:54.

O Página 3 foi contatado por feirantes e artistas da Vila do Artesanato, que fica na Praça da Cultura, atrás do Atlântico Shopping, para denunciar a situação de insegurança do local.

O grupo reclama da presença de adolescentes que ficam por lá com som alto e passando de skate e de bicicleta, além do vandalismo e furtos cometidos por andarilhos.

A feirante Eliane Salvador, que possui uma banca de pastel, relatou que ‘vândalos já invadiram uma lojinha, destruíram e levaram objetos, bêbados por todo lado’, além da presença de adolescentes nas duas entradas, que ficam no local principalmente aos finais de semana com som alto, consumindo álcool e passam pelo corredor da Vila com bicicleta e skate.

“No domingo (19) ouviam funk a toda altura, com palavrões e descrevendo um ato sexual. As pessoas passavam horrorizadas. Estamos pedindo ajuda, pra ver se temos um pouco de segurança por parte do governo. Os moradores dos prédios das proximidades também estão sem saber o que fazer”, diz.

“Situação péssima”

A reportagem do Página 3 foi até o local e conversou com Eliane, Imelda Ramão Pinheiro, Vera Lúcia das Dores e Rita de Cássia Vieira de Oliveira e suas outras colegas, que preferiram não se identificar.

Elas contam que das 38 barraquinhas tem 26 ocupadas, e que em breve um edital de ocupação deve ser lançado para preencher os espaços livres. Todas confirmaram a denúncia de Eliane, relatando que a situação está ‘péssima, a Deus dará’, citando a presença de mendigos que ficam pela redondeza ‘o tempo todo’.

O andarilho tomou banho na caixa

Inclusive houve um caso de um homem que estava dormindo em cima do toldo da Vila e chegou a tomar banho na caixa d’água do local, que precisou ser trocada, limpa e fechada com ferro.

“Medo de encontrar as barracas invadidas no outro dia”

Segundo as denunciantes, aos domingos a situação piora. Neste último estavam no local entre 30 e 50 adolescentes.

“Não é de hoje, eles bebem, usam drogas, passam de bicicleta e skate pelos corredores, nos xingam. Já escreveram xingamentos em nossas portas, fazem vandalismo, já quebraram barracas também. Há mendigos que usam os corredores como banheiro, temos que lavar sempre. Fazem xixi nas paredes e portas”, relata Imelda.

Na última quarta-feira (15) a barraca de Eliane foi invadida e furtada. O ladrão levou a caixa de som dela, quebrou o ar-condicionado e deixou o local todo revirado.

“Temos medo de ir embora e voltar no outro dia e encontrar nossas barracas invadidas. Chamamos a PM, a Guarda Municipal, mas eles não podem fazer nada mais do que isso. Falta controle dos adolescentes, eles são o futuro, precisam sair desse caminho ruim”, diz Eliane.

“A maioria é menor e a polícia não pode fazer nada”

Imelda salienta que queriam uma presença mais forte do Conselho Tutelar e também do Ministério Público, já que a Guarda Municipal e a Polícia Militar não podem intervir efetivamente.

“Como a maioria é menor de idade não podem fazer nada. Ano passado a polícia fez uma operação vendo as bicicletas que esses adolescentes usam, e acharam até furtadas. Isso ajudou bastante e deveria acontecer de novo”, comenta Vera Lúcia.

Outro pedido das feirantes e artistas é por mais iluminação na praça e na Vila – algo que já teria sido solicitado para a prefeitura antes do Natal.

O que diz o secretário de Segurança

O secretário de Segurança, David Queiroz, foi procurado pelo Página 3 e disse que já estava sabendo da situação e que desde ontem (20) a Guarda Municipal está agindo no local de forma mais intensa.

Queiroz lembra que a Guarda e a Polícia Militar não podem coibir os adolescentes que estão na rua.

“Não é atribuição da polícia, nós coibimos crimes. Tirando a denúncia de uso de maconha, música alta não é crime. O que podemos fazer é chamar o Conselho Tutelar e fazer um trabalho incentivando que esses adolescentes vão para outro local. As pessoas reclamam mais pela presença do adolescente do que pela existência de crime. O furto da barraca foi um crime, e conseguiremos coibir isso com o reforço do policiamento que já foi feito”, explica.

Sobre a presença de moradores de rua, o secretário relembra que vêm acontecendo diversas ações junto da Secretaria de Inclusão Social para acolhê-los e encaminhá-los para suas cidades de origem.

“Mas nunca vamos conseguir extirpar isso. Se eles não cometem crimes, não podemos fazer nada. Há o direito de ir e vir. Incentivamos que eles sejam acolhidos pelo Resgate Social, e por isso é tão importante que as pessoas não dêem esmola”, completa.

Feirantes e artistas pedem proteção para trabalhar


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