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Sem dinheiro, prefeitura de Camboriú suspende coleta de entulhos
Divulgação

Quarta, 16/11/2016 10:34.

A Prefeitura de Camboriú distribuiu nota comunicaando que devido aos cortes de gastos e rescisões de contratos com fornecedores e prestadores de serviços, está suspensa a coleta de entulhos naquela cidade.

Por isso, solicitou que a população não deixe materiais jogados nas ruas e calçadas. "Para aqueles que necessitam despachar algum entulho, há a possibilidade do aluguel de caçambas, oferecido por muitas empresas", comunicou.

Prefeituras com dificuldades

A prefeita de Camboriú Luzia Coppi Mathias demitiu seis dos 11 secretários, além de diretores e assessores na última semana. Ela também mudou o horário de trabalho, cortou horas extras e tomou outras medidas com o objetivo de enfrentar a crise econômica que, segundo estimativa da Confederação Nacional dos Municípios, deixou mais de 70% das prefeituras do país no vermelho.

A maioria das cidades depende do Fundo de Participação dos Municípios que por sua vez varia de acordo com o desempenho da economia. Dessa forma os repasses estão encolhendo e as despesas aumentando, gerando uma conta que não fecha.

Luzia disse que além da queda da arrecadação, o governo federal não cumpre seus compromissos, só na área de saúde deve R$ 60 milhões de repasses aos municípios catarinenses. Ela reclamou que não existe nenhum programa idealizado por Brasília (por exemplo, Samu ou Estratégia Saúde da Família), cujos repasses cubram as despesas, acaba estourando sempre nos municípios.

A prefeitura de Itajaí também está em situação difícil, previa uma receita este ano de R$1,2 bilhão, arrecadou R$ 961 milhões e tem compromissos que totalizam R$ 1,26 bilhão.

As contas da prefeitura de Balneário Camboriú estão equilibradas, mas haverá necessidade de economizar e aumentar a receita se o próximo prefeito quiser executar planos de impacto. A cidade tem cerca de R$ 60 milhões guardados para esta finalidade. Quando recebeu a prefeitura do seu antecessor, Rubens Spernau, o prefeito Edson Piriquito herdou um saldo, corrigido para a data atual, de R$ 87 milhões em caixa.

Salários consomem a maior parte do dinheiro

Empreguismo e baixa produtividade são o maior problema das prefeituras em geral porque cada prefeito que assume enxerga a possibilidade de beneficiar sua turma, em vez de buscar a profissionalização dos servidores de carreira.

Esse modelo tortuoso é histórico, os funcionários da prefeitura em Balneário Camboriú, por exemplo, recebem triênio (10% de aumento a cada três anos) e licença-prêmio (três meses de férias a cada cinco anos).

Em momentos de crise, a receita do município cai e as demandas aumentam, é necessário mais investimento público, porque a prefeitura tem que oferecer mais saúde e educação, socorrendo famílias cujos chefes perderam o emprego ou tiveram sua renda reduzida.

As pirâmides funcionais das prefeituras costumam ser perversas, inchadas na base, com servidores de baixa qualificação e raquíticas no topo, onde poderiam estar os cérebros que idealizariam e manteriam a cidade no rumo com projetos de longa duração.

Por isso ocorrem casos como o da prefeitura de Balneário Camboriú que tem uma dezena de engenheiros, cinco arquitetos e pagou R$ 336 mil para uma empresa projetar uma praça que possivelmente nem será construída.
 

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Sem dinheiro, prefeitura de Camboriú suspende coleta de entulhos

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Quarta, 16/11/2016 10:34.

A Prefeitura de Camboriú distribuiu nota comunicaando que devido aos cortes de gastos e rescisões de contratos com fornecedores e prestadores de serviços, está suspensa a coleta de entulhos naquela cidade.

Por isso, solicitou que a população não deixe materiais jogados nas ruas e calçadas. "Para aqueles que necessitam despachar algum entulho, há a possibilidade do aluguel de caçambas, oferecido por muitas empresas", comunicou.

Prefeituras com dificuldades

A prefeita de Camboriú Luzia Coppi Mathias demitiu seis dos 11 secretários, além de diretores e assessores na última semana. Ela também mudou o horário de trabalho, cortou horas extras e tomou outras medidas com o objetivo de enfrentar a crise econômica que, segundo estimativa da Confederação Nacional dos Municípios, deixou mais de 70% das prefeituras do país no vermelho.

A maioria das cidades depende do Fundo de Participação dos Municípios que por sua vez varia de acordo com o desempenho da economia. Dessa forma os repasses estão encolhendo e as despesas aumentando, gerando uma conta que não fecha.

Luzia disse que além da queda da arrecadação, o governo federal não cumpre seus compromissos, só na área de saúde deve R$ 60 milhões de repasses aos municípios catarinenses. Ela reclamou que não existe nenhum programa idealizado por Brasília (por exemplo, Samu ou Estratégia Saúde da Família), cujos repasses cubram as despesas, acaba estourando sempre nos municípios.

A prefeitura de Itajaí também está em situação difícil, previa uma receita este ano de R$1,2 bilhão, arrecadou R$ 961 milhões e tem compromissos que totalizam R$ 1,26 bilhão.

As contas da prefeitura de Balneário Camboriú estão equilibradas, mas haverá necessidade de economizar e aumentar a receita se o próximo prefeito quiser executar planos de impacto. A cidade tem cerca de R$ 60 milhões guardados para esta finalidade. Quando recebeu a prefeitura do seu antecessor, Rubens Spernau, o prefeito Edson Piriquito herdou um saldo, corrigido para a data atual, de R$ 87 milhões em caixa.

Salários consomem a maior parte do dinheiro

Empreguismo e baixa produtividade são o maior problema das prefeituras em geral porque cada prefeito que assume enxerga a possibilidade de beneficiar sua turma, em vez de buscar a profissionalização dos servidores de carreira.

Esse modelo tortuoso é histórico, os funcionários da prefeitura em Balneário Camboriú, por exemplo, recebem triênio (10% de aumento a cada três anos) e licença-prêmio (três meses de férias a cada cinco anos).

Em momentos de crise, a receita do município cai e as demandas aumentam, é necessário mais investimento público, porque a prefeitura tem que oferecer mais saúde e educação, socorrendo famílias cujos chefes perderam o emprego ou tiveram sua renda reduzida.

As pirâmides funcionais das prefeituras costumam ser perversas, inchadas na base, com servidores de baixa qualificação e raquíticas no topo, onde poderiam estar os cérebros que idealizariam e manteriam a cidade no rumo com projetos de longa duração.

Por isso ocorrem casos como o da prefeitura de Balneário Camboriú que tem uma dezena de engenheiros, cinco arquitetos e pagou R$ 336 mil para uma empresa projetar uma praça que possivelmente nem será construída.
 

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