Jornal Página 3

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Enquete: pedestres e motoristas opinam sobre o trânsito de BC
Daniele dos Reis/Página 3

Sexta, 23/9/2016 9:31.

Como neste mês é comemorado o Dia Nacional do Trânsito, diversas ações estão sendo realizadas pelo município com objetivo de gerar debates para discutir o tema. O Página 3 circulou pelas ruas de Balneário e conversou com alguns pedestres e motoristas, que avaliaram o trânsito da cidade e sugeriram melhorias. Confira.

Márcia Borba, 50

“Moro em Balneário há cinco anos, mas já conhecia a cidade antes. Noto que desde então o trânsito melhorou. Porém, mesmo assim, evito usar o carro em horário de pico, porque assim como em muitas outras cidades há trânsito. O que falta são vagas para estacionar, o comércio acaba perdendo com isso. Acredito também que deveria haver mais blitzes durante a temporada. Deixam para fazer depois que os turistas já foram embora e é ruim, já que eles fazem muita besteira no trânsito”.

Rita de Cássia dos Santos, 48, supervisora escolar

“O trânsito de BC é caótico. Muitos carros circulando, falta transporte coletivo, os motoristas são muito estressados e mal educados. Falta tolerância e prudência entre todos, incluindo os pedestres. Hoje não há nenhum respeito às regras de trânsito. É preciso mudar hábitos e comportamentos, tanto ao volante quanto a pé ou de bicicleta, considerando que a maioria dos acidentes acontece por falta de atenção de condutores envolvidos em outras atividades que afetam a concentração. Também é comum no trânsito de Balneário ver inúmeros motoristas fazendo manobras erradas ou mesmo andando em velocidade fora do normal. Por outro lado há também muitos pedestres que atravessam com o sinal verde. Todos reclamam, mas poucos agem corretamente. É comum ver carros estacionados no meio da rua ou em ruas estreitas, dificultando a circulação de outros veículos. Precisamos começar a pensar no coletivo e parar de fazer da rua um campo de batalha”.

 

Elizeu Freitas Santiago, 36, é mototaxista há 13 anos

“Nós mototaxistas enfrentamos muitas dificuldades no trânsito, como pedestres atravessando semáforo aberto. Aí precisamos buzinar, e ficam bravos com a gente ainda. Acho também que muitos carros fecham as motos, não deixam passar. Às vezes acabamos esbarrando no retrovisor e as pessoas acham ruim, mas se tivessem aberto o corredor ninguém ia bater. Apesar de que há muitos motociclistas que não respeitam e que batem e xingam, mas neste meio de muitos milhões de motociclistas há uma grande porcentagem de pessoas profissionais e que respeitam o trânsito. Eu sou cadastrado, essa é a minha profissão. Todos erram, mas eu procuro sempre seguir as regras. Acho que falta fiscalização no trânsito também, às vezes vejo quatro agentes de trânsito parados no mesmo lugar, aí fica faltando em outros. Também acho que há ciclovias desnecessárias. Há muitas ruas que não precisam ter, como a 2.550, podia ser na 2.650, onde não há tanto movimento e seria mais seguro até mesmo para o ciclista. Tem muito ciclista também que não usa a ciclovia e que vem na contramão, aí acaba gerando perigo para todos”.

 

Thiago da Silva, 27, trabalha como motoboy há cinco anos

“O trânsito de Balneário é complicado, não pela falta de sinalização e sim pela falta de espaço, as ruas são muito estreitas e todos querem se locomover rapidamente. As ultrapassagens acabam sendo perigosas e isso causa acidentes. Não só em Balneário, mas em muitas cidades, acontece de motoristas cortarem a frente de profissionais como eu. Sofremos com a falta de espaço e precisamos ser rápidos, acredito que se as ruas fossem mais abertas seria melhor para todos. O nosso trabalho é difícil, por exemplo, duas vezes por semana eu acabo tomando algum susto no trânsito. Noto também os pedestres que não respeitam, eles acham que porque estão na faixa podem passar até com o sinal verde, e não é assim. De maneira geral, acho que falta respeito”.

