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Material escolar: PROCON revela variação de até 448% nos preços em BC

Quinta, 2/2/2017 9:07.

Época de movimento nas papelarias da cidade. Listas nas mãos, pais procuram material escolar para seus filhos. A oferta é grande e os preços também. Por isso, o melhor é pesquisar, porque a variação é grande. 

PROCON

A exemplo dos outros anos, o PROCON da cidade pesquisou o preço dos materiais em cinco estabelecimentos comerciais do ramo. A pesquisa comprovou que vale a pena comparar preços. Dos 96 itens, a diferença na soma dos mais caros e dos mais baratos pode chegar a 448,15%.

Por exemplo, se o consumidor for as compras e adquirir todos os produtos mais caros da lista, ao final terá desembolsado R$ 1.059,04. Porém, se tivesse pesquisado e realizado compra dos produtos mais em conta, o valor cairia para R$ 236,61 – uma economia de R$ 822,31. Ou seja, 448,15%. Segundo o diretor do PROCON BC, Jean Carlo Lopes, com o mesmo valor gasto para comprar o material escolar de um aluno na soma dos itens mais caros, daria para o consumidor comprar para quatro estudantes nos locais baratos.

Dente os materiais pesquisados, foram selecionados os mais solicitados pelas escolas. Por exemplo, havia borracha que custava R$ 0,29 e outra que chegou a R$ 4,99. O atlas do corpo corpo humano foi o que mais variou: de R$ 1,70 até R$ 113.

No entanto, o PROCON lembrou que a pesquisa não é feita com base nas marcas, mas sim nos preços. Aí entra a fala do representante comercial da Tilibra, Vanderley Heinzen, esse produtos bem mais baratos não são de boa qualidade como os um pouquinho mais caros.

Uma dica que Jean Carlo deu é a de reutilizar materiais do ano anterior que esteja em bom estado, não precisando adquirir tudo novamente. A tabela com o preço dos matérias pesquisados pode ser conferida no site da prefeitura. Os produtos mais caros estão destacados em vermelho e os mais baratos em azul. Mais informações pelo telefone 3366-6144, a partir das 13h de segunda a sexta-feira.

O primeiro material

Manoela Slaveski, 5, foi comprar seu material com a mãe Raquel. A menina era pura felicidade, porque finalmente vai começar a estudar na escola (antes estava na creche). Raquel sabe da importância de procurar o melhor preço, mas foi difícil. “Ela é louca pelas princesas do Frozen e pela Moana e por serem as sensações do momento esses produtos são mais caros”, diz. Por isso mesmo, a mochila já foi o presente de Natal da pequena.

A atitude de Raquel que, apesar de pesquisar preço acabou comprando todos os materiais (com exceção da mochila) é bem vista pelo representante comercial da Tilibra, Vanderley Heinzen.

Ele destaca que há anos percebe que a imprensa e órgãos reguladores reclamam da variação de preços, mas salienta que normalmente não é vista a qualidade dos produtos. “É óbvio que um caderno de qualidade inferior vai ser mais barato que o de uma marca boa”, exemplifica.

...mas é preciso economizar

Vanderley comenta que os consumidores estão mais conscientes. Apesar de procurar um bom preço, querem qualidade. Por ex: o preço médio de um caderno de uma matéria é R$ 5,90, mas pode custar mais ou menos, dependendo da marca e se é de alguma personagem famosa.

Os de 10 matérias variam de R$ 25 a R$ 32,90. Os de 16, sem capa com personagem estão por R$ 13,90, enquanto os de melhor qualidade podem custar até R$ 59,90. Lápis e canetas também variam, os mais simples custam entre R$ 1 e R$ 2. O que mais varia é o preço dos lápis de cor: os de 12 cores de R$ 15,90 a R$ 20; os de 24 entre R$ 34,90 a R$ 41,90. Os de 48 cores custam quase R$ 70.

Para quem procura um personagem específico, também pode economizar. Por exemplo, há uma papelaria na cidade que possui coleção completa de materiais do desenho Dora Aventureira. A mochila grande está R$ 230 e a menor R$ 70, porém há o kit mochila + lancheira que sai por R$ 349. O estojo da personagem está custando R$ 39,90 e caderno (grande, de uma matéria) R$ 13,90.

As mochilas da Capricho, que fazem sucesso entre os adolescentes, estão custando entre R$ 300 e R$ 350. “Percebo em minhas visitas aos clientes que não há um grande aumento em relação a 2016, mas que as pessoas estão gastando um pouquinho mais porque estão prezando pela qualidade. O público quer economizar, mas também quer bons produtos”, completa.

Material é um investimento anual

Eliane Colla é proprietária da Papelaria Millenium e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Balneário Camboriú, conta que o movimento está bom e que nesse ano notou a antecipação da compra. Até o momento, as vendas estão iguais as do ano passado, mas a expectativa é que ultrapassem.

“Está muito variado o quanto estão gastando, tem quem compra tudo novo e tem quem prefere reutilizar”, informa. Eliane lembra a animação das crianças que visitam seu comércio, e diz que a empolgação é contagiante.

“Já é um momento que elas esperam. Podemos cortar vários gastos, mas o material escolar precisa ser adquirido em cada início de ano. É algo que os pais já sabem que terão que comprar”, diz. Segundo ela, nesse ano os principais personagens procurados são os super-heróis, séries teens como Sou Luna e Violetta, princesas da Disney e filmes, como Star Wars.

Município vai entregar uniforme logo

Diferente dos outros anos em que demorou meses para que os alunos da rede municipal de Balneário recebessem seus uniformes, a previsão é que nesse ano eles já recebam na primeira semana de aula. Essa informação é da secretária de Educação, Denize Leite.

Segundo ela, o uniforme dos 16 mil alunos da rede está praticamente todo comprado. 11 mil crianças estarão nesse ano no Ensino Fundamental e quase cinco mil na Educação Infantil.

“Investimos aproximadamente R$ 1,5 milhão”, diz. O material escolar já foi licitado, e no momento a secretária está recebendo as empresas que se inscreveram.

A matrícula dos alunos novos dos centros educacionais do município inicia hoje (2) e deve ser feita diretamente na escola desejada. 

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Material escolar: PROCON revela variação de até 448% nos preços em BC

Quinta, 2/2/2017 9:07.

Época de movimento nas papelarias da cidade. Listas nas mãos, pais procuram material escolar para seus filhos. A oferta é grande e os preços também. Por isso, o melhor é pesquisar, porque a variação é grande. 

PROCON

A exemplo dos outros anos, o PROCON da cidade pesquisou o preço dos materiais em cinco estabelecimentos comerciais do ramo. A pesquisa comprovou que vale a pena comparar preços. Dos 96 itens, a diferença na soma dos mais caros e dos mais baratos pode chegar a 448,15%.

Por exemplo, se o consumidor for as compras e adquirir todos os produtos mais caros da lista, ao final terá desembolsado R$ 1.059,04. Porém, se tivesse pesquisado e realizado compra dos produtos mais em conta, o valor cairia para R$ 236,61 – uma economia de R$ 822,31. Ou seja, 448,15%. Segundo o diretor do PROCON BC, Jean Carlo Lopes, com o mesmo valor gasto para comprar o material escolar de um aluno na soma dos itens mais caros, daria para o consumidor comprar para quatro estudantes nos locais baratos.

Dente os materiais pesquisados, foram selecionados os mais solicitados pelas escolas. Por exemplo, havia borracha que custava R$ 0,29 e outra que chegou a R$ 4,99. O atlas do corpo corpo humano foi o que mais variou: de R$ 1,70 até R$ 113.

No entanto, o PROCON lembrou que a pesquisa não é feita com base nas marcas, mas sim nos preços. Aí entra a fala do representante comercial da Tilibra, Vanderley Heinzen, esse produtos bem mais baratos não são de boa qualidade como os um pouquinho mais caros.

Uma dica que Jean Carlo deu é a de reutilizar materiais do ano anterior que esteja em bom estado, não precisando adquirir tudo novamente. A tabela com o preço dos matérias pesquisados pode ser conferida no site da prefeitura. Os produtos mais caros estão destacados em vermelho e os mais baratos em azul. Mais informações pelo telefone 3366-6144, a partir das 13h de segunda a sexta-feira.

