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Safra rendeu 40 mil tainhas em Balneário Camboriú

Laranjeiras e Estaleirinho foram as campeãs da pesca

Sexta, 7/8/2020 17:21.
Praia do Estaleirinho, 8 de julho

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A safra da tainha que encerrou oficialmente há uma semana (31), rendeu aproximadamente 40 mil tainhas em Balneário Camboriú. O pescador Ronan Vignolli Pinheiro diz que foi bom, mas foi melhor para o pessoal ‘mais ao Sul’, citando Bombinhas e Florianópolis.

“O total de Balneário foi quase um cerco da Praia dos Ingleses. A nossa safra de 90 dias foi um único lanço deles. Todo mundo pegou peixe aqui, mas poderia ter sido melhor”, salienta. Em 2019 o número foi um pouco maior, mas com grandes lanços, como no Estaleiro, onde os pescadores pegaram 12 mil tainhas de uma vez.

As praias que mais pegaram, segundo Ronan, foram Laranjeiras e Estaleirinho – cada uma com cerca de 10 mil peixes. A menos favorecida foi a praia central, já que é a última de Balneário, com apenas 500 tainhas capturadas. O que os pescadores mais pegaram no local foram as chamadas ‘tainhotas’, os filhotes da tainha, totalizando 2.500kg do peixe.

“Na praia central é complicado principalmente por conta dos jet-skis e lanchas, que passam muito e também não ficam a 300 metros do costão, e deveriam porque é a lei. Há praias do Sul, como Rosa, Guarda do Embaú, que proíbem até o surf. Os pescadores conversam com os surfistas, sinalizam com bandeiras. Balneário precisa evoluir nesse sentido, precisa haver um diálogo e precisa ser logo, porque um ano passa rápido”, comenta.

Ciclone também prejudicou

Vignolli diz que o ciclone também desfavoreceu a pesca, já que deixou o ‘mar ruim’ e os pescadores não puderam trabalhar durante três dias.

“Ele passou justamente no final de junho, que é a época da safra onde os peixes chegam em Balneário. Influenciou de certa forma, sim. Tinha muito peixe em todas as praias, e não conseguimos pegá-los”, diz.

Pesca ilegal precisa ser mais combatida

Ronan comenta que houve fiscalização por parte da Secretaria do Meio Ambiente e Guarda Armada, e que os pescadores também denunciavam, só que até as equipes chegarem nas praias muitas vezes os pescadores ilegais conseguiam fugir. “E a punição deveria ser mais rigorosa, enquanto for só uma cesta básica é fácil relevar. Deveria haver um diálogo para evoluir nessa questão, uma penalidade maior. É injusto, porque acordamos cedo, aguardamos o cardume passar e durante a noite pescam ilegal. Tem gente de Balneário, mas a maioria é de fora, Navegantes, Itajaí, Itapema, Bombinhas... vão direto no costão e prejudicam o pescador que está na praia”, explica.

O pescador salienta que já houve evolução, mas que seguem cobrando, porque precisam de melhorias para que a pesca artesanal, ‘uma cultura tão rica de Balneário’, não se acabe e haja incentivo para a classe.

“Queríamos que o governo municipal fizesse por conta, sem precisarmos cobrar tanto”, afirma.

Pesca pós-safra da tainha

Com o fim da safra da tainha, os pescadores costumam focar na pesca da anchova, com barco a motor e em alto mar, além da pesca do camarão – realizada por, segundo Ronan, 90% dos pescadores do Bairro da Barra.

“Na ‘mistura’ das redes de malha acabam vindo outros peixes também, como corvina, sororoca. A tainha é a principal, mas essas nos mantém durante os outros nove meses do ano”, acrescenta.

Os pescadores também estão fazendo um mutirão para associar o máximo possível de trabalhadores da área na Associação de Pesca de Arrasto de Balneário Camboriú, pois estão se unindo a nível estadual para conseguir juntar todas as praias do litoral catarinense, tendo mais força para pedir por melhorias para a classe.

“É muito importante e estamos com boas expectativas”, completa.

Estaleiro, julho


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Página 3
Praia do Estaleirinho, 8 de julho
Praia do Estaleirinho, 8 de julho

Safra rendeu 40 mil tainhas em Balneário Camboriú

Laranjeiras e Estaleirinho foram as campeãs da pesca

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Sexta, 7/8/2020 17:21.

A safra da tainha que encerrou oficialmente há uma semana (31), rendeu aproximadamente 40 mil tainhas em Balneário Camboriú. O pescador Ronan Vignolli Pinheiro diz que foi bom, mas foi melhor para o pessoal ‘mais ao Sul’, citando Bombinhas e Florianópolis.

“O total de Balneário foi quase um cerco da Praia dos Ingleses. A nossa safra de 90 dias foi um único lanço deles. Todo mundo pegou peixe aqui, mas poderia ter sido melhor”, salienta. Em 2019 o número foi um pouco maior, mas com grandes lanços, como no Estaleiro, onde os pescadores pegaram 12 mil tainhas de uma vez.

As praias que mais pegaram, segundo Ronan, foram Laranjeiras e Estaleirinho – cada uma com cerca de 10 mil peixes. A menos favorecida foi a praia central, já que é a última de Balneário, com apenas 500 tainhas capturadas. O que os pescadores mais pegaram no local foram as chamadas ‘tainhotas’, os filhotes da tainha, totalizando 2.500kg do peixe.

“Na praia central é complicado principalmente por conta dos jet-skis e lanchas, que passam muito e também não ficam a 300 metros do costão, e deveriam porque é a lei. Há praias do Sul, como Rosa, Guarda do Embaú, que proíbem até o surf. Os pescadores conversam com os surfistas, sinalizam com bandeiras. Balneário precisa evoluir nesse sentido, precisa haver um diálogo e precisa ser logo, porque um ano passa rápido”, comenta.

Ciclone também prejudicou

Vignolli diz que o ciclone também desfavoreceu a pesca, já que deixou o ‘mar ruim’ e os pescadores não puderam trabalhar durante três dias.

“Ele passou justamente no final de junho, que é a época da safra onde os peixes chegam em Balneário. Influenciou de certa forma, sim. Tinha muito peixe em todas as praias, e não conseguimos pegá-los”, diz.

Pesca ilegal precisa ser mais combatida

Ronan comenta que houve fiscalização por parte da Secretaria do Meio Ambiente e Guarda Armada, e que os pescadores também denunciavam, só que até as equipes chegarem nas praias muitas vezes os pescadores ilegais conseguiam fugir. “E a punição deveria ser mais rigorosa, enquanto for só uma cesta básica é fácil relevar. Deveria haver um diálogo para evoluir nessa questão, uma penalidade maior. É injusto, porque acordamos cedo, aguardamos o cardume passar e durante a noite pescam ilegal. Tem gente de Balneário, mas a maioria é de fora, Navegantes, Itajaí, Itapema, Bombinhas... vão direto no costão e prejudicam o pescador que está na praia”, explica.

O pescador salienta que já houve evolução, mas que seguem cobrando, porque precisam de melhorias para que a pesca artesanal, ‘uma cultura tão rica de Balneário’, não se acabe e haja incentivo para a classe.

“Queríamos que o governo municipal fizesse por conta, sem precisarmos cobrar tanto”, afirma.

Pesca pós-safra da tainha

Com o fim da safra da tainha, os pescadores costumam focar na pesca da anchova, com barco a motor e em alto mar, além da pesca do camarão – realizada por, segundo Ronan, 90% dos pescadores do Bairro da Barra.

“Na ‘mistura’ das redes de malha acabam vindo outros peixes também, como corvina, sororoca. A tainha é a principal, mas essas nos mantém durante os outros nove meses do ano”, acrescenta.

Os pescadores também estão fazendo um mutirão para associar o máximo possível de trabalhadores da área na Associação de Pesca de Arrasto de Balneário Camboriú, pois estão se unindo a nível estadual para conseguir juntar todas as praias do litoral catarinense, tendo mais força para pedir por melhorias para a classe.

“É muito importante e estamos com boas expectativas”, completa.

Estaleiro, julho

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