Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Geral
Especialistas em clima e inovação tecnológica vencem Nobel de Economia

Segunda, 8/10/2018 10:30.
Reprodução
William Nordhause Paul Romer.

Publicidade

ÉRICA FRAGA (FOLHAPRESS)

O prêmio Nobel de Economia de 2018 foi concedido aos economistas norte-americanos William Nordhaus, 77, e Paul Romer, 62, por pesquisas que contribuíram para a compreensão dos fatores que garantem o crescimento sustentável no longo prazo.

Nordhaus, da Universidade Yale, foi citado por seu estudo pioneiro sobre os efeitos econômicos do aquecimento global, enquanto Romer, da NYU Stern School of Business, foi reconhecido por investigar como a inovação tecnológica requer condições específicas para surgir e prosperar.

"Os laureados ampliaram o escopo da análise econômica ao construir modelos que explicam como a economia de mercado interage com a natureza e o clima", afirmou a Academia Real Sueca de Ciências, no comunicado divulgado nesta manhã, em Estocolmo.

A tecnologia e o meio ambiente são, hoje, considerados temas essenciais para a compreensão do desenvolvimento econômico. Ao analisar as causas e as consequências da inovação e das mudanças climáticas, os dois economistas melhoraram a compreensão sobre políticas que podem contribuir para o crescimento sustentável.

Nordhaus é, por exemplo, um dos principais defensores da cobrança de um imposto sobre as emissões de carbono com o propósito de diminui-las. O modelo desenvolvido pelo pesquisador de Yale integrou resultados de diferentes áreas -como física e química- para compreender a evolução conjunta entre a economia e o clima.

Entre as produções bibliográficas de Nordhaus, consta a conhecida obra "Economics", escrita com Paul Anthony. Editado desde 1948, o livro tornou-se um clássico que contribuiu e ainda contribui para o ensino da economia nos Estados Unidos e em todo o mundo.

Já Romer foi o primeiro a inverter uma linha clássica de investigação acadêmica. Pesquisadores em macroeconomia costumavam analisar o impacto da evolução tecnológica sobre o crescimento.

O economista da NYU resolveu, então, focar no contrário, ou seja, em como o ambiente econômico determina as condições para a criação de novas tecnologias, contribuindo para o estudo de regulações que incentivam a inovação.

No ano passado, o prêmio foi atribuído ao americano Richard Thaler por seus estudos sobre a influência de certas características humanas, como a racionalidade limitada, as preferências sociais e a falta de autocontrole, nos comportamentos dos consumidores ou investidores.

O Nobel da Economia celebra este ano o 50º aniversário. Criado em 1968 por ocasião do aniversário de 300 anos do Banco da Suécia é o prêmio mais importante para um pesquisador na área de ciências econômicas.

Relembre os vencedores do prêmio:
2017 - Richard H. Thaler (EUA), 72, por estudo do comportamento na tomada de decisões
2016 - Oliver Hart (Grã-Bretanha) e Bengt Holmström (Finlândia), 67, por estudos na área de contratos
2015 - Angus Deaton (EUA), por estudos sobre consumo, pobreza e bem-estar social
2014 - Jean Tirole (França), devido a pesquisas sobre o poder de mercado de grandes empresas
2013 - Eugene Fama, Robert Shiller e Lars Peter Hansen (todos dos EUA), por estudos de análise sobre preços de ativos
2012 - Alvin Roth e Lloyd Shapley (ambos dos EUA), por trabalhos sobre como otimizar oferta e demanda
2011 - Thomas J. Sargent e Christopher A. Sims (ambos dos EUA), por pesquisa sobre causas e efeitos na macroeconomia
2010 - Christopher Pissarides (Chipre) e Peter Diamond e Dale T. Mortensen (ambos dos EUA), por estudos sobre demandas dos mercados e a dificuldade em correspondê-las
2009 - Elinor Ostrom e Oliver Williamson (EUA), pela demonstração de como propriedades podem ser utilizadas por associações de usuários e pela teoria sobre resolução de conflitos entre corporações, respectivamente
2008 - Paul Krugman (EUA), pela análise dos padrões do comércio e da localização da atividade econômica
2007 - Leonid Hurwicz, Eric S. Maskin e Roger B. Myerson (EUA), pela aplicação das bases da teoria do desenho dos mecanismos
2006 - Edmund S. Phelps (EUA)
2005 - Robert J. Aumann (Israel e EUA) e Thomas C. Schelling (EUA), por estudos sobre conflito e cooperação em negociações por meio da análise da teoria dos jogos
2004 - Finn E. Kydland (Noruega) e Edward C. Prescott (EUA), por pesquisa sobre o desenvolvimento da teoria da macroeconomia dinâmica e seus estudos sobre os ciclos de negócios
2003 - Robert F. Engle 3º (EUA) e Clive W.J. Granger (Reino Unido)
2002 - Daniel Kahneman (EUA e Israel) e Vernon L. Smith (EUA)
2001 - George A. Akerlof, A. Michael Spence e Joseph E. Stiglitz (EUA)
2000 - James J. Heckman e Daniel L. McFadden (EUA)
1999 - Robert A. Mundell (Canadá)
1998 - Amartya Sen (Índia)
1997 - Robert C. Merton e Myron S. Scholes (EUA)
1996 - James A. Mirrlees (Reino Unido) e William Vickrey (EUA)
1995 - Robert E. Lucas Jr. (EUA)
1994 - John C. Harsanyi (EUA), John F. Nash Jr. (EUA) e Reinhard Selten (Alemanha)
1993 - Robert W. Fogel e Douglass C. North (EUA)
1992 - Gary S. Becker (EUA)
1991 - Ronald H. Coase (Reino Unido)
1990 - Harry M. Markowitz, Merton H. Miller e William F. Sharpe (EUA)
1989 - Trygve Haavelmo (Noruega)
1988 - Maurice Allais (França)
1987 - Robert M. Solow (EUA)
1986 - James M. Buchanan Jr. (EUA)
1985 - Franco Modigliani (EUA)
1984 - Richard Stone (Reino Unido)
1983 - Gerard Debreu (EUA)
1982 - George J. Stigler (EUA)
1981 - James Tobin (EUA)
1980 - Lawrence R. Klein (EUA)
1979 - Theodore W. Schultz (EUA) e Sir Arthur Lewis (Reino Unido)
1978 - Herbert A. Simon (EUA)
1977 - Bertil Ohlin (Suécia) e James E. Meade (Reino Unido)
1976 - Milton Friedman (EUA)
1975 - Leonid Vitaliyevoch Kantorovich (Rússia) e Tjalling C. Koopmans (EUA)
1974 - Gunnar Myrdal (Suécia) e Friedrich August von Hayek (Áustria)
1973 - Wassily Leontief (EUA)
1972 - John R. Hicks (Reino Unido) e Kenneth J. Arrow (EUA)
1971 - Simon Kuznets (EUA)
1970 - Paul A. Samuelson (EUA)
1969 - Ragnar Frisch (Noruega) e Jan Tinbergen (Holanda)


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3
Reprodução
William Nordhause Paul Romer.
William Nordhause Paul Romer.

Especialistas em clima e inovação tecnológica vencem Nobel de Economia

Publicidade

Segunda, 8/10/2018 10:30.

ÉRICA FRAGA (FOLHAPRESS)

O prêmio Nobel de Economia de 2018 foi concedido aos economistas norte-americanos William Nordhaus, 77, e Paul Romer, 62, por pesquisas que contribuíram para a compreensão dos fatores que garantem o crescimento sustentável no longo prazo.

Nordhaus, da Universidade Yale, foi citado por seu estudo pioneiro sobre os efeitos econômicos do aquecimento global, enquanto Romer, da NYU Stern School of Business, foi reconhecido por investigar como a inovação tecnológica requer condições específicas para surgir e prosperar.

"Os laureados ampliaram o escopo da análise econômica ao construir modelos que explicam como a economia de mercado interage com a natureza e o clima", afirmou a Academia Real Sueca de Ciências, no comunicado divulgado nesta manhã, em Estocolmo.

A tecnologia e o meio ambiente são, hoje, considerados temas essenciais para a compreensão do desenvolvimento econômico. Ao analisar as causas e as consequências da inovação e das mudanças climáticas, os dois economistas melhoraram a compreensão sobre políticas que podem contribuir para o crescimento sustentável.

Nordhaus é, por exemplo, um dos principais defensores da cobrança de um imposto sobre as emissões de carbono com o propósito de diminui-las. O modelo desenvolvido pelo pesquisador de Yale integrou resultados de diferentes áreas -como física e química- para compreender a evolução conjunta entre a economia e o clima.

Entre as produções bibliográficas de Nordhaus, consta a conhecida obra "Economics", escrita com Paul Anthony. Editado desde 1948, o livro tornou-se um clássico que contribuiu e ainda contribui para o ensino da economia nos Estados Unidos e em todo o mundo.

Já Romer foi o primeiro a inverter uma linha clássica de investigação acadêmica. Pesquisadores em macroeconomia costumavam analisar o impacto da evolução tecnológica sobre o crescimento.

O economista da NYU resolveu, então, focar no contrário, ou seja, em como o ambiente econômico determina as condições para a criação de novas tecnologias, contribuindo para o estudo de regulações que incentivam a inovação.

No ano passado, o prêmio foi atribuído ao americano Richard Thaler por seus estudos sobre a influência de certas características humanas, como a racionalidade limitada, as preferências sociais e a falta de autocontrole, nos comportamentos dos consumidores ou investidores.

O Nobel da Economia celebra este ano o 50º aniversário. Criado em 1968 por ocasião do aniversário de 300 anos do Banco da Suécia é o prêmio mais importante para um pesquisador na área de ciências econômicas.

Relembre os vencedores do prêmio:
2017 - Richard H. Thaler (EUA), 72, por estudo do comportamento na tomada de decisões
2016 - Oliver Hart (Grã-Bretanha) e Bengt Holmström (Finlândia), 67, por estudos na área de contratos
2015 - Angus Deaton (EUA), por estudos sobre consumo, pobreza e bem-estar social
2014 - Jean Tirole (França), devido a pesquisas sobre o poder de mercado de grandes empresas
2013 - Eugene Fama, Robert Shiller e Lars Peter Hansen (todos dos EUA), por estudos de análise sobre preços de ativos
2012 - Alvin Roth e Lloyd Shapley (ambos dos EUA), por trabalhos sobre como otimizar oferta e demanda
2011 - Thomas J. Sargent e Christopher A. Sims (ambos dos EUA), por pesquisa sobre causas e efeitos na macroeconomia
2010 - Christopher Pissarides (Chipre) e Peter Diamond e Dale T. Mortensen (ambos dos EUA), por estudos sobre demandas dos mercados e a dificuldade em correspondê-las
2009 - Elinor Ostrom e Oliver Williamson (EUA), pela demonstração de como propriedades podem ser utilizadas por associações de usuários e pela teoria sobre resolução de conflitos entre corporações, respectivamente
2008 - Paul Krugman (EUA), pela análise dos padrões do comércio e da localização da atividade econômica
2007 - Leonid Hurwicz, Eric S. Maskin e Roger B. Myerson (EUA), pela aplicação das bases da teoria do desenho dos mecanismos
2006 - Edmund S. Phelps (EUA)
2005 - Robert J. Aumann (Israel e EUA) e Thomas C. Schelling (EUA), por estudos sobre conflito e cooperação em negociações por meio da análise da teoria dos jogos
2004 - Finn E. Kydland (Noruega) e Edward C. Prescott (EUA), por pesquisa sobre o desenvolvimento da teoria da macroeconomia dinâmica e seus estudos sobre os ciclos de negócios
2003 - Robert F. Engle 3º (EUA) e Clive W.J. Granger (Reino Unido)
2002 - Daniel Kahneman (EUA e Israel) e Vernon L. Smith (EUA)
2001 - George A. Akerlof, A. Michael Spence e Joseph E. Stiglitz (EUA)
2000 - James J. Heckman e Daniel L. McFadden (EUA)
1999 - Robert A. Mundell (Canadá)
1998 - Amartya Sen (Índia)
1997 - Robert C. Merton e Myron S. Scholes (EUA)
1996 - James A. Mirrlees (Reino Unido) e William Vickrey (EUA)
1995 - Robert E. Lucas Jr. (EUA)
1994 - John C. Harsanyi (EUA), John F. Nash Jr. (EUA) e Reinhard Selten (Alemanha)
1993 - Robert W. Fogel e Douglass C. North (EUA)
1992 - Gary S. Becker (EUA)
1991 - Ronald H. Coase (Reino Unido)
1990 - Harry M. Markowitz, Merton H. Miller e William F. Sharpe (EUA)
1989 - Trygve Haavelmo (Noruega)
1988 - Maurice Allais (França)
1987 - Robert M. Solow (EUA)
1986 - James M. Buchanan Jr. (EUA)
1985 - Franco Modigliani (EUA)
1984 - Richard Stone (Reino Unido)
1983 - Gerard Debreu (EUA)
1982 - George J. Stigler (EUA)
1981 - James Tobin (EUA)
1980 - Lawrence R. Klein (EUA)
1979 - Theodore W. Schultz (EUA) e Sir Arthur Lewis (Reino Unido)
1978 - Herbert A. Simon (EUA)
1977 - Bertil Ohlin (Suécia) e James E. Meade (Reino Unido)
1976 - Milton Friedman (EUA)
1975 - Leonid Vitaliyevoch Kantorovich (Rússia) e Tjalling C. Koopmans (EUA)
1974 - Gunnar Myrdal (Suécia) e Friedrich August von Hayek (Áustria)
1973 - Wassily Leontief (EUA)
1972 - John R. Hicks (Reino Unido) e Kenneth J. Arrow (EUA)
1971 - Simon Kuznets (EUA)
1970 - Paul A. Samuelson (EUA)
1969 - Ragnar Frisch (Noruega) e Jan Tinbergen (Holanda)


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade