Jornal Página 3

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Uber e outras 10 empresas entregam planos para operar patinete em SP
Divulgação

Terça, 19/2/2019 6:32.

ANA ESTELA DE SOUSA PINTO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Onze empresas, dentre elas a gigante americana Uber, entregaram nesta segunda (18) documentos para operar sistemas de patinetes elétricas compartilhadas na cidade de São Paulo. A reportagem apurou que, juntas, elas manifestaram interesse de operar mais de 100 mil veículos na cidade.

Isso não significa que haverá uma invasão dos veículos pelas vias paulistanas. Neste passo, as empresas informaram à prefeitura, isoladamente, quais são seus planos: quantas patinetes gostariam de implantar, em que prazos em que áreas. A partir de agora, a Prefeitura e as interessadas vão elaborar regras de circulação e também recalcular os números, conforme forem sendo conhecidos os volumes de oferta em cada área da cidade.

As empresas que apresentaram documentação para habilitação e se comprometeram a implantar medidas de segurança e manutenção das patinetes foram Uber, Yellow, Grin, Trunfo, Tembici, Serttel, Bird, FlipOn, Lime, Scoo, e Mobileasy.

São companhias de diferentes portes, de gigantes como Uber e Grow (associação entre Yellow e Grin anunciada neste ano) a empresas pequenas como a Mobileasy.

Isso permite a oferta de serviços diferentes -por exemplo, o sistema de compartilhamento de patinetes já estudado em grandes condomínios e bairros planejados, como o Jardim das Perdizes, na zona oeste paulistana, que pode ser feito por firmas menores.

A previsão é que o processo de regulamentação do uso das patinetes leve cerca de três meses. Enquanto não há regulamentação municipal específica, vale resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que permite o tráfego em ciclovias e ciclofaixas a no máximo 20 km/h, e em calçadas, com velocidade máxima de 6 km/h.

O uso também é permitido na pista de rolamento, na faixa da direita, no mesmo sentido do dos carros.

A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes defende que o tráfego seja proibido nas calçadas e a velocidade nas ciclovias, reduzida.

No processo de regulamentação, a prefeitura também vai determinar a base mínima de tecnologia e segurança que as empresas precisarão ter para operar as patinetes em São Paulo.

As empresas estão interessadas em um mercado que pode chegar a até 15 milhões de deslocamentos por dia, afirma o vereador Police Neto (PSD), que coordena estudos e projetos sobre micromobilidade em São Paulo.

O cálculo é feito a partir de levantamento do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), que levantou os percursos de menos de 5 km realizados diariamente por pessoas com idade entre 18 e 55 anos -percursos estes que teriam potencial para serem feitos de bicicleta ou patinete.

O estudo indica que 53% dos cerca de 40 milhões de deslocamentos diários na cidade podem ser "cicláveis". As patinetes, porém, vão disputar esse mercado com outras opções, como bicicletas mecânicas, bicicletas elétricas e mesmo aplicativos que ofereçam viagens mais baratas nesses percursos mais curtos.

Com base no custo de operação de cada patinete e no número de funcionários necessários para cada volume de veículos operados, Police Neto estima que, se as 100 mil patinetes forem instaladas, isso representaria um investimento de R$ 500 milhões em dois anos e a criação de ao menos 5.000 empregos.

"O importante é que São Paulo passou a ser atrativa para esses investimentos, não só por ter milhões de habitantes, mas por estudar a micromobilidade e criar condições para que outros sistemas apareçam", diz o vereador, que nesta semana aprovou na Câmara a inclusão do "desenvolvimento de mobilidade sustentável" nas atribuições da Secretaria dos Transportes.

Também está aberto a consulta pública projeto de lei que organiza os serviços de compartilhamento para integrá-los à rede tradicional de transportes, incluindo terminais de ônibus e estações de trem e metrô.

O texto autoriza o poder público a criar convênios público-privados para melhorar e ampliar ciclovias e ciclofaixas e estabelece diretrizes para que o município receba contrapartida pelo uso comercial do espaço público. 

