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Caminhoneiros: Abrava mantém chamado de paralisação nacional

Protestando nos Estados, caminhoneiros cobram julgamento de preço mínimo pelo STF

Terça, 18/2/2020 9:28.
EBC.

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Isadora Duarte
A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) vai manter o chamado de paralisação nacional para a categoria para estas terça e quarta-feiras (dias 18 e 19). "A orientação é que a categoria pare em casa, faça manutenção do veículo, pare em postos de gasolina com faixas de defesa da pauta e não crie bloqueios em rodovias", diz o presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão, ao Broadcast Agro. A mobilização deve ocorrer das 6h às 18h, segundo a Abrava.

A paralisação dos caminhoneiros já estava marcada para o dia 19 quando o Supremo Tribunal Federal (STF) julgaria três ações que contestam a constitucionalidade da política de tabelamento de frete rodoviário. A votação, contudo, foi adiada para 10 de março, quando entidades contrárias e favoráveis ao tema vão se reunir em uma audiência de conciliação na Suprema Corte.

Apesar do adiamento da pauta, Chorão diz que a mobilização chamada para hoje e amanhã pretende mostrar que os caminhoneiros estão atentos ao tema e organizados para defesa da constitucionalidade do piso mínimo. "Vamos mostrar que não vamos voltar atrás. Não vamos aceitar retrocesso. O piso foi um direito que conquistamos e queremos seu cumprimento", afirma Chorão.

O presidente da Abrava, que foi um dos principais representantes dos caminhoneiros na greve que parou o País em maio de 2018, considera que o movimento marcado para terça e quarta não vai ser semelhante e tão expressivo quanto o do passado. "A ideia é mostrar que estamos mobilizados mas, se depois, em março, tirarem o nosso direito (de piso mínimo para o frete), sem dúvidas teremos de tomar medidas mais drásticas para mostrar a importância do setor", argumenta o líder, ressaltando que a orientação é manter o fluxo normal das rodovias nos dois dias de protesto. Segundo ele, na manhã desta terça-feira, já foram observados pontos de paralisação em Montes Claros (MG).

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) também convocou protestos para desde Segunda-feira até quarta para reivindicar que o STF julgue a constitucionalidade do piso.

Protestando nos Estados, caminhoneiros cobram julgamento de preço mínimo pelo STF

Leticia Pakulski
Caminhoneiros realizam protestos nos Estados de São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul, Bahia, Minas Gerais, além do Distrito Federal. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), as manifestações começaram na segunda-feira, 17, e vão até Quarta-feira (19) para reivindicar que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue a constitucionalidade do piso mínimo do frete rodoviário.

O julgamento de três ações que contestam o tabelamento do frete estava previsto para quarta-feira, mas foi adiado. O ministro Luiz Fux atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para realizar uma audiência de conciliação em 10 de março.

O diretor da CNTTL e presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Ijuí, Carlos Alberto Litti Dahmer, que participava nesta terça-feira, 18, de mobilização dos caminhoneiros em Goiás, disse que, por enquanto, não há bloqueios em rodovias, e sim em trechos próximos e em postos de combustíveis. A exceção era o protesto no Porto de Santos, que foi reprimido, segundo ele.

Motoristas protestavam na entrada do porto, mas sem bloqueio ao acesso, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A Codesp informou ter obtido liminar na Justiça impedindo o bloqueio de acessos rodoviários e marítimos ao Porto de Santos entre os dias 17 e 21 de fevereiro.

"A gente quer que aconteça o julgamento no STF, que tenha uma definição. Temos plena convicção de que não tem inconstitucionalidade na nossa lei", disse Dahmer. "Há dois anos que isso vem sendo protelado. Ganhamos tudo através da lei e não recebemos nada por causa das ações de inconstitucionalidade no Supremo", enfatizou.

Segundo ele, o piso mínimo "não está sendo cumprido, fiscalizado e julgado." Dahmer disse que o setor deve participar da audiência de conciliação, mas acredita que se trata "de uma formalidade para ganhar tempo", uma vez que já houve tentativas semelhantes que não funcionaram. "Não se chega a um consenso."

O representante da CNTTL argumenta que setores que questionam o piso mínimo do frete trabalham com medidas semelhantes. "Agronegócio tem preço mínimo do milho, da laranja. Para eles vale para receber; para pagar, não."


