Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Geral
MP intima IMA em investigação sobre licença fraudulenta ao BC Port

Terreno que não faz parte do projeto foi incluído indevidamente

Quinta, 11/4/2019 7:58.
Reprodução.
BC Port foi notificado em setembro de 2017 por usar informação falsa sobre estacionamento.

Publicidade

O promotor-curador do meio ambiente em Balneário Camboriú, Isaac Sabbá Guimarães, requisitou ao Instituto do Meio Ambiente, IMA (ex-Fatma), que explique o motivo da licença ambiental para o BC  Port considerar um terreno que não pertence àquela empresa que pretende construir um porto para navios de turismo no prolongamento do molhe da Barra Sul.

O terreno pertence à construtora FG, mas no licenciamento ambiental o BC Port alega que ali será o estacionamento de automóveis e ônibus para o complexo que prevê um porto, um hotel e um shopping no espelho d´água da foz do rio Camboriú.

 

Desde 2017 o Página 3 informa a seus leitores que o BC Port juntou documentos falsos nos processos de licenciamento, tanto em nível federal quanto estadual.

 

No caso do terreno que o MP quer explicações do IMA, em 2016 a construtora FG, dona da área, enviou e-mail (cópia abaixo) ao BC Port afirmando que poderia “avaliar a possibilidade” de desenvolver um estacionamento no terreno.

 

 

 

Este “avaliar a possibilidade” o BC Port transformou em fato consumado e passou a usar um estacionamento que não existe e não existirá em processos de licenciamento e material de divulgação.

 

Em 28 de setembro de 2017, a FG notificou extrajudicialmente (veja abaixo) o BC Port por divulgar a informação falsa de que tinha contrato sobre o terreno para construção do estacionamento.

  

Apesar da notificação extrajudicial promovida pela FG, o BC Port continuou tramitando seu licenciamento ambiental no IMA de forma fraudulenta.

 

O licenciamento ambiental foi encaminhado ao IMA pelo escritório do consultor Fernando Diehl. Consultado pela reportagem ele disse que o Página 3 “pega no pé do BC Port e deveria investigar o Atracadouro Barra Sul” que funciona irregularmente.
A disputa o entre o BC Port e o Atracadouro é pública e notória, mas Diehl não respondeu o que a reportagem queria saber: por qual motivo no projeto de licenciamento junto ao IMA feito por ele e sua equipe, foi mantida uma informação falsa.

 

Consultado sobre as declarações do consultor ambiental o Atracadouro Barra Sul disse através da sua assessoria de comunicação que  que sempre funcionou com as licenças em dia e destacou que na última terça-feira, em cerimônia realizada em Brasília, o ministro da infraestrutura assinou o contrato definitivo com a União pelos próximos 25 anos.

 

A assessoria do Atracadouro destacou que todas as licenças municipais, estaduais e federais estão em dia, são públicas e disponíveis a quem quiser examiná-las.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Página 3

MP intima IMA em investigação sobre licença fraudulenta ao BC Port

Reprodução.
BC Port foi notificado em setembro de 2017 por usar informação falsa sobre estacionamento.
BC Port foi notificado em setembro de 2017 por usar informação falsa sobre estacionamento.

Publicidade

Quinta, 11/4/2019 7:58.

O promotor-curador do meio ambiente em Balneário Camboriú, Isaac Sabbá Guimarães, requisitou ao Instituto do Meio Ambiente, IMA (ex-Fatma), que explique o motivo da licença ambiental para o BC  Port considerar um terreno que não pertence àquela empresa que pretende construir um porto para navios de turismo no prolongamento do molhe da Barra Sul.

O terreno pertence à construtora FG, mas no licenciamento ambiental o BC Port alega que ali será o estacionamento de automóveis e ônibus para o complexo que prevê um porto, um hotel e um shopping no espelho d´água da foz do rio Camboriú.

 

Desde 2017 o Página 3 informa a seus leitores que o BC Port juntou documentos falsos nos processos de licenciamento, tanto em nível federal quanto estadual.

 

No caso do terreno que o MP quer explicações do IMA, em 2016 a construtora FG, dona da área, enviou e-mail (cópia abaixo) ao BC Port afirmando que poderia “avaliar a possibilidade” de desenvolver um estacionamento no terreno.

 

 

 

Este “avaliar a possibilidade” o BC Port transformou em fato consumado e passou a usar um estacionamento que não existe e não existirá em processos de licenciamento e material de divulgação.

 

Em 28 de setembro de 2017, a FG notificou extrajudicialmente (veja abaixo) o BC Port por divulgar a informação falsa de que tinha contrato sobre o terreno para construção do estacionamento.

  

Apesar da notificação extrajudicial promovida pela FG, o BC Port continuou tramitando seu licenciamento ambiental no IMA de forma fraudulenta.

 

O licenciamento ambiental foi encaminhado ao IMA pelo escritório do consultor Fernando Diehl. Consultado pela reportagem ele disse que o Página 3 “pega no pé do BC Port e deveria investigar o Atracadouro Barra Sul” que funciona irregularmente.
A disputa o entre o BC Port e o Atracadouro é pública e notória, mas Diehl não respondeu o que a reportagem queria saber: por qual motivo no projeto de licenciamento junto ao IMA feito por ele e sua equipe, foi mantida uma informação falsa.

 

Consultado sobre as declarações do consultor ambiental o Atracadouro Barra Sul disse através da sua assessoria de comunicação que  que sempre funcionou com as licenças em dia e destacou que na última terça-feira, em cerimônia realizada em Brasília, o ministro da infraestrutura assinou o contrato definitivo com a União pelos próximos 25 anos.

 

A assessoria do Atracadouro destacou que todas as licenças municipais, estaduais e federais estão em dia, são públicas e disponíveis a quem quiser examiná-las.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade