Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Geral
Querem atropelar o Plano Diretor para favorecer uma igreja

Picaretagem pode ter ligação com propósitos eleitorais

Quarta, 4/5/2016 18:37.
Google Maps
Nesta região é proibido construir edifícios.

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Está prevista para ser votada na sessão desta quinta-feira (5) no Conselho da Cidade autorização para uma igreja construir um prédio administrativo num terreno localizado na Rua 1950, esquina com 1980, em Balneário Camboriú.

Este prédio desrespeita o Plano Diretor e a vontade dos moradores do bairro, onde é permitido construir apenas dois pavimentos mais 50%. Dos aproximadamente 3.000 m2 que é permitido construir no terreno, eles querem edificar cerca de 9.000 m2, com 16 salas comerciais no térreo, dois pavimentos de garagem e duas lajes, cuja destinação não está clara.

Seria uma espécie de caixote de concreto, desrespeitando todos os parâmetros daquela região ondeo Plano Diretor proíbe construir prédios. Esse impedimento foi reafirmado nas audiências públicas com a comunidade para o novo Plano Diretor que será votado dentro de dois meses.

A proposta tramitou no Conselho da Cidade com rapidez espantosa, ingressou na semana passada em sessão extraordinária e agora já vai para votação. Casos anteriores envolvendo escolas, edifícios, hospitais e universidades levaram meses tramitando no Conselho da Cidade e para esta igreja todos os prazos foram recordes.

Um conselheiro da cidade comentou que parece ser uma picaretagem promovida por gente da secretaria do Planejamento com objetivos eleitorais. O secretário do Planejamento e pré-candidato a prefeito, Fábio Flôr, não foi encontrado para comentar os fatos.Como se sabe, igrejas têm milhares de fiéis e favorecê-las pode resultar em vantagens nas urnas.

A proposta foi apresentada ao Conselho da Cidade como projeto especial, o que é uma tentativa de fraudar o Plano Diretor, já que a construção de igrejas, escritórios e assemelhados está perfeitamente disciplinada na legislação do município.

O projeto foi relatado pelo conselheiro Ênio Faquetti e seu parecer é pela rejeição. No entanto, parece haver disposição de derrubar o parecer na reunião de hoje e aprovar o projeto.


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Nesta região é proibido construir edifícios.
Nesta região é proibido construir edifícios.

Querem atropelar o Plano Diretor para favorecer uma igreja

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Quarta, 4/5/2016 18:37.

Está prevista para ser votada na sessão desta quinta-feira (5) no Conselho da Cidade autorização para uma igreja construir um prédio administrativo num terreno localizado na Rua 1950, esquina com 1980, em Balneário Camboriú.

Este prédio desrespeita o Plano Diretor e a vontade dos moradores do bairro, onde é permitido construir apenas dois pavimentos mais 50%. Dos aproximadamente 3.000 m2 que é permitido construir no terreno, eles querem edificar cerca de 9.000 m2, com 16 salas comerciais no térreo, dois pavimentos de garagem e duas lajes, cuja destinação não está clara.

Seria uma espécie de caixote de concreto, desrespeitando todos os parâmetros daquela região ondeo Plano Diretor proíbe construir prédios. Esse impedimento foi reafirmado nas audiências públicas com a comunidade para o novo Plano Diretor que será votado dentro de dois meses.

A proposta tramitou no Conselho da Cidade com rapidez espantosa, ingressou na semana passada em sessão extraordinária e agora já vai para votação. Casos anteriores envolvendo escolas, edifícios, hospitais e universidades levaram meses tramitando no Conselho da Cidade e para esta igreja todos os prazos foram recordes.

Um conselheiro da cidade comentou que parece ser uma picaretagem promovida por gente da secretaria do Planejamento com objetivos eleitorais. O secretário do Planejamento e pré-candidato a prefeito, Fábio Flôr, não foi encontrado para comentar os fatos.Como se sabe, igrejas têm milhares de fiéis e favorecê-las pode resultar em vantagens nas urnas.

A proposta foi apresentada ao Conselho da Cidade como projeto especial, o que é uma tentativa de fraudar o Plano Diretor, já que a construção de igrejas, escritórios e assemelhados está perfeitamente disciplinada na legislação do município.

O projeto foi relatado pelo conselheiro Ênio Faquetti e seu parecer é pela rejeição. No entanto, parece haver disposição de derrubar o parecer na reunião de hoje e aprovar o projeto.


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