 

Matheus Petter, 20, estudante, mora em Itajaí, mas trabalha em Balneário

“Noto que é difícil em horário de pico, como meio dia e 18h. Circulo em Balneário a pé ou de ônibus, mas às vezes pego carona de carro com algum amigo e há dias em que não importa se seguimos pela Avenida Brasil ou Terceira Avenida sempre está tudo parado. Tem muita gente que não dá seta e isso causa muitos problemas. As pessoas precisam seguir o que foi ensinado na autoescola. Já vi um motoqueiro que bateu ao lado do ônibus, porque as ruas são muito estreitas. Balneário não possui tantas ruas de acesso, só as avenidas principais, então não há como fugir de congestionamentos. Outro problema é o viaduto da Rua 2.500, ou você se joga na frente do carro para pararem ou você é atropelado”.

 

Ari Bastos, 54, é motorista de ônibus há 22 anos

“O trânsito de Balneário está bem ruim. Cada dia há mais carros, mais semáforos, mais lombadas, causando mais congestionamento. Falta respeito entre todos, como motorista de ônibus encaro situações do tipo todos os dias. Já vi muitos pedestres que ignoram os veículos e se jogam na rua para atravessar. Sofro todos os dias, principalmente na Avenida Brasil, com a via estreita. Ela deveria ser muito mais larga. Já esbarraram no meu ônibus por conta disso, principalmente os motociclistas. Eles deveriam esperar passarmos, mas não esperam e acabam esbarrando. Para melhorar o trânsito deveria ter via expressa para ônibus, isso ia incentivar as pessoas a pegarem ônibus porque andaríamos mais rápido. Houve um comentário que teria isso na Avenida do Estado, mas não fizeram. Se tivesse mais conscientização, respeito e educação entre todos o trânsito com certeza fluiria melhor”.

 

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Enquete: pedestres e motoristas opinam sobre o trânsito de BC

Daniele dos Reis/Página 3
Sexta, 23/9/2016 9:31.

Como neste mês é comemorado o Dia Nacional do Trânsito, diversas ações estão sendo realizadas pelo município com objetivo de gerar debates para discutir o tema. O Página 3 circulou pelas ruas de Balneário e conversou com alguns pedestres e motoristas, que avaliaram o trânsito da cidade e sugeriram melhorias. Confira.

Márcia Borba, 50

“Moro em Balneário há cinco anos, mas já conhecia a cidade antes. Noto que desde então o trânsito melhorou. Porém, mesmo assim, evito usar o carro em horário de pico, porque assim como em muitas outras cidades há trânsito. O que falta são vagas para estacionar, o comércio acaba perdendo com isso. Acredito também que deveria haver mais blitzes durante a temporada. Deixam para fazer depois que os turistas já foram embora e é ruim, já que eles fazem muita besteira no trânsito”.

Rita de Cássia dos Santos, 48, supervisora escolar

“O trânsito de BC é caótico. Muitos carros circulando, falta transporte coletivo, os motoristas são muito estressados e mal educados. Falta tolerância e prudência entre todos, incluindo os pedestres. Hoje não há nenhum respeito às regras de trânsito. É preciso mudar hábitos e comportamentos, tanto ao volante quanto a pé ou de bicicleta, considerando que a maioria dos acidentes acontece por falta de atenção de condutores envolvidos em outras atividades que afetam a concentração. Também é comum no trânsito de Balneário ver inúmeros motoristas fazendo manobras erradas ou mesmo andando em velocidade fora do normal. Por outro lado há também muitos pedestres que atravessam com o sinal verde. Todos reclamam, mas poucos agem corretamente. É comum ver carros estacionados no meio da rua ou em ruas estreitas, dificultando a circulação de outros veículos. Precisamos começar a pensar no coletivo e parar de fazer da rua um campo de batalha”.

 

Elizeu Freitas Santiago, 36, é mototaxista há 13 anos

“Nós mototaxistas enfrentamos muitas dificuldades no trânsito, como pedestres atravessando semáforo aberto. Aí precisamos buzinar, e ficam bravos com a gente ainda. Acho também que muitos carros fecham as motos, não deixam passar. Às vezes acabamos esbarrando no retrovisor e as pessoas acham ruim, mas se tivessem aberto o corredor ninguém ia bater. Apesar de que há muitos motociclistas que não respeitam e que batem e xingam, mas neste meio de muitos milhões de motociclistas há uma grande porcentagem de pessoas profissionais e que respeitam o trânsito. Eu sou cadastrado, essa é a minha profissão. Todos erram, mas eu procuro sempre seguir as regras. Acho que falta fiscalização no trânsito também, às vezes vejo quatro agentes de trânsito parados no mesmo lugar, aí fica faltando em outros. Também acho que há ciclovias desnecessárias. Há muitas ruas que não precisam ter, como a 2.550, podia ser na 2.650, onde não há tanto movimento e seria mais seguro até mesmo para o ciclista. Tem muito ciclista também que não usa a ciclovia e que vem na contramão, aí acaba gerando perigo para todos”.

 

Thiago da Silva, 27, trabalha como motoboy há cinco anos

“O trânsito de Balneário é complicado, não pela falta de sinalização e sim pela falta de espaço, as ruas são muito estreitas e todos querem se locomover rapidamente. As ultrapassagens acabam sendo perigosas e isso causa acidentes. Não só em Balneário, mas em muitas cidades, acontece de motoristas cortarem a frente de profissionais como eu. Sofremos com a falta de espaço e precisamos ser rápidos, acredito que se as ruas fossem mais abertas seria melhor para todos. O nosso trabalho é difícil, por exemplo, duas vezes por semana eu acabo tomando algum susto no trânsito. Noto também os pedestres que não respeitam, eles acham que porque estão na faixa podem passar até com o sinal verde, e não é assim. De maneira geral, acho que falta respeito”.

 

Matheus Petter, 20, estudante, mora em Itajaí, mas trabalha em Balneário

“Noto que é difícil em horário de pico, como meio dia e 18h. Circulo em Balneário a pé ou de ônibus, mas às vezes pego carona de carro com algum amigo e há dias em que não importa se seguimos pela Avenida Brasil ou Terceira Avenida sempre está tudo parado. Tem muita gente que não dá seta e isso causa muitos problemas. As pessoas precisam seguir o que foi ensinado na autoescola. Já vi um motoqueiro que bateu ao lado do ônibus, porque as ruas são muito estreitas. Balneário não possui tantas ruas de acesso, só as avenidas principais, então não há como fugir de congestionamentos. Outro problema é o viaduto da Rua 2.500, ou você se joga na frente do carro para pararem ou você é atropelado”.

 

Ari Bastos, 54, é motorista de ônibus há 22 anos

“O trânsito de Balneário está bem ruim. Cada dia há mais carros, mais semáforos, mais lombadas, causando mais congestionamento. Falta respeito entre todos, como motorista de ônibus encaro situações do tipo todos os dias. Já vi muitos pedestres que ignoram os veículos e se jogam na rua para atravessar. Sofro todos os dias, principalmente na Avenida Brasil, com a via estreita. Ela deveria ser muito mais larga. Já esbarraram no meu ônibus por conta disso, principalmente os motociclistas. Eles deveriam esperar passarmos, mas não esperam e acabam esbarrando. Para melhorar o trânsito deveria ter via expressa para ônibus, isso ia incentivar as pessoas a pegarem ônibus porque andaríamos mais rápido. Houve um comentário que teria isso na Avenida do Estado, mas não fizeram. Se tivesse mais conscientização, respeito e educação entre todos o trânsito com certeza fluiria melhor”.

 

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