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Voos livres estão interrompidos no Morro do Careca, procuradoria de Balneário Camboriú diz que vai licitar o espaço

Sexta, 16/8/2019 16:21.
Divulgação

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A prática de voo livre no Morro do Careca está interrompida por decisão judicial. A juíza Adriana Lisbôa, da Vara da Fazenda Pública, concedeu uma liminar a pedido do Ministério Público e a tendência é que o local só volte a ser ocupado após uma licitação, que deve ser feita pela prefeitura de Balneário Camboriú.

Desde 2010 a Associação de Voo Livre do Morro do Careca (Amca) tomava conta do espaço com base em um Termo de Ajuste de Conduta (TAC).

O governo municipal tentou pedir mais prazo para a juíza Adriana, mas ela não aceitou. O Procurador de Balneário Camboriú, Diego Montibeler, explica que a prefeitura então acatou a decisão judicial, que demandava a desocupação imediata do Morro do Careca.

“Por isso recolhemos o alvará da Amca. Agora há prazo para realizar eventuais recursos, mas a determinação é para fazermos licitação e assim faremos. No momento a prática de voo livre está interrompida”, diz.

O instrutor de voo livre e presidente da Amca, Dualcei Silva, o Du, disse que não estão fazendo voos no local, mas que há uma ação proativa pedindo a volta.

“É uma questão de tempo”, analisa.

O advogado da associação, Mário Clivati Neto, relembra que há uma ação civil pública que pede a desocupação do Morro do Careca desde 2018, feita pelo então promotor Rosan da Rocha, que se aposentou e hoje é o secretário da Pessoa Idosa de Balneário Camboriú.

“É interesse da Amca licitar o local, somos a favor. A entidade é sem fins lucrativos e estava lá até agora por conta do TAC. Saímos de lá porque não queremos compactuar com nenhuma ilegalidade”, diz.

Clivati salienta que até então a Amca, além de administrar os voos livres, também cuidava do local, e que agora a prefeitura teve que colocar dois guardas municipais para fazer a segurança na parte de dia e um guarda terceirizado para o período noturno.

“É um local perigoso e que precisa de atenção. A Amca cuidava, mas agora a prefeitura precisou colocar seguranças lá”, acrescenta.

O advogado lembra ainda que a associação respeita a decisão judicial e diz que quem estiver voando no local é por conta própria, sem nenhuma ligação com a entidade.

“A Amca não tem culpa que até hoje não foi feita a licitação, isso depende do poder público. Por conta disso não há uma data certa para a volta dos voos, porque a Amca realmente não tem interesse em participar de algo ilegal”, completa.


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Voos livres estão interrompidos no Morro do Careca, procuradoria de Balneário Camboriú diz que vai licitar o espaço

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A prática de voo livre no Morro do Careca está interrompida por decisão judicial. A juíza Adriana Lisbôa, da Vara da Fazenda Pública, concedeu uma liminar a pedido do Ministério Público e a tendência é que o local só volte a ser ocupado após uma licitação, que deve ser feita pela prefeitura de Balneário Camboriú.

Desde 2010 a Associação de Voo Livre do Morro do Careca (Amca) tomava conta do espaço com base em um Termo de Ajuste de Conduta (TAC).

O governo municipal tentou pedir mais prazo para a juíza Adriana, mas ela não aceitou. O Procurador de Balneário Camboriú, Diego Montibeler, explica que a prefeitura então acatou a decisão judicial, que demandava a desocupação imediata do Morro do Careca.

“Por isso recolhemos o alvará da Amca. Agora há prazo para realizar eventuais recursos, mas a determinação é para fazermos licitação e assim faremos. No momento a prática de voo livre está interrompida”, diz.

O instrutor de voo livre e presidente da Amca, Dualcei Silva, o Du, disse que não estão fazendo voos no local, mas que há uma ação proativa pedindo a volta.

“É uma questão de tempo”, analisa.

O advogado da associação, Mário Clivati Neto, relembra que há uma ação civil pública que pede a desocupação do Morro do Careca desde 2018, feita pelo então promotor Rosan da Rocha, que se aposentou e hoje é o secretário da Pessoa Idosa de Balneário Camboriú.

“É interesse da Amca licitar o local, somos a favor. A entidade é sem fins lucrativos e estava lá até agora por conta do TAC. Saímos de lá porque não queremos compactuar com nenhuma ilegalidade”, diz.

Clivati salienta que até então a Amca, além de administrar os voos livres, também cuidava do local, e que agora a prefeitura teve que colocar dois guardas municipais para fazer a segurança na parte de dia e um guarda terceirizado para o período noturno.

“É um local perigoso e que precisa de atenção. A Amca cuidava, mas agora a prefeitura precisou colocar seguranças lá”, acrescenta.

O advogado lembra ainda que a associação respeita a decisão judicial e diz que quem estiver voando no local é por conta própria, sem nenhuma ligação com a entidade.

“A Amca não tem culpa que até hoje não foi feita a licitação, isso depende do poder público. Por conta disso não há uma data certa para a volta dos voos, porque a Amca realmente não tem interesse em participar de algo ilegal”, completa.


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