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Página 3

Uber e outras 10 empresas entregam planos para operar patinete em SP

Divulgação

Publicidade

Terça, 19/2/2019 6:32.

ANA ESTELA DE SOUSA PINTO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Onze empresas, dentre elas a gigante americana Uber, entregaram nesta segunda (18) documentos para operar sistemas de patinetes elétricas compartilhadas na cidade de São Paulo. A reportagem apurou que, juntas, elas manifestaram interesse de operar mais de 100 mil veículos na cidade.

Isso não significa que haverá uma invasão dos veículos pelas vias paulistanas. Neste passo, as empresas informaram à prefeitura, isoladamente, quais são seus planos: quantas patinetes gostariam de implantar, em que prazos em que áreas. A partir de agora, a Prefeitura e as interessadas vão elaborar regras de circulação e também recalcular os números, conforme forem sendo conhecidos os volumes de oferta em cada área da cidade.

As empresas que apresentaram documentação para habilitação e se comprometeram a implantar medidas de segurança e manutenção das patinetes foram Uber, Yellow, Grin, Trunfo, Tembici, Serttel, Bird, FlipOn, Lime, Scoo, e Mobileasy.

São companhias de diferentes portes, de gigantes como Uber e Grow (associação entre Yellow e Grin anunciada neste ano) a empresas pequenas como a Mobileasy.

Isso permite a oferta de serviços diferentes -por exemplo, o sistema de compartilhamento de patinetes já estudado em grandes condomínios e bairros planejados, como o Jardim das Perdizes, na zona oeste paulistana, que pode ser feito por firmas menores.

A previsão é que o processo de regulamentação do uso das patinetes leve cerca de três meses. Enquanto não há regulamentação municipal específica, vale resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que permite o tráfego em ciclovias e ciclofaixas a no máximo 20 km/h, e em calçadas, com velocidade máxima de 6 km/h.

O uso também é permitido na pista de rolamento, na faixa da direita, no mesmo sentido do dos carros.

A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes defende que o tráfego seja proibido nas calçadas e a velocidade nas ciclovias, reduzida.

No processo de regulamentação, a prefeitura também vai determinar a base mínima de tecnologia e segurança que as empresas precisarão ter para operar as patinetes em São Paulo.

As empresas estão interessadas em um mercado que pode chegar a até 15 milhões de deslocamentos por dia, afirma o vereador Police Neto (PSD), que coordena estudos e projetos sobre micromobilidade em São Paulo.

O cálculo é feito a partir de levantamento do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), que levantou os percursos de menos de 5 km realizados diariamente por pessoas com idade entre 18 e 55 anos -percursos estes que teriam potencial para serem feitos de bicicleta ou patinete.

O estudo indica que 53% dos cerca de 40 milhões de deslocamentos diários na cidade podem ser "cicláveis". As patinetes, porém, vão disputar esse mercado com outras opções, como bicicletas mecânicas, bicicletas elétricas e mesmo aplicativos que ofereçam viagens mais baratas nesses percursos mais curtos.

Com base no custo de operação de cada patinete e no número de funcionários necessários para cada volume de veículos operados, Police Neto estima que, se as 100 mil patinetes forem instaladas, isso representaria um investimento de R$ 500 milhões em dois anos e a criação de ao menos 5.000 empregos.

"O importante é que São Paulo passou a ser atrativa para esses investimentos, não só por ter milhões de habitantes, mas por estudar a micromobilidade e criar condições para que outros sistemas apareçam", diz o vereador, que nesta semana aprovou na Câmara a inclusão do "desenvolvimento de mobilidade sustentável" nas atribuições da Secretaria dos Transportes.

Também está aberto a consulta pública projeto de lei que organiza os serviços de compartilhamento para integrá-los à rede tradicional de transportes, incluindo terminais de ônibus e estações de trem e metrô.

O texto autoriza o poder público a criar convênios público-privados para melhorar e ampliar ciclovias e ciclofaixas e estabelece diretrizes para que o município receba contrapartida pelo uso comercial do espaço público. 

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade