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PÁGINA 3 / Geral
Laudo de incidente em prédio aponta para fadiga em escoras

Concreto fresco escorregou e não houve feridos graves

Quarta, 28/3/2018 9:46.

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Laudo de análise técnica contratado pela construtora e executada uma hora e meia após o incidente em que uma laje de garagem no edifício Yachthouse sucumbiu, mostra que fadiga em algumas escoras foi a provável causa.

Ao contrário do que foi divulgado logo após o incidente não houve soterramento de pessoas, dois operários sofreram ferimentos leves, foram medicados e liberados

Os principais trechos do laudo seguem reproduzidos abaixo:

Na data de 27 de março de 2018, por volta das 17:15 horas a laje denominada “Forma do Piso Mezanino – 1ª Garagem” do já qualificado edifício se encontrava em fase de concretagem, no que estava sendo lançado concreto fresco com auxílio de bombas hidráulicas.

Na referida hora, sem que existisse aparente interferência externa ou aviso de colapso por meio de ruído e ou desprendimento de materiais e ou peças do sistema de formas veio a ocorrer a ruína parcial da forma da já denominada laje.

Segundo relatos ocorreu o sinistro de forma repentina, sem que nenhum sinal prévio se manifestasse.

Todo os indícios indicam um colapso sucessívo progressivo que ocorreu de forma lenta, ou seja, a estrutura vagarosamente escoou.

A vistoria foi realizada às 18:45 horas da tarde, ou seja, 1:30 minutos após o fato ocorrido.

O sinistro ocorreu de forma isolada, ou seja, sem “puxar”, interferir ou comprometer estruturas ao redor da mesma.

O colapso foi lento e suave, tendo sua dinâmica na forma de “escorregamento” do concreto fresco, tavelas cerâmicas e armaduras em somente um sentido.

Analisando-se vídeos que foram registrados durante a execução por meio de celulares de operários que atuavam na área colapsada pode-se identificar que em um dado momento a “lança” do caminhão betoneira ficou apoiada sobre a laje,

Aliado ao fato de que a lança do caminhão bomba pode ter gerado uma carga pontual sobre a laje, verificou-se que algumas escoras de coloração azulada possuíam caraterísticas de fadiga.

Foram registradas escoras fadigadas em meio ao concreto fresco após o colapso, bem como escoras com o mesmo tipo de patologias foram encontradas fora da área sinistrada no que foi possível realizar análise pormenorizada.

No processo de vistoria e analise da área sinistrada pode-se verificar que somente ocorreu o “escorregamento” da forma da laje, nem mesmo tendo interferido nos pilares na região do ocorrido.

Nenhum elemento estrutural da edificação além da laje sofreu dano, ou seja, o carregamento gerado pelo sinistro foi contido a uma determinada área da obra, restrita somente à denominada laje do 1º pavimento de garagem.

A. CONCLUSÕES

1) Considerando-se as características visíveis e identificáveis nos elementos estruturais nos arredores da área do sinistro ocorrido na data da vistoria in-loco, as áreas adjacentes e seus respectivos elementos estruturais não apresentam danos ou patologias que indiquem necessidade de interrupção dos serviços, dessa forma a execução de serviços já programados para essas áreas podem ser continuados sem restrições, todavia recomenda-se liberação de transito e permanência de operários na área sinistrada somente após realização de perícia pelo IGP;

2) Não existiram danos de qualquer nível e grau a operários e bens, logo o sistema de segurança do trabalho deverá ser mantido e aprimorado com base na experiência adquirida nesse episódio;

3) Recomenda-se a realização de uma vistoria minuciosa em todas as escoras utilizadas na obra, em especial as de coloração azulada que apresentaram ruptura;

4) Recomenda-se a realização de ensaios por amostragem das escoras empregadas no sistema de formas;

5) Recomenda-se não aproveitar os pilares que permaneceram erguidos após o colapso da estrutura, devendo os mesmos serem removidos por completo.

6) A edificação de forma global não apresenta risco algum as vistas da realidade verificada na presenta data, a luz das informações coletadas e acessíveis aos responsáveis técnicos que assinam o presente parecer.

Luiz Carlos dos Santos Córdova Júnior
Engº Civil e Segª do Trabalho
Pós-Graduado em Engª Produção
Mestre Gestão Políticas Públicas
CREA/SC 097853-2

Fernando Falaster Parucker
Engº Mecânico e Segª do Trabalho
Mestre Engenharia Florestal
CREA/SC 065529-7


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Página 3

Laudo de incidente em prédio aponta para fadiga em escoras

Concreto fresco escorregou e não houve feridos graves

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Quarta, 28/3/2018 9:46.

