Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Geral
Venezuela retirou veículos blindados da fronteira em Roraima, diz governo do Brasil

Guaidó diz que não descarta pedir intervenção militar estrangeira na Venezuela

Segunda, 25/2/2019 6:38.

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GUSTAVO URIBE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministério da Defesa informou na noite deste domingo (24) que negociou com as forças militares da Venezuela a retirada de veículos blindados da fronteira entre os dois países.

Em nota, o governo brasileiro informou que, após conversas com o país vizinho, chegou-se à conclusão que a presença do aparato militar na barreira montada pelos venezuelanos é inconveniente.

Neste domingo (24), foram registrados novos confrontos na cidade de Pacaraima (RR), na fronteira com a Venezuela. Um grupo de venezuelanos arremessou pedras e e colocou fogo em pneus na tentativa de cruzar para o Brasil.

Os militares venezuelanos responderam com gás lacrimogêneo e balas de borracha, aproximando-se da linha da fronteira. As bombas atingiram os manifestantes e jornalistas que estavam na região.

O Exército brasileiro retirou manifestantes do local e montou um cordão de isolamento para evitar novos distúrbios. "O Ministério da Defesa intercedeu para que novos incidentes não voltem a se repetir", registrou a nota oficial.

O governo de Jair Bolsonaro disse ainda que, agora à noite, a situação é de normalidade na faixa de fronteira e que as viaturas que transportariam alimentos e remédios para o país vizinho aguardam em Pacaraima até que seja autorizado o acesso.

O sábado (23) foi marcado por confrontos nas fronteiras da Venezuela com Brasil e Colômbia quando caminhões e manifestantes tentaram romper os bloqueios militares para fazer entrar a ajuda humanitária. 

Guaidó diz que não descarta pedir intervenção militar estrangeira na Venezuela
SYLVIA COLOMBO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Juan Guaidó, que se declarou presidente interino da Venezuela, jogou mais lenha na fogueira em seu avanço contra a ditadura de Nicolás Maduro, quando no sábado (23) à noite, declarou via redes sociais que: "os acontecimentos de hoje me obrigam a tomar uma decisão: sugerir à comunidade internacional de maneira formal que devemos ter abertas todas as opções para conseguir a libertação desta pátria que luta e seguirá lutando."

Indagado pela Folha de S.Paulo, em entrevista por telefone, neste domingo (24), sobre se estava fazendo referência a uma possível intervenção militar, Guaidó respondeu: "eu quis dizer exatamente isso, que devemos considerar todas as opções. A Constituição venezuelana dá à Assembleia Nacional o direito de solicitar apoio desse tipo. Não é o que buscamos, mas é uma possibilidade que, responsavelmente, não podemos descartar dada a atitude das forças e interesses que sustentam a usurpação na Venezuela."

Recém-chegado a Bogotá, onde participa, nesta segunda-feira (25), da reunião do Grupo de Lima, com chanceleres e representantes dos países membros –pelo Brasil estará presente o vice-presidente Hamilton Mourão– Guaidó disse não temer como irá voltar à Venezuela.

Afirmou ter entrado na Colômbia com ajuda de militares que apoiam sua causa e que o número deles vem crescendo, e que não teme como será o retorno. Voltou a elogiar os oficiais que aproveitaram a confusão do último sábado para desertar do Exército venezuelano. Cerca de 60 oficiais ficaram na Colômbia.

"Eles fizeram a coisa certa e queria alentar que outros o seguissem. Me disseram que o fizeram por suas famílias e pelo país e terão anistia". E acrescentou: "Tivemos uma oportunidade única de fazer entrar em nosso país alimentos e remédios de que nossa população tanto precisa, e isso foi impedido, houve feridos e mortos. É uma lástima desperdiçar a oportunidade de um país que precisa dessas coisas. Mas é preciso seguir adiante."

Indagado sobre o papel do Brasil nas tentativas do sábado, Guaidó respondeu: "O governo do Brasil fez tudo o que pôde apoiando a entrada da ajuda humanitária, e o fez corretamente, sem ingressar no território da Venezuela. Estou muito agradecido. Além disso, o Brasil foi testemunha da repressão brutal que as forças que respondem a Maduro cometeu contra a população venezuelana da fronteira, especialmente contra a população indígena dos Pemón", disse, referindo-se aos mortos e feridos no enfrentamento. "Estes crimes que estão sendo cometidos pela ditadura são terríveis, não podem e não ficarão impunes."