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Caminhoneiros: Abrava mantém chamado de paralisação nacional

Protestando nos Estados, caminhoneiros cobram julgamento de preço mínimo pelo STF

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Terça, 18/2/2020 9:28.

Isadora Duarte
A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) vai manter o chamado de paralisação nacional para a categoria para estas terça e quarta-feiras (dias 18 e 19). "A orientação é que a categoria pare em casa, faça manutenção do veículo, pare em postos de gasolina com faixas de defesa da pauta e não crie bloqueios em rodovias", diz o presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão, ao Broadcast Agro. A mobilização deve ocorrer das 6h às 18h, segundo a Abrava.

A paralisação dos caminhoneiros já estava marcada para o dia 19 quando o Supremo Tribunal Federal (STF) julgaria três ações que contestam a constitucionalidade da política de tabelamento de frete rodoviário. A votação, contudo, foi adiada para 10 de março, quando entidades contrárias e favoráveis ao tema vão se reunir em uma audiência de conciliação na Suprema Corte.

Apesar do adiamento da pauta, Chorão diz que a mobilização chamada para hoje e amanhã pretende mostrar que os caminhoneiros estão atentos ao tema e organizados para defesa da constitucionalidade do piso mínimo. "Vamos mostrar que não vamos voltar atrás. Não vamos aceitar retrocesso. O piso foi um direito que conquistamos e queremos seu cumprimento", afirma Chorão.

O presidente da Abrava, que foi um dos principais representantes dos caminhoneiros na greve que parou o País em maio de 2018, considera que o movimento marcado para terça e quarta não vai ser semelhante e tão expressivo quanto o do passado. "A ideia é mostrar que estamos mobilizados mas, se depois, em março, tirarem o nosso direito (de piso mínimo para o frete), sem dúvidas teremos de tomar medidas mais drásticas para mostrar a importância do setor", argumenta o líder, ressaltando que a orientação é manter o fluxo normal das rodovias nos dois dias de protesto. Segundo ele, na manhã desta terça-feira, já foram observados pontos de paralisação em Montes Claros (MG).

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) também convocou protestos para desde Segunda-feira até quarta para reivindicar que o STF julgue a constitucionalidade do piso.

Protestando nos Estados, caminhoneiros cobram julgamento de preço mínimo pelo STF

Leticia Pakulski
Caminhoneiros realizam protestos nos Estados de São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul, Bahia, Minas Gerais, além do Distrito Federal. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), as manifestações começaram na segunda-feira, 17, e vão até Quarta-feira (19) para reivindicar que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue a constitucionalidade do piso mínimo do frete rodoviário.

O julgamento de três ações que contestam o tabelamento do frete estava previsto para quarta-feira, mas foi adiado. O ministro Luiz Fux atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para realizar uma audiência de conciliação em 10 de março.

O diretor da CNTTL e presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Ijuí, Carlos Alberto Litti Dahmer, que participava nesta terça-feira, 18, de mobilização dos caminhoneiros em Goiás, disse que, por enquanto, não há bloqueios em rodovias, e sim em trechos próximos e em postos de combustíveis. A exceção era o protesto no Porto de Santos, que foi reprimido, segundo ele.

Motoristas protestavam na entrada do porto, mas sem bloqueio ao acesso, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A Codesp informou ter obtido liminar na Justiça impedindo o bloqueio de acessos rodoviários e marítimos ao Porto de Santos entre os dias 17 e 21 de fevereiro.

"A gente quer que aconteça o julgamento no STF, que tenha uma definição. Temos plena convicção de que não tem inconstitucionalidade na nossa lei", disse Dahmer. "Há dois anos que isso vem sendo protelado. Ganhamos tudo através da lei e não recebemos nada por causa das ações de inconstitucionalidade no Supremo", enfatizou.

Segundo ele, o piso mínimo "não está sendo cumprido, fiscalizado e julgado." Dahmer disse que o setor deve participar da audiência de conciliação, mas acredita que se trata "de uma formalidade para ganhar tempo", uma vez que já houve tentativas semelhantes que não funcionaram. "Não se chega a um consenso."

O representante da CNTTL argumenta que setores que questionam o piso mínimo do frete trabalham com medidas semelhantes. "Agronegócio tem preço mínimo do milho, da laranja. Para eles vale para receber; para pagar, não."


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