Laudo de análise técnica contratado pela construtora e executada uma hora e meia após o incidente em que uma laje de garagem no edifício Yachthouse sucumbiu, mostra que fadiga em algumas escoras foi a provável causa.

Ao contrário do que foi divulgado logo após o incidente não houve soterramento de pessoas, dois operários sofreram ferimentos leves, foram medicados e liberados

Os principais trechos do laudo seguem reproduzidos abaixo:

Na data de 27 de março de 2018, por volta das 17:15 horas a laje denominada “Forma do Piso Mezanino – 1ª Garagem” do já qualificado edifício se encontrava em fase de concretagem, no que estava sendo lançado concreto fresco com auxílio de bombas hidráulicas.

Na referida hora, sem que existisse aparente interferência externa ou aviso de colapso por meio de ruído e ou desprendimento de materiais e ou peças do sistema de formas veio a ocorrer a ruína parcial da forma da já denominada laje.

Segundo relatos ocorreu o sinistro de forma repentina, sem que nenhum sinal prévio se manifestasse.

Todo os indícios indicam um colapso sucessívo progressivo que ocorreu de forma lenta, ou seja, a estrutura vagarosamente escoou.

A vistoria foi realizada às 18:45 horas da tarde, ou seja, 1:30 minutos após o fato ocorrido.

O sinistro ocorreu de forma isolada, ou seja, sem “puxar”, interferir ou comprometer estruturas ao redor da mesma.

O colapso foi lento e suave, tendo sua dinâmica na forma de “escorregamento” do concreto fresco, tavelas cerâmicas e armaduras em somente um sentido.

Analisando-se vídeos que foram registrados durante a execução por meio de celulares de operários que atuavam na área colapsada pode-se identificar que em um dado momento a “lança” do caminhão betoneira ficou apoiada sobre a laje,

Aliado ao fato de que a lança do caminhão bomba pode ter gerado uma carga pontual sobre a laje, verificou-se que algumas escoras de coloração azulada possuíam caraterísticas de fadiga.

Foram registradas escoras fadigadas em meio ao concreto fresco após o colapso, bem como escoras com o mesmo tipo de patologias foram encontradas fora da área sinistrada no que foi possível realizar análise pormenorizada.

No processo de vistoria e analise da área sinistrada pode-se verificar que somente ocorreu o “escorregamento” da forma da laje, nem mesmo tendo interferido nos pilares na região do ocorrido.

Nenhum elemento estrutural da edificação além da laje sofreu dano, ou seja, o carregamento gerado pelo sinistro foi contido a uma determinada área da obra, restrita somente à denominada laje do 1º pavimento de garagem.

A. CONCLUSÕES

1) Considerando-se as características visíveis e identificáveis nos elementos estruturais nos arredores da área do sinistro ocorrido na data da vistoria in-loco, as áreas adjacentes e seus respectivos elementos estruturais não apresentam danos ou patologias que indiquem necessidade de interrupção dos serviços, dessa forma a execução de serviços já programados para essas áreas podem ser continuados sem restrições, todavia recomenda-se liberação de transito e permanência de operários na área sinistrada somente após realização de perícia pelo IGP;

2) Não existiram danos de qualquer nível e grau a operários e bens, logo o sistema de segurança do trabalho deverá ser mantido e aprimorado com base na experiência adquirida nesse episódio;

3) Recomenda-se a realização de uma vistoria minuciosa em todas as escoras utilizadas na obra, em especial as de coloração azulada que apresentaram ruptura;

4) Recomenda-se a realização de ensaios por amostragem das escoras empregadas no sistema de formas;

5) Recomenda-se não aproveitar os pilares que permaneceram erguidos após o colapso da estrutura, devendo os mesmos serem removidos por completo.

6) A edificação de forma global não apresenta risco algum as vistas da realidade verificada na presenta data, a luz das informações coletadas e acessíveis aos responsáveis técnicos que assinam o presente parecer.

Luiz Carlos dos Santos Córdova Júnior
Engº Civil e Segª do Trabalho
Pós-Graduado em Engª Produção
Mestre Gestão Políticas Públicas
CREA/SC 097853-2

Fernando Falaster Parucker
Engº Mecânico e Segª do Trabalho
Mestre Engenharia Florestal
CREA/SC 065529-7


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