Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Geral
Rosan da Rocha analisa os 100 primeiros dias a frente da secretaria do Idoso

Quinta, 13/6/2019 11:12.
Renata Rutes

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O promotor aposentado Rosan da Rocha está há pouco mais de 100 dias comandando a secretaria da Pessoa Idosa (SPI) e já realizou algumas mudanças por lá, principalmente referentes a busca pelos direitos dos idosos (como fila de espera na saúde, por exemplo).

Outra conquista foi o decreto da carteirinha do idoso, o documento é regido por lei municipal e agora é oficial em toda a extensão da cidade, podendo ser utilizado para comprovação de idade.

Rosan salienta que o centro de convivência que a secretaria sempre prezou, com oficinas culturais e de saúde física, continuam, mas que o número realmente diminuiu.

A prefeitura já chegou a divulgar que funcionavam mais de 80, mas segundo o secretário isso nunca realmente aconteceu. Durante a reportagem do Página 3 estava acontecendo um bingo, organizado pelos próprios idosos.

“Temos oficinas de aprendizado e palestras e atividades de relacionamento, mas é primordial que a secretaria se preocupe em levar as suas atividades até os idosos nos bairros, não focando apenas no Centro”, diz.

O secretário lembra que também considera importante trabalhar em cima dos direitos dos idosos, para saber se eles vêm sendo cumpridos. Ele diz que está focando em atender as maiores necessidades dos idosos, que são relacionadas à saúde, com as filas de espera, além de oportunidade emprego e moradia digna.

“Estamos fazendo várias reuniões para tratar disso. Já conversei com o Sinduscon (Sindicato da Construção Civil), com a secretaria de Saúde para diminuir as filas. Também estamos trabalhando para melhorar o Lar dos Idosos, e poder atender os mais necessitados. Essas são as nossas prioridades, e não só fazer da secretaria um centro de convivência e oficinas de voluntários. Queremos fazer algo que fique para as próximas gestões e não só festas e passeios. Não podemos mascarar o que é essencial”, salienta.

Sobre os voluntários, que atuavam na secretaria ministrando aulas aos idosos, Rosan disse que nem todos cumpriam com o acordo e as oficinas ‘iniciavam hoje e amanhã não existiam mais’, deixando os idosos frustrados.

“Temos oficinas hoje de Educação Física, reiki, pilates e palestras sobre prevenção de queda, cuidados com a demência... situações que eles podem vivenciar. Tem também aula de canto, de violão, onde eles podem ter uma saúde melhor. Já foi comprovado cientificamente que isso ajuda na velhice. Queremos pessoas capacitadas e que se dediquem, que saibam que tem um compromisso, se não fica algo efêmero. Por exemplo, a professora de Educação Física é contratada da prefeitura e cumpre hora aqui”, acrescenta.

ABRAÇO ao Idoso

O programa ABRAÇO ao Idoso surgiu quando Rosan ainda atuava como promotor, em parceria com a prefeitura, idealizado pela então secretária Christina Barichello, que agora comanda a Inclusão Social.

O objetivo é auxiliar idosos em situações de maus tratos e que possam estar passando por problemas psicológicos. “Infelizmente temos muitos casos em Balneário, principalmente de abandono e violência financeira (casos de parentes que pegam a aposentadoria do idoso, por exemplo). E claro, há também a violência psicológica. São situações de emergência, podem até virar caso de polícia. Estamos indo até os pontos de denúncia, se preciso retiramos o idoso do local de risco e ele fica no Lar dos Idosos. Se for sem perigo, ele retorna para casa. É um programa essencial, mas também precisa de ajustes. Queremos oficializar o programa junto à Câmara de Vereadores, para termos recursos e também para poder contratar profissionais da saúde, como enfermeiros”, comenta.

Os ajustes também envolvem levar o programa aos bairros, para que mais idosos o conheçam. Junto da equipe do ABRAÇO, Rosan está levando o Núcleo de Atenção ao Idoso (NAI), com objetivo de divulgar os atendimentos feitos para os 60+.

“Muitos não sabem a respeito das atividades que fazemos, por isso precisamos trabalhar mais intensamente nessa divulgação. Não adianta focar só no Centro, e eu não quero que seja só para eles. Também havia pessoas com menos de 60 anos que frequentavam a secretaria, e isso também não pode mais acontecer, pois acabavam tirando a vaga de um idoso que realmente precisa”, afirma. 


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Página 3
Renata Rutes

Rosan da Rocha analisa os 100 primeiros dias a frente da secretaria do Idoso

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Quinta, 13/6/2019 11:12.

O promotor aposentado Rosan da Rocha está há pouco mais de 100 dias comandando a secretaria da Pessoa Idosa (SPI) e já realizou algumas mudanças por lá, principalmente referentes a busca pelos direitos dos idosos (como fila de espera na saúde, por exemplo).

Outra conquista foi o decreto da carteirinha do idoso, o documento é regido por lei municipal e agora é oficial em toda a extensão da cidade, podendo ser utilizado para comprovação de idade.

Rosan salienta que o centro de convivência que a secretaria sempre prezou, com oficinas culturais e de saúde física, continuam, mas que o número realmente diminuiu.

A prefeitura já chegou a divulgar que funcionavam mais de 80, mas segundo o secretário isso nunca realmente aconteceu. Durante a reportagem do Página 3 estava acontecendo um bingo, organizado pelos próprios idosos.

“Temos oficinas de aprendizado e palestras e atividades de relacionamento, mas é primordial que a secretaria se preocupe em levar as suas atividades até os idosos nos bairros, não focando apenas no Centro”, diz.

O secretário lembra que também considera importante trabalhar em cima dos direitos dos idosos, para saber se eles vêm sendo cumpridos. Ele diz que está focando em atender as maiores necessidades dos idosos, que são relacionadas à saúde, com as filas de espera, além de oportunidade emprego e moradia digna.

“Estamos fazendo várias reuniões para tratar disso. Já conversei com o Sinduscon (Sindicato da Construção Civil), com a secretaria de Saúde para diminuir as filas. Também estamos trabalhando para melhorar o Lar dos Idosos, e poder atender os mais necessitados. Essas são as nossas prioridades, e não só fazer da secretaria um centro de convivência e oficinas de voluntários. Queremos fazer algo que fique para as próximas gestões e não só festas e passeios. Não podemos mascarar o que é essencial”, salienta.

Sobre os voluntários, que atuavam na secretaria ministrando aulas aos idosos, Rosan disse que nem todos cumpriam com o acordo e as oficinas ‘iniciavam hoje e amanhã não existiam mais’, deixando os idosos frustrados.

“Temos oficinas hoje de Educação Física, reiki, pilates e palestras sobre prevenção de queda, cuidados com a demência... situações que eles podem vivenciar. Tem também aula de canto, de violão, onde eles podem ter uma saúde melhor. Já foi comprovado cientificamente que isso ajuda na velhice. Queremos pessoas capacitadas e que se dediquem, que saibam que tem um compromisso, se não fica algo efêmero. Por exemplo, a professora de Educação Física é contratada da prefeitura e cumpre hora aqui”, acrescenta.

ABRAÇO ao Idoso

O programa ABRAÇO ao Idoso surgiu quando Rosan ainda atuava como promotor, em parceria com a prefeitura, idealizado pela então secretária Christina Barichello, que agora comanda a Inclusão Social.

O objetivo é auxiliar idosos em situações de maus tratos e que possam estar passando por problemas psicológicos. “Infelizmente temos muitos casos em Balneário, principalmente de abandono e violência financeira (casos de parentes que pegam a aposentadoria do idoso, por exemplo). E claro, há também a violência psicológica. São situações de emergência, podem até virar caso de polícia. Estamos indo até os pontos de denúncia, se preciso retiramos o idoso do local de risco e ele fica no Lar dos Idosos. Se for sem perigo, ele retorna para casa. É um programa essencial, mas também precisa de ajustes. Queremos oficializar o programa junto à Câmara de Vereadores, para termos recursos e também para poder contratar profissionais da saúde, como enfermeiros”, comenta.

Os ajustes também envolvem levar o programa aos bairros, para que mais idosos o conheçam. Junto da equipe do ABRAÇO, Rosan está levando o Núcleo de Atenção ao Idoso (NAI), com objetivo de divulgar os atendimentos feitos para os 60+.

“Muitos não sabem a respeito das atividades que fazemos, por isso precisamos trabalhar mais intensamente nessa divulgação. Não adianta focar só no Centro, e eu não quero que seja só para eles. Também havia pessoas com menos de 60 anos que frequentavam a secretaria, e isso também não pode mais acontecer, pois acabavam tirando a vaga de um idoso que realmente precisa”, afirma. 


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