Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Geral
Maioria vota a favor do Mercado, mesmo sem saber detalhes

Aprovar o projeto, que será gerido pela inicativa privada, é assinar uma carta em branco 

Terça, 24/9/2019 9:43.
Projeto do mercado na praça da Barra

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O projeto do Mercado Público foi apresentado ontem na Câmara de Vereadores em audiência pública, diante de um plenário lotado, em grande parte por funcionários da prefeitura, que foram votar a favor do empreendimento.

Houve questionamentos da comunidade, inclusive pescadores da Barra, sobre que participação eles terão com o mercado, já que o prédio será construído e gerido pela iniciativa privada por cerca de 25 anos.

O responsável pelo assunto na prefeitura, Nelson Oliveira, disse que nada disso pode ser resolvido antes da aprovação, mas que todos esses questionamentos serão discutidos em outras audiências, quando a construção estiver garantida. Nelson deixou claro que o mercado público não é mercado do peixe, "mas que a prefeitura já está pensando em fazer um para os pescadores da Barra", o que acalmou os ânimos dos locais.

A professora e historiadora Guilhermina Stuker questionou sobre quais aspectos da legislação de preservação do patrimônio cultural foram considerados na elaboração do projeto, uma vez que aquela área ali é nosso centro histórico. “Temos ali como já foi dito, patrimônio tombado (igrejinha)... E a concepção de projeto, todos sabem, deve vir antes da arquitetura, que também não tem a cara da comunidade. Então quer dizer que vamos assinar uma folha em branco para uma empresa para depois saber se haverá espaço para a comunidade local", indagou.

O arquiteto Ênio Faquetti disse que os recuos foram respeitados, e a arquitetura é contemporânea, porque o mercado está sendo feito hoje. Os detalhes não podem ser discutidos ainda porque serão feitos em parceria público-privada.

A próxima etapa é passar pela aprovação dos vereadores, que terão acesso ao projeto em apresentação privada. O abaixo-assinado que pede que a praça seja mantida já ultrapassou 300 assinaturas. Clique para ver.


CONTRA O PLANO

A administração Fabrício Oliveira lotou o plenário da Câmara com funcionários em cargo de confiança para aprovar um projeto que desrespeita a ocupação e uso do solo prevista no Plano Diretor.

Por exemplo, o mercado público deveria ter quase 100 vagas de estacionamento e tem apenas 12.

O prefeito decidiu desrespeitar as regras da cidade mesmo sabendo que o município possui outra área de terra a menos de 500 metros do local escolhido e que poderia abrigar o mercado público sem desrespeitar o Plano Diretor e ainda manter o cenário histórico da igrejinha, da Casa Linhares e da praça do Pescador intocáveis. Este cenário poucos municípios têm e quem têm deveria preservar de todas as formas, porque ele também é um ‘equipamento’ turístico.


Acompanhe as defesas do projeto e os questionamentos no Stories do Página 3.


Divulgação/PMBC


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Página 3
Projeto do mercado na praça da Barra
Projeto do mercado na praça da Barra

Maioria vota a favor do Mercado, mesmo sem saber detalhes

Aprovar o projeto, que será gerido pela inicativa privada, é assinar uma carta em branco 

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Terça, 24/9/2019 9:43.

O projeto do Mercado Público foi apresentado ontem na Câmara de Vereadores em audiência pública, diante de um plenário lotado, em grande parte por funcionários da prefeitura, que foram votar a favor do empreendimento.

Houve questionamentos da comunidade, inclusive pescadores da Barra, sobre que participação eles terão com o mercado, já que o prédio será construído e gerido pela iniciativa privada por cerca de 25 anos.

O responsável pelo assunto na prefeitura, Nelson Oliveira, disse que nada disso pode ser resolvido antes da aprovação, mas que todos esses questionamentos serão discutidos em outras audiências, quando a construção estiver garantida. Nelson deixou claro que o mercado público não é mercado do peixe, "mas que a prefeitura já está pensando em fazer um para os pescadores da Barra", o que acalmou os ânimos dos locais.

A professora e historiadora Guilhermina Stuker questionou sobre quais aspectos da legislação de preservação do patrimônio cultural foram considerados na elaboração do projeto, uma vez que aquela área ali é nosso centro histórico. “Temos ali como já foi dito, patrimônio tombado (igrejinha)... E a concepção de projeto, todos sabem, deve vir antes da arquitetura, que também não tem a cara da comunidade. Então quer dizer que vamos assinar uma folha em branco para uma empresa para depois saber se haverá espaço para a comunidade local", indagou.

O arquiteto Ênio Faquetti disse que os recuos foram respeitados, e a arquitetura é contemporânea, porque o mercado está sendo feito hoje. Os detalhes não podem ser discutidos ainda porque serão feitos em parceria público-privada.

A próxima etapa é passar pela aprovação dos vereadores, que terão acesso ao projeto em apresentação privada. O abaixo-assinado que pede que a praça seja mantida já ultrapassou 300 assinaturas. Clique para ver.


CONTRA O PLANO

A administração Fabrício Oliveira lotou o plenário da Câmara com funcionários em cargo de confiança para aprovar um projeto que desrespeita a ocupação e uso do solo prevista no Plano Diretor.

Por exemplo, o mercado público deveria ter quase 100 vagas de estacionamento e tem apenas 12.

O prefeito decidiu desrespeitar as regras da cidade mesmo sabendo que o município possui outra área de terra a menos de 500 metros do local escolhido e que poderia abrigar o mercado público sem desrespeitar o Plano Diretor e ainda manter o cenário histórico da igrejinha, da Casa Linhares e da praça do Pescador intocáveis. Este cenário poucos municípios têm e quem têm deveria preservar de todas as formas, porque ele também é um ‘equipamento’ turístico.


Acompanhe as defesas do projeto e os questionamentos no Stories do Página 3.


Divulgação/PMBC


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