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Venezuela retirou veículos blindados da fronteira em Roraima, diz governo do Brasil

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Segunda, 25/2/2019 6:38.

GUSTAVO URIBE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministério da Defesa informou na noite deste domingo (24) que negociou com as forças militares da Venezuela a retirada de veículos blindados da fronteira entre os dois países.

Em nota, o governo brasileiro informou que, após conversas com o país vizinho, chegou-se à conclusão que a presença do aparato militar na barreira montada pelos venezuelanos é inconveniente.

Neste domingo (24), foram registrados novos confrontos na cidade de Pacaraima (RR), na fronteira com a Venezuela. Um grupo de venezuelanos arremessou pedras e e colocou fogo em pneus na tentativa de cruzar para o Brasil.

Os militares venezuelanos responderam com gás lacrimogêneo e balas de borracha, aproximando-se da linha da fronteira. As bombas atingiram os manifestantes e jornalistas que estavam na região.

O Exército brasileiro retirou manifestantes do local e montou um cordão de isolamento para evitar novos distúrbios. "O Ministério da Defesa intercedeu para que novos incidentes não voltem a se repetir", registrou a nota oficial.

O governo de Jair Bolsonaro disse ainda que, agora à noite, a situação é de normalidade na faixa de fronteira e que as viaturas que transportariam alimentos e remédios para o país vizinho aguardam em Pacaraima até que seja autorizado o acesso.

O sábado (23) foi marcado por confrontos nas fronteiras da Venezuela com Brasil e Colômbia quando caminhões e manifestantes tentaram romper os bloqueios militares para fazer entrar a ajuda humanitária. 

Guaidó diz que não descarta pedir intervenção militar estrangeira na Venezuela
SYLVIA COLOMBO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Juan Guaidó, que se declarou presidente interino da Venezuela, jogou mais lenha na fogueira em seu avanço contra a ditadura de Nicolás Maduro, quando no sábado (23) à noite, declarou via redes sociais que: "os acontecimentos de hoje me obrigam a tomar uma decisão: sugerir à comunidade internacional de maneira formal que devemos ter abertas todas as opções para conseguir a libertação desta pátria que luta e seguirá lutando."

Indagado pela Folha de S.Paulo, em entrevista por telefone, neste domingo (24), sobre se estava fazendo referência a uma possível intervenção militar, Guaidó respondeu: "eu quis dizer exatamente isso, que devemos considerar todas as opções. A Constituição venezuelana dá à Assembleia Nacional o direito de solicitar apoio desse tipo. Não é o que buscamos, mas é uma possibilidade que, responsavelmente, não podemos descartar dada a atitude das forças e interesses que sustentam a usurpação na Venezuela."

Recém-chegado a Bogotá, onde participa, nesta segunda-feira (25), da reunião do Grupo de Lima, com chanceleres e representantes dos países membros –pelo Brasil estará presente o vice-presidente Hamilton Mourão– Guaidó disse não temer como irá voltar à Venezuela.

Afirmou ter entrado na Colômbia com ajuda de militares que apoiam sua causa e que o número deles vem crescendo, e que não teme como será o retorno. Voltou a elogiar os oficiais que aproveitaram a confusão do último sábado para desertar do Exército venezuelano. Cerca de 60 oficiais ficaram na Colômbia.

"Eles fizeram a coisa certa e queria alentar que outros o seguissem. Me disseram que o fizeram por suas famílias e pelo país e terão anistia". E acrescentou: "Tivemos uma oportunidade única de fazer entrar em nosso país alimentos e remédios de que nossa população tanto precisa, e isso foi impedido, houve feridos e mortos. É uma lástima desperdiçar a oportunidade de um país que precisa dessas coisas. Mas é preciso seguir adiante."

Indagado sobre o papel do Brasil nas tentativas do sábado, Guaidó respondeu: "O governo do Brasil fez tudo o que pôde apoiando a entrada da ajuda humanitária, e o fez corretamente, sem ingressar no território da Venezuela. Estou muito agradecido. Além disso, o Brasil foi testemunha da repressão brutal que as forças que respondem a Maduro cometeu contra a população venezuelana da fronteira, especialmente contra a população indígena dos Pemón", disse, referindo-se aos mortos e feridos no enfrentamento. "Estes crimes que estão sendo cometidos pela ditadura são terríveis, não podem e não ficarão impunes."


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