Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Geral
Conselheiro tutelar reclama mais atenção por parte da prefeitura
Quarta, 13/3/2019 7:46.
EBC.

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Na semana passada (quarta-feira, 6) o conselheiro tutelar João Peters Júnior fez o uso da Tribuna Livre no Legislativo, para reclamar mais atenção da prefeitura para com o Conselho Tutelar.

Foi uma atitude isolada num órgão colegiado o que gerou mal estar entre os envolvidos

Em entrevista ao Página 3, João explicou que ‘está péssima’ a situação e que o descaso do governo municipal é evidente. Ele lembra que não é um pedido para os conselheiros e demais funcionários do órgão, e sim para a comunidade.

“É para melhor atendermos ao público. Em 2018 realizamos sete mil atendimentos, e vemos nisso a necessidade de ser criado um Conselho na região sul, para os bairros da Barra, Nova Esperança, São Judas e a região das praias. Eles merecem um atendimento mais próximo, pois muitas vezes precisam moradores desses bairros vêm até o Centro caminhando, pois é uma comunidade bastante carente”, destaca.

Entre os principais casos atendidos destacam-se negligência familiar, drogadição e evasão escolar, que seriam causados principalmente pela falta de contraturno escolar. “O Conselho Tutelar não é um órgão ostensivo como a polícia. Precisamos ocupar nossas crianças e adolescentes, tendo tempo livre eles ficam na rua e coisas ruins tendem a acontecer”, afirma.

Normalmente, os conselheiros são chamados pela PM ou Guarda Municipal após a ocorrência já ter sido finalizada, por isso é importante que as famílias peçam apoio antes do pior acontecer.

Estrutura física

Segundo João, desde que a atual gestão do Conselho Tutelar assumiu, há quatro anos, dois ar-condicionados que existem no local nunca funcionaram, além de não possuírem sistema para trabalhar. “Tudo é físico, nada virtual. Até quando vamos utilizar papel quando toda a prefeitura é informatizada? Exceto nós. Tudo avança em Balneário: educação, saúde, segurança, e no Conselho Tutelar não vimos esse mesmo avanço acontecer. Nesse ano há eleição para novos conselheiros, e nosso foco foi a aproximação com a comunidade, e isso realmente aconteceu”, acrescenta.

O conselheiro conta que foi feito contato com o prefeito Fabrício Oliveira diversas vezes, convidando-o para ir até a sede do Conselho Tutelar, mas isso nunca aconteceu.

“Ele foi conselheiro tutelar e mesmo assim não nos vê. Já nos reunimos com ele, mas é muita promessa e nada é feito. Ninguém do Poder Executivo foi conhecer a nossa realidade”, diz.

Na Câmara, muitos vereadores, de acordo com João, elogiaram o trabalho do Conselho e disseram que acompanham o órgão, mas houve reclamações – principalmente da parte dos apoiadores do governo. “Convidei a todos para irem visitar nossa sede. Eles são fiscais e precisam fazer isso. O vereador Lucas Gotardo e a vereadora Juliethe Nitz foram nosso maior apoio, eles nos visitaram e divulgaram nossa situação em suas redes sociais”, completou.

CONSELHEIROS NÃO SABIAM

O Conselho Tutelar tem cinco conselheiros e segunda sua presidente, Huanita Radke, a ida do conselheiro João à Câmara de Vereadores foi surpresa, não uma decisão colegiada.

Huanita disse que havia problemas, mas o diálogo com a prefeitura existe e estavam se prontificando a resolver as demandas, a posição isolada do conselheiro “gerou mal estar para todos”.  
 


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Conselheiro tutelar reclama mais atenção por parte da prefeitura

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Quarta, 13/3/2019 7:46.

Na semana passada (quarta-feira, 6) o conselheiro tutelar João Peters Júnior fez o uso da Tribuna Livre no Legislativo, para reclamar mais atenção da prefeitura para com o Conselho Tutelar.

Foi uma atitude isolada num órgão colegiado o que gerou mal estar entre os envolvidos

Em entrevista ao Página 3, João explicou que ‘está péssima’ a situação e que o descaso do governo municipal é evidente. Ele lembra que não é um pedido para os conselheiros e demais funcionários do órgão, e sim para a comunidade.

“É para melhor atendermos ao público. Em 2018 realizamos sete mil atendimentos, e vemos nisso a necessidade de ser criado um Conselho na região sul, para os bairros da Barra, Nova Esperança, São Judas e a região das praias. Eles merecem um atendimento mais próximo, pois muitas vezes precisam moradores desses bairros vêm até o Centro caminhando, pois é uma comunidade bastante carente”, destaca.

Entre os principais casos atendidos destacam-se negligência familiar, drogadição e evasão escolar, que seriam causados principalmente pela falta de contraturno escolar. “O Conselho Tutelar não é um órgão ostensivo como a polícia. Precisamos ocupar nossas crianças e adolescentes, tendo tempo livre eles ficam na rua e coisas ruins tendem a acontecer”, afirma.

Normalmente, os conselheiros são chamados pela PM ou Guarda Municipal após a ocorrência já ter sido finalizada, por isso é importante que as famílias peçam apoio antes do pior acontecer.

Estrutura física

Segundo João, desde que a atual gestão do Conselho Tutelar assumiu, há quatro anos, dois ar-condicionados que existem no local nunca funcionaram, além de não possuírem sistema para trabalhar. “Tudo é físico, nada virtual. Até quando vamos utilizar papel quando toda a prefeitura é informatizada? Exceto nós. Tudo avança em Balneário: educação, saúde, segurança, e no Conselho Tutelar não vimos esse mesmo avanço acontecer. Nesse ano há eleição para novos conselheiros, e nosso foco foi a aproximação com a comunidade, e isso realmente aconteceu”, acrescenta.

O conselheiro conta que foi feito contato com o prefeito Fabrício Oliveira diversas vezes, convidando-o para ir até a sede do Conselho Tutelar, mas isso nunca aconteceu.

“Ele foi conselheiro tutelar e mesmo assim não nos vê. Já nos reunimos com ele, mas é muita promessa e nada é feito. Ninguém do Poder Executivo foi conhecer a nossa realidade”, diz.

Na Câmara, muitos vereadores, de acordo com João, elogiaram o trabalho do Conselho e disseram que acompanham o órgão, mas houve reclamações – principalmente da parte dos apoiadores do governo. “Convidei a todos para irem visitar nossa sede. Eles são fiscais e precisam fazer isso. O vereador Lucas Gotardo e a vereadora Juliethe Nitz foram nosso maior apoio, eles nos visitaram e divulgaram nossa situação em suas redes sociais”, completou.

CONSELHEIROS NÃO SABIAM

O Conselho Tutelar tem cinco conselheiros e segunda sua presidente, Huanita Radke, a ida do conselheiro João à Câmara de Vereadores foi surpresa, não uma decisão colegiada.

Huanita disse que havia problemas, mas o diálogo com a prefeitura existe e estavam se prontificando a resolver as demandas, a posição isolada do conselheiro “gerou mal estar para todos”.  
 


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