Jornal Página 3
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Caminhada protesta violência e indignação contra o brutal assassinato da advogada Lucimara Stasiak

Manifestação será neste sábado (6) na praça Tamandaré

Sábado, 6/4/2019 8:40.
Arquivo Pessoal
Lucimara Stasiak

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A Comissão da Mulher Advogada com apoio da OABC, da Caixa de Assistência (CAASC) e do projeto ‘OAB por Elas’ convida a população para participar da Caminhada em Protesto à Violência contra as mulheres e de apoio à família de Lucimara Stasiak, 30, assassinada há nove dias pelo companheiro Paulo de Carvalho Souza, no apartamento em que o casal morava, no centro de Balneário Camboriú.

A concentração será às 16h30, na Rua 2000 esquina com avenida Atlântica. Dali seguirá até a Praça Tamandaré, onde acontecerão os atos da manifestação.

O presidente da OAB/BC, Shames de Oliveira definiu como ‘um ato de pesar’ pela trágica morte de Lucimara.

“Também pelo apoio irrestrito que prestamos para a família de Lucimara, principalmente através da Caixa de Assistência dos Advogados de Santa Catarina (CAASC) e com este ato queremos despertar o interesse da população e das autoridades sobre a violência contra as mulheres”, disse.

A presidente da Comissão da Comissão da Mulher Advogada de Balneário Camboriú, Carla Mansur disse que espera maciça participação, porque o momento pede mudanças e conscientização com urgência, porque em um ano os casos de feminicídio dobraram em Santa Catarina.

“Lucimara era nossa colega de profissão, participava ativamente na instituição, decidimos protestar por esse crime chocante e pelos números de violência que só aumentam”, declarou.

Lucimara formou-se em Direito em Blumenau, onde foi criada pela tia e pela avó materna. Trabalhou como advogada em Florianópolis, onde fazia parte do Conselho Estadual do Jovem Advogado e há alguns meses veio para Balneário Camboriú para morar com o namorado e também advogado que tirou sua vida. Aqui, o casal participava do grupo de corrida da CAASC.

Mudanças

Carla disse que o ato servirá para pedir políticas públicas que funcionem e que as leis de proteção à mulher saiam da teoria.

“Precisamos que a polícia acolha de forma correta a mulher que vai denunciar, precisamos que o judiciário possa ser ágil no uso das medidas protetivas, para que a mulher acredite na única solução que vai ajudá-la: a denúncia do seu agressor”, afirmou Carla.

Também é preciso que a sociedade tome consciência e participe destas mudanças.

“Tem que acabar com aquela máxima de que em briga de marido e mulher não se mete a colher...mete sim, tem que interferir sim, chamar ajuda sim, porque até chegar em uma violência física, ela já passou por violência psicológica, financeira e outras”, segue Carla.

Banalização

Nos atos de protestos também será tratada a questão da ‘banalização’ da vida.

“As mulheres estão crescendo dentro da sociedade em todos os aspectos e isso gera em muitos homens um sentimento de inferioridade, infelizmente essa cultura machista ainda está presente em muitos desses casos”, resumiu.

Sinal de luto

Os organizadores pedem que todos vistam roupas pretas em sinal de luto e levem uma rosa branca, se puderem, como sinal de paz. “Mas o importante mesmo é participar, estar lá”, convidou.


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Página 3

Caminhada protesta violência e indignação contra o brutal assassinato da advogada Lucimara Stasiak

Arquivo Pessoal
Lucimara Stasiak
Lucimara Stasiak

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Sábado, 6/4/2019 8:40.

A Comissão da Mulher Advogada com apoio da OABC, da Caixa de Assistência (CAASC) e do projeto ‘OAB por Elas’ convida a população para participar da Caminhada em Protesto à Violência contra as mulheres e de apoio à família de Lucimara Stasiak, 30, assassinada há nove dias pelo companheiro Paulo de Carvalho Souza, no apartamento em que o casal morava, no centro de Balneário Camboriú.

A concentração será às 16h30, na Rua 2000 esquina com avenida Atlântica. Dali seguirá até a Praça Tamandaré, onde acontecerão os atos da manifestação.

O presidente da OAB/BC, Shames de Oliveira definiu como ‘um ato de pesar’ pela trágica morte de Lucimara.

“Também pelo apoio irrestrito que prestamos para a família de Lucimara, principalmente através da Caixa de Assistência dos Advogados de Santa Catarina (CAASC) e com este ato queremos despertar o interesse da população e das autoridades sobre a violência contra as mulheres”, disse.

A presidente da Comissão da Comissão da Mulher Advogada de Balneário Camboriú, Carla Mansur disse que espera maciça participação, porque o momento pede mudanças e conscientização com urgência, porque em um ano os casos de feminicídio dobraram em Santa Catarina.

“Lucimara era nossa colega de profissão, participava ativamente na instituição, decidimos protestar por esse crime chocante e pelos números de violência que só aumentam”, declarou.

Lucimara formou-se em Direito em Blumenau, onde foi criada pela tia e pela avó materna. Trabalhou como advogada em Florianópolis, onde fazia parte do Conselho Estadual do Jovem Advogado e há alguns meses veio para Balneário Camboriú para morar com o namorado e também advogado que tirou sua vida. Aqui, o casal participava do grupo de corrida da CAASC.

Mudanças

Carla disse que o ato servirá para pedir políticas públicas que funcionem e que as leis de proteção à mulher saiam da teoria.

“Precisamos que a polícia acolha de forma correta a mulher que vai denunciar, precisamos que o judiciário possa ser ágil no uso das medidas protetivas, para que a mulher acredite na única solução que vai ajudá-la: a denúncia do seu agressor”, afirmou Carla.

Também é preciso que a sociedade tome consciência e participe destas mudanças.

“Tem que acabar com aquela máxima de que em briga de marido e mulher não se mete a colher...mete sim, tem que interferir sim, chamar ajuda sim, porque até chegar em uma violência física, ela já passou por violência psicológica, financeira e outras”, segue Carla.

Banalização

Nos atos de protestos também será tratada a questão da ‘banalização’ da vida.

“As mulheres estão crescendo dentro da sociedade em todos os aspectos e isso gera em muitos homens um sentimento de inferioridade, infelizmente essa cultura machista ainda está presente em muitos desses casos”, resumiu.

Sinal de luto

Os organizadores pedem que todos vistam roupas pretas em sinal de luto e levem uma rosa branca, se puderem, como sinal de paz. “Mas o importante mesmo é participar, estar lá”, convidou.


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