O primeiro material

Manoela Slaveski, 5, foi comprar seu material com a mãe Raquel. A menina era pura felicidade, porque finalmente vai começar a estudar na escola (antes estava na creche). Raquel sabe da importância de procurar o melhor preço, mas foi difícil. “Ela é louca pelas princesas do Frozen e pela Moana e por serem as sensações do momento esses produtos são mais caros”, diz. Por isso mesmo, a mochila já foi o presente de Natal da pequena.

A atitude de Raquel que, apesar de pesquisar preço acabou comprando todos os materiais (com exceção da mochila) é bem vista pelo representante comercial da Tilibra, Vanderley Heinzen.

Ele destaca que há anos percebe que a imprensa e órgãos reguladores reclamam da variação de preços, mas salienta que normalmente não é vista a qualidade dos produtos. “É óbvio que um caderno de qualidade inferior vai ser mais barato que o de uma marca boa”, exemplifica.

...mas é preciso economizar

Vanderley comenta que os consumidores estão mais conscientes. Apesar de procurar um bom preço, querem qualidade. Por ex: o preço médio de um caderno de uma matéria é R$ 5,90, mas pode custar mais ou menos, dependendo da marca e se é de alguma personagem famosa.

Os de 10 matérias variam de R$ 25 a R$ 32,90. Os de 16, sem capa com personagem estão por R$ 13,90, enquanto os de melhor qualidade podem custar até R$ 59,90. Lápis e canetas também variam, os mais simples custam entre R$ 1 e R$ 2. O que mais varia é o preço dos lápis de cor: os de 12 cores de R$ 15,90 a R$ 20; os de 24 entre R$ 34,90 a R$ 41,90. Os de 48 cores custam quase R$ 70.

Para quem procura um personagem específico, também pode economizar. Por exemplo, há uma papelaria na cidade que possui coleção completa de materiais do desenho Dora Aventureira. A mochila grande está R$ 230 e a menor R$ 70, porém há o kit mochila + lancheira que sai por R$ 349. O estojo da personagem está custando R$ 39,90 e caderno (grande, de uma matéria) R$ 13,90.

As mochilas da Capricho, que fazem sucesso entre os adolescentes, estão custando entre R$ 300 e R$ 350. “Percebo em minhas visitas aos clientes que não há um grande aumento em relação a 2016, mas que as pessoas estão gastando um pouquinho mais porque estão prezando pela qualidade. O público quer economizar, mas também quer bons produtos”, completa.

Material é um investimento anual

Eliane Colla é proprietária da Papelaria Millenium e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Balneário Camboriú, conta que o movimento está bom e que nesse ano notou a antecipação da compra. Até o momento, as vendas estão iguais as do ano passado, mas a expectativa é que ultrapassem.

“Está muito variado o quanto estão gastando, tem quem compra tudo novo e tem quem prefere reutilizar”, informa. Eliane lembra a animação das crianças que visitam seu comércio, e diz que a empolgação é contagiante.

“Já é um momento que elas esperam. Podemos cortar vários gastos, mas o material escolar precisa ser adquirido em cada início de ano. É algo que os pais já sabem que terão que comprar”, diz. Segundo ela, nesse ano os principais personagens procurados são os super-heróis, séries teens como Sou Luna e Violetta, princesas da Disney e filmes, como Star Wars.

Município vai entregar uniforme logo

Diferente dos outros anos em que demorou meses para que os alunos da rede municipal de Balneário recebessem seus uniformes, a previsão é que nesse ano eles já recebam na primeira semana de aula. Essa informação é da secretária de Educação, Denize Leite.

Segundo ela, o uniforme dos 16 mil alunos da rede está praticamente todo comprado. 11 mil crianças estarão nesse ano no Ensino Fundamental e quase cinco mil na Educação Infantil.

“Investimos aproximadamente R$ 1,5 milhão”, diz. O material escolar já foi licitado, e no momento a secretária está recebendo as empresas que se inscreveram.

A matrícula dos alunos novos dos centros educacionais do município inicia hoje (2) e deve ser feita diretamente na escola desejada. 

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