Jornal Página 3

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Cadeirante denuncia falta de fornecimento de sondas uretrais [com áudio]

Quarta, 9/3/2016 11:12.

A cadeirante Gevelyn Almeida denunciou ao Página 3 problemas de gestão na Secretaria de Saúde. Na terça-feira (1º) ela foi à Câmara de Vereadores, onde falou sobre a falta de fornecimento de sondas uretrais, durante a sessão o vereador e presidente Nilson Probst alegou que ela estava mentindo e que não ia buscar seus equipamentos há dois meses. Gevelyn foi ver de perto e descobriu sérios problemas na Saúde da cidade.

Ela salienta que a situação foi desagradável, pois Probst a chamou de mentirosa ao vivo. “Fiz a crítica sobre os problemas de fornecimento, além de mim vários amigos também estão passando por isso, e nessa sessão o Nilson disse que o material estava há mais de dois meses no posto de saúde da Rua 1.500 e que eu não fui retirar”, diz.

Na quarta-feira (2) Gevelyn foi até a Secretaria de Saúde para retirar o material que supostamente estava lá à sua disposição, mas teve uma resposta negativa dos funcionário. “Eles falaram que não tinha material para retirada e me deram sonda de aspiração traquial. Então passei na gestão de Saúde e falei com a senhora Alessandra e ela disse que estavam tendo problema com as sondas uretrais número 12 (Gevelyn usa a 14). Resolvi ir até o almoxarifado para ver se tinham estoque. Chegando lá a funcionária disse que tem material sim, e que às vezes a própria unidade de saúde não os solicita”, comenta*. 

*Confira ao final da matéria o áudio da conversa com a funcionária do departamento.

Segundo Gevelyn, o setor do almoxarifado tem apenas um carro para fazer entrega e busca do material. “A funcionária, muito prestativa, montou uma caixa com os itens que eu precisava e endereçou ao enfermeiro Ricardo, na Secretaria de Saúde, pois eu só poderia retirar lá”, explica. Após a confusão, a cadeirante procurou o secretário de Saúde, Eroni Foresti, que disse não saber a situação, mas que tomaria providências.

“Resolvi ir novamente até a Câmara de Vereadores, para que a vereadora Marisa Zanoni respondesse sobre o caso. Ela falou sobre na tribuna e o Nilson Probst não estava, ele ficou sabendo disso tudo somente posteriormente. Na terça-feira (8) ele respondeu lendo um documento protocolado na Câmara, em nome do enfermeiro que me entregou as sondas, dizendo novamente que eu estava mentindo e que os materiais nunca faltaram, além de que eu não os retirava há três meses”, informa.

Gevelyn conta que está se sentindo ridicularizada e indignada com a situação.

“Usam a hashtag Humanizando Balneário Camboriú nas redes sociais, mas cadê essa tal humanização? Falta organização na Secretaria de Saúde, não deveríamos precisar ir ao almoxarifado e sim no posto. Sei lá porque cargas d’água está faltando, dizem que não tem e depois dizem que eu não fui lá retirar. Estão me fazendo assumir uma culpa que não é minha”, afirma. A cadeirante também denuncia que não há nenhum comprovante de retirada. “Sugiro que os pacientes assinem um protocolo. Eu lembro de assinar um documento somente uma vez. Quem dá baixa é um enfermeiro, mas deveria ter um controle melhor para que isso tudo que aconteceu comigo não se repita”, diz.

*Áudio com a funcionária do departamento

  

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Cadeirante denuncia falta de fornecimento de sondas uretrais [com áudio]

Quarta, 9/3/2016 11:12.

A cadeirante Gevelyn Almeida denunciou ao Página 3 problemas de gestão na Secretaria de Saúde. Na terça-feira (1º) ela foi à Câmara de Vereadores, onde falou sobre a falta de fornecimento de sondas uretrais, durante a sessão o vereador e presidente Nilson Probst alegou que ela estava mentindo e que não ia buscar seus equipamentos há dois meses. Gevelyn foi ver de perto e descobriu sérios problemas na Saúde da cidade.

Ela salienta que a situação foi desagradável, pois Probst a chamou de mentirosa ao vivo. “Fiz a crítica sobre os problemas de fornecimento, além de mim vários amigos também estão passando por isso, e nessa sessão o Nilson disse que o material estava há mais de dois meses no posto de saúde da Rua 1.500 e que eu não fui retirar”, diz.

Na quarta-feira (2) Gevelyn foi até a Secretaria de Saúde para retirar o material que supostamente estava lá à sua disposição, mas teve uma resposta negativa dos funcionário. “Eles falaram que não tinha material para retirada e me deram sonda de aspiração traquial. Então passei na gestão de Saúde e falei com a senhora Alessandra e ela disse que estavam tendo problema com as sondas uretrais número 12 (Gevelyn usa a 14). Resolvi ir até o almoxarifado para ver se tinham estoque. Chegando lá a funcionária disse que tem material sim, e que às vezes a própria unidade de saúde não os solicita”, comenta*. 

*Confira ao final da matéria o áudio da conversa com a funcionária do departamento.

Segundo Gevelyn, o setor do almoxarifado tem apenas um carro para fazer entrega e busca do material. “A funcionária, muito prestativa, montou uma caixa com os itens que eu precisava e endereçou ao enfermeiro Ricardo, na Secretaria de Saúde, pois eu só poderia retirar lá”, explica. Após a confusão, a cadeirante procurou o secretário de Saúde, Eroni Foresti, que disse não saber a situação, mas que tomaria providências.

“Resolvi ir novamente até a Câmara de Vereadores, para que a vereadora Marisa Zanoni respondesse sobre o caso. Ela falou sobre na tribuna e o Nilson Probst não estava, ele ficou sabendo disso tudo somente posteriormente. Na terça-feira (8) ele respondeu lendo um documento protocolado na Câmara, em nome do enfermeiro que me entregou as sondas, dizendo novamente que eu estava mentindo e que os materiais nunca faltaram, além de que eu não os retirava há três meses”, informa.

Gevelyn conta que está se sentindo ridicularizada e indignada com a situação.

“Usam a hashtag Humanizando Balneário Camboriú nas redes sociais, mas cadê essa tal humanização? Falta organização na Secretaria de Saúde, não deveríamos precisar ir ao almoxarifado e sim no posto. Sei lá porque cargas d’água está faltando, dizem que não tem e depois dizem que eu não fui lá retirar. Estão me fazendo assumir uma culpa que não é minha”, afirma. A cadeirante também denuncia que não há nenhum comprovante de retirada. “Sugiro que os pacientes assinem um protocolo. Eu lembro de assinar um documento somente uma vez. Quem dá baixa é um enfermeiro, mas deveria ter um controle melhor para que isso tudo que aconteceu comigo não se repita”, diz.

*Áudio com a funcionária do departamento

  

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