Jornal Página 3
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Resgate Social de Balneário Camboriú é destaque e inspiração em Joinville

Sábado, 22/6/2019 10:18.
Divulgação PMBC
O idoso que teve que deixar sua casa.

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O Resgate Social de Balneário Camboriú foi destaque em Joinville. Na quarta-feira (19) o coordenador da Casa de Passagem (espécie de ‘albergue’ que acolhe as pessoas em situação de rua) esteve em Joinville, na Câmara de Vereadores, convidado pelo vereador Maurício Peixer. A ideia é que a cidade crie uma Casa de Passagem e adapte para sua realidade a campanha ‘Não dê esmola’, criada também pela prefeitura de Balneário.

Thiago salienta que a experiência foi gratificante e que entende que o trabalho vem sendo reconhecido, e que já é um ‘case de sucesso’.

“Reduzimos de 250 moradores de rua para 60 em Balneário Camboriú, e isso em apenas oito meses. Nosso objetivo é fazer a diferença e diminuir o máximo possível o número de pessoas em situação de rua na cidade, fazendo com que retornem para o mercado de trabalho e para suas famílias”, explica.

Em Joinville é bem diferente

A cidade tem hoje entre 800 e mil moradores de rua. O vereador Maurício Peixer, que já foi secretário de Inclusão Social da cidade, soube pelo Facebook sobre o trabalho realizado em Balneário e se interessou.

“Levei um relatório de experiência da nossa experiência e também da equipe técnica do CREAS. Ele ficou interessado e me chamou para apresentar para a Comissão de Saúde, Assistência e Previdência Social da Câmara. Eles ficaram admirados com os nossos números e querem fazer em Joinville uma Casa de Passagem e vão se inspirar na campanha ‘Não dê esmola’”, conta.

A cidade, que é a maior do Estado, hoje faz rondas, tem um Centro POP (Centro Especializado em Pessoas em Situação de Rua) e dá passagens rodoviárias. As consultas médicas, caso os moradores de rua precisem, é feita apenas em um consultório de rua, já em Balneário os mendigos podem receber atendimento em qualquer unidade de saúde.

Resgate ajuda até em casos especiais

Uma situação diferente da usual do Resgate Social aconteceu no último final de semana. Um idoso de 80 anos foi despejado de casa, ele morava sozinho em Balneário Camboriú, e por decisão judicial perdeu o lugar onde vivia. Ele foi acolhido pelo ABRAÇO ao Idoso, mas o programa não conseguiu um lugar para ele ficar, e ele acabou indo para a Casa de Passagem. Junto da equipe técnica do CREAS, a Casa procurou a família dele. Ele ficou no local por 24h.

Porém, nesse período, Thiago conta que ele se recusou a se alimentar, a tomar remédio e passou mal, tendo que ser levado ao Hospital Municipal Ruth Cardoso. Lá ele foi medicado e passou o contato de duas sobrinhas, que moram em Curitiba. Ele tem um filho, que também mora na capital paranaense, mas este teria ‘resistido’ em acolher o pai.

“O levamos até a casa das sobrinhas, em Curitiba. Eles não tiveram contato nesses dois últimos anos. Foi emocionante, ele foi muito bem recebido. Para nós é muito importante realizar um encontro assim, mesmo não cabendo ao órgão, já que ele não estava em situação de rua, mas estava vulnerável. Abraçamos a causa e o ajudamos. O nosso foco sempre vai ser ajudar quem precisa da forma mais correta possível”, completa. 

Tiago (camisa clara à esquerda), na reunião com a Comissão de Saúde, Assistência e Previdência Social.

Idoso foi acolhido pelas sobrinhas de Curitiba, na foto com Tiago.


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Página 3
Divulgação PMBC
O idoso que teve que deixar sua casa.
O idoso que teve que deixar sua casa.

Resgate Social de Balneário Camboriú é destaque e inspiração em Joinville

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Sábado, 22/6/2019 10:18.

O Resgate Social de Balneário Camboriú foi destaque em Joinville. Na quarta-feira (19) o coordenador da Casa de Passagem (espécie de ‘albergue’ que acolhe as pessoas em situação de rua) esteve em Joinville, na Câmara de Vereadores, convidado pelo vereador Maurício Peixer. A ideia é que a cidade crie uma Casa de Passagem e adapte para sua realidade a campanha ‘Não dê esmola’, criada também pela prefeitura de Balneário.

Thiago salienta que a experiência foi gratificante e que entende que o trabalho vem sendo reconhecido, e que já é um ‘case de sucesso’.

“Reduzimos de 250 moradores de rua para 60 em Balneário Camboriú, e isso em apenas oito meses. Nosso objetivo é fazer a diferença e diminuir o máximo possível o número de pessoas em situação de rua na cidade, fazendo com que retornem para o mercado de trabalho e para suas famílias”, explica.

Em Joinville é bem diferente

A cidade tem hoje entre 800 e mil moradores de rua. O vereador Maurício Peixer, que já foi secretário de Inclusão Social da cidade, soube pelo Facebook sobre o trabalho realizado em Balneário e se interessou.

“Levei um relatório de experiência da nossa experiência e também da equipe técnica do CREAS. Ele ficou interessado e me chamou para apresentar para a Comissão de Saúde, Assistência e Previdência Social da Câmara. Eles ficaram admirados com os nossos números e querem fazer em Joinville uma Casa de Passagem e vão se inspirar na campanha ‘Não dê esmola’”, conta.

A cidade, que é a maior do Estado, hoje faz rondas, tem um Centro POP (Centro Especializado em Pessoas em Situação de Rua) e dá passagens rodoviárias. As consultas médicas, caso os moradores de rua precisem, é feita apenas em um consultório de rua, já em Balneário os mendigos podem receber atendimento em qualquer unidade de saúde.

Resgate ajuda até em casos especiais

Uma situação diferente da usual do Resgate Social aconteceu no último final de semana. Um idoso de 80 anos foi despejado de casa, ele morava sozinho em Balneário Camboriú, e por decisão judicial perdeu o lugar onde vivia. Ele foi acolhido pelo ABRAÇO ao Idoso, mas o programa não conseguiu um lugar para ele ficar, e ele acabou indo para a Casa de Passagem. Junto da equipe técnica do CREAS, a Casa procurou a família dele. Ele ficou no local por 24h.

Porém, nesse período, Thiago conta que ele se recusou a se alimentar, a tomar remédio e passou mal, tendo que ser levado ao Hospital Municipal Ruth Cardoso. Lá ele foi medicado e passou o contato de duas sobrinhas, que moram em Curitiba. Ele tem um filho, que também mora na capital paranaense, mas este teria ‘resistido’ em acolher o pai.

“O levamos até a casa das sobrinhas, em Curitiba. Eles não tiveram contato nesses dois últimos anos. Foi emocionante, ele foi muito bem recebido. Para nós é muito importante realizar um encontro assim, mesmo não cabendo ao órgão, já que ele não estava em situação de rua, mas estava vulnerável. Abraçamos a causa e o ajudamos. O nosso foco sempre vai ser ajudar quem precisa da forma mais correta possível”, completa. 

Tiago (camisa clara à esquerda), na reunião com a Comissão de Saúde, Assistência e Previdência Social.

Idoso foi acolhido pelas sobrinhas de Curitiba, na foto com Tiago.


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