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Opinião: O que esperar de 2017?

Sexta, 27/1/2017 8:46.

Por Hélio Dagnoni

O ano de 2016 foi um ano difícil em todos os aspectos para todos os segmentos da economia e que serviu para mostrar que mesmo um país rico enfrenta grandes problemas quando é politicamente mal administrado. Diante deste cenário, o que esperar de 2017?

Do ponto de vista econômico, este ano deve marcar o fim do fundo do poço da recessão, embora não haja motivos para esperar recuperação espetacular da maior crise econômica dos últimos 116 anos, desde quando o Brasil começou a ter estatísticas sobre produto, renda, emprego e inflação, principalmente se considerarmos que alguns especialistas projetam apenas para o segundo semestre os maiores índices de crescimento do país. Portanto, o desafio da economia brasileira está em descobrir como consertar o atual quadro negativo.

O desafio dos empresários brasileiros, por sua vez, será novamente o de mostrar criatividade e trabalhar para manter sua empresa de portas abertas, assegurar a oferta de emprego e renda e ajudar o país a retomar os índices de crescimento. Como o consumo das famílias não deverá crescer, seja em razão do desemprego, seja porque o nível do endividamento pessoal é muito alto, evidente que não será tarefa fácil reduzir os efeitos do recorde de 12 milhões de desempregado, um contingente de pessoas que supera as populações do Uruguai e Paraguai.

O jeito é se preparar para o ano, investindo em capacitação e se reinventando, antevendo problemas e procurando gerar resultados que visam a lucratividade para as nossas empresas. Assim, não basta que o PIB cresça e comece a pôr fim à recessão. É preciso que cresça a taxas suficientes para, mesmo com incorporação das inovações tecnológicas, criar vagas capazes de reduzir o desemprego, que é a principal chaga social do país.

Nosso crescimento será em cima das dificuldades de 2016, ou seja, baseado na reorganização do sistema administrativo e político, que possibilitará ao final do segundo semestre um aumento do poder de compra e da produção. Quanto a demanda local, além de consolidar a atração do turista do Mercosul, Balneário Camboriú depende de novas matrizes para movimentar a economia do município, como o a conclusão do Centro de Eventos e o envolvimento do poder público para atrair novos investidores dispostos a investirem em atrativos turísticos no município. Com o turismo interno aquecido e as constantes altas do dólar, dar continuidade ao trabalho realizado em 2016 no setor de turismo pode ser a garantia da movimentação econômica da cidade ao longo do ano.

Hélio Dagnoni é presidente do Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista de Balneário Camboriú e Camboriú (Sincomércio).

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Opinião: O que esperar de 2017?

Sexta, 27/1/2017 8:46.

Por Hélio Dagnoni

O ano de 2016 foi um ano difícil em todos os aspectos para todos os segmentos da economia e que serviu para mostrar que mesmo um país rico enfrenta grandes problemas quando é politicamente mal administrado. Diante deste cenário, o que esperar de 2017?

Do ponto de vista econômico, este ano deve marcar o fim do fundo do poço da recessão, embora não haja motivos para esperar recuperação espetacular da maior crise econômica dos últimos 116 anos, desde quando o Brasil começou a ter estatísticas sobre produto, renda, emprego e inflação, principalmente se considerarmos que alguns especialistas projetam apenas para o segundo semestre os maiores índices de crescimento do país. Portanto, o desafio da economia brasileira está em descobrir como consertar o atual quadro negativo.

O desafio dos empresários brasileiros, por sua vez, será novamente o de mostrar criatividade e trabalhar para manter sua empresa de portas abertas, assegurar a oferta de emprego e renda e ajudar o país a retomar os índices de crescimento. Como o consumo das famílias não deverá crescer, seja em razão do desemprego, seja porque o nível do endividamento pessoal é muito alto, evidente que não será tarefa fácil reduzir os efeitos do recorde de 12 milhões de desempregado, um contingente de pessoas que supera as populações do Uruguai e Paraguai.

O jeito é se preparar para o ano, investindo em capacitação e se reinventando, antevendo problemas e procurando gerar resultados que visam a lucratividade para as nossas empresas. Assim, não basta que o PIB cresça e comece a pôr fim à recessão. É preciso que cresça a taxas suficientes para, mesmo com incorporação das inovações tecnológicas, criar vagas capazes de reduzir o desemprego, que é a principal chaga social do país.

Nosso crescimento será em cima das dificuldades de 2016, ou seja, baseado na reorganização do sistema administrativo e político, que possibilitará ao final do segundo semestre um aumento do poder de compra e da produção. Quanto a demanda local, além de consolidar a atração do turista do Mercosul, Balneário Camboriú depende de novas matrizes para movimentar a economia do município, como o a conclusão do Centro de Eventos e o envolvimento do poder público para atrair novos investidores dispostos a investirem em atrativos turísticos no município. Com o turismo interno aquecido e as constantes altas do dólar, dar continuidade ao trabalho realizado em 2016 no setor de turismo pode ser a garantia da movimentação econômica da cidade ao longo do ano.

Hélio Dagnoni é presidente do Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista de Balneário Camboriú e Camboriú (Sincomércio).

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