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Merkel: não se pode sair da UE e manter os privilégios
PR/FR.
François Hollande, Angela Merkel e Matteo Renzi fazem declaração conjunta sobre prioridades da União Europeia depois da saída do Reino Unido do bloco.

Terça, 28/6/2016 7:38.

Marieta Cazarré (AB)

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse hoje (28), em reunião do Conselho da União Europeia (UE), em Bruxelas, que não se pode sair do bloco e manter os privilégios. Ela se referia à saída do Reino Unido da UE, após o referendo de quinta-feira passada (23), quando a medida foi aprovada por 51,9% dos eleitores.

Merkel falou sobre o acordo de livre comércio e a livre circulação de pessoas na UE. “Podemos comprar produtos de outros países e os nossos jovens podem estudar em outros países. Podemos estar orgulhosos do nosso modelo social, muita gente mundo afora inveja isso. Nós vamos lutar pelo bloco, por uma União Europeia forte o suficiente para lidar com a saída do Reino Unido, e forte o suficiente para representar seus interesses diante do mundo”, afirmou.

Ela disse ainda que é preciso tornar a UE mais competitiva e focar no sucesso da Europa. “Para uma Europa de sucesso é fundamental que as instituições e os países-membros mantenham os acordos e as promessas”.

“Temos que estar atentos à situação dos refugiados da Síria e do Iraque. Só juntos poderemos lidar com as obrigações a respeito dos refugiados e a questão do terrorismo. A questão é muito grande para os países lidarem sozinhos”, afirmou Merkel.

Saiba Mais
Pós-Brexit: Merkel, Hollande e Renzi definem prioridades que UE deve discutir
Reino Unido deve dar o primeiro passo para deixar UE, diz Merkel
A chanceler alemã disse ainda que conversou com François Hollande, presidente da França, que eles discutiram o futuro da UE e que compartilham a mesma opinião sobre a saída do Reino Unido.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, participa hoje da reunião do conselho, mas não participará do evento amanhã (29), quando os 27 países-membros se reunirão para discutir a questão.

Cameron está sendo pressionado por lideranças europeias para dar início ao processo de saída do Reino Unido da UE. Jean-Claude Junker, presidente da Comissão Europeia, afirmou que a UE “não pode permanecer na incerteza”.

Por outro lado, britânicos insatisfeitos com o resultado do referendo têm ido às ruas se manifestar contra a decisão e solicitar um novo referendo. No site petition.parliament.uk, o pedido de um segundo referendo já tem quase 4 milhões de assinaturas.

A Escócia, que é membro do Reino Unido e que teve maioria votando para permanecer na UE, também já sugeriu referendo para se tornar independente.

Nigel Farage, líder do partido britânico Ukip, favorável à saída do Reino Unido, afirmou na reunião de hoje que o projeto político da UE está em negação. Farage disse ainda, sob vaias do Parlamento, que o referendo teve “resultado sísmico” e que a “UE deve permitir que os britânicos possam perseguir suas ambições globais”. 

Merkel, Hollande e Renzi definem prioridades que UE deve discutir

Reunidos em nome dos 27 países-membro da União Europeia, os chefes de Estado e de Governo da Alemanha, França e Itália disseram hoje (27) que qualquer negociação com a Grã Bretanha, depois do referendo que decidiu por sua saída da União Europeia, só começará depois de uma notificação oficial. A chanceler alemã, Angela Merkel, declarou, em Berlim, que é a Grã Bretanha que tem que dar o primeiro passo após a decisão da população britânica.

“Nós estamos aqui para preparar a reunião do Conselho Europeu que se dará amanhã e depois de amanhã.[…] A rotina é que a gente se reúna uns dias antes para tratar dos assuntos e é claro que, dessa vez, nós falamos da novidade que é a saída do Reino Unido. Nós respeitamos plenamente a decisão do povo britânico, mas é preciso também levar em conta que essa decisão terá todas as consequências que devem ter decisões assim”, disse Angela Merkel após encontro com o presidente francês, François Hollande, e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.

A chanceler lembrou as bases do Artigo 50 do Tratado de Lisboa, assinado pelos países-membro da UE em 2007 e em vigor desde 2009. O tratado alterou as características legislativas do bloco, fortalecendo o Parlamento Europeu e instituiu a possibilidade de saída da UE, desde que avisada com antecedência.

Embora fazendo a ressalva de que o processo de ruptura entre Londres e Bruxelas (a sede da UE) só pode ser iniciado com um pedido formal por parte das autoridades britânicas, os três líderes cobraram rapidez para diminuir as incertezas e virar de vez essa página.

A solicitação só deve ser apresentada quando o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, deixar o poder, o que está previsto para acontecer em outubro, mês em que o Partido Conservador escolherá seu novo líder, provavelmente o ex-prefeito de Londres Boris Johnson. Apenas depois disso começarão as negociações - formais e informais - entre Londres e Bruxelas.

"O que aconteceu na semana passada demonstra que este é um tempo propício: se, por um lado, estamos tristes pelo voto dos britânicos, também é verdade que essa é uma época propícia para uma nova página na União Europeia", afirmou Renzi, catapultado ao grupo dos principais líderes europeus após o Brexit.

Sua entrada, no lugar de Cameron, no trio formado com Merkel e Hollande também deve fortalecer uma nova abordagem no projeto da UE. Renzi é um dos mais firmes defensores de reformas na União Europeia e tem sido crítico feroz das políticas de austeridade que colocaram muitas economias, inclusive a italiana, de joelhos.

"Há uma necessidade forte de dar pernas e coração ao projeto europeu para as próximas décadas. Sabemos que a UE é forte e sólida, e deve ser cada vez mais solidária e capaz de olhar para o futuro", destacou o primeiro-ministro italiano.

O mesmo tom está na declaração conjunta dos três líderes, que pede para Bruxelas dar mais atenção às "prioridades essenciais" das pessoas e deixar de atuar em áreas nas quais os Estados podem agir melhor - a reclamação de ingerência da UE em assuntos menores dos países-membros é frequente.

Não podemos perder tempo

Em seu discurso, após o encontro preparatório para a reunião do Conselho de Ministros, o presidente francês disse que não se pode perder tempo, ao fazer referência à pressa que se deve ter em definir a situação britânica no bloco. Ele disse que não só a questão política está no bojo da decisão, mas também a financeira. “Por que não podemos perder tempo? Porque nada é pior que incerteza. A incerteza gera comportamentos irrracionais e geram também comportamentos financeiros que podem ser igualmente irracionais, e isso o Reino Unido já experimentou e foi doloroso tanto no plano político quanto no plano finacneiro”, afirmou François Hollande.

O chefe de Estado francês disse esperar que, para a Europa, no entanto, não haja maiores consequências com a saída do Reino Unido. “Não haverá consequências porque a Europa é sólida, forte. É um projeto que deve ser buscado mesmo que haja mudanças intervindo e que suas prioridades sejam reafirmadas”, disse Hollande.

Prioridades

Em um carta conjunta, os três líderes apontaram as quatro prioridades discutidas entre eles e que serão levadas ao Conselho de Ministros: a segurança interior e exterior, o que significa tratar da proteção das fronteiras e a luta contra o terrorismo, além da crise migratória; as condições para que se estabeleçam as bases de uma economia forte que leve ao crescimento, ao fornecimento de empregos suficientes, principalmente para os jovens, e a questão energética; a criação de programas específicos para a juventude, especificamente direcionados à formação, ao empreendedorismo e acesso ao emprego; e, por fim, a busca por uma harmonização fiscal e social na zona do euro.

Angela Merkel enfatizou, dentre essas prioridades, a questão dos jovens, lembrando que eles foram a maioria no voto pela permanência do Reino Unido na União Europeia. “Os jovens esperam uma Europa que funcione e abra as perspectivas do futuro. Precisamos refletir sobre como apresentar essas perspectivas aos jovens, como lhes apresentar sinais positivos”, disse a chanceler alemã.

Ela lembrou que, em setembro, o Conselho de Ministros deve se reunir novamente, quando, então, tratará de medidas específicas relativas à saída da Grã Bretanha do bloco. Merkel também lembrou que, em março de 2017, quando completam-se 60 anos do Tratado de Roma, que estabeleceu as bases para a criação da Comunidade Econômica Europeia, seria muito tarde para discutir essas questões. “Não podemos esperar até essa data para apresentar uma proposição específica na área da defesa, da segurança e da competitividade. Portanto, todos os detalhes serão discutidos nessa ocasião, em setembro”.

*Com informações da Ansa

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Merkel: não se pode sair da UE e manter os privilégios

PR/FR.
François Hollande, Angela Merkel e Matteo Renzi fazem declaração conjunta sobre prioridades da União Europeia depois da saída do Reino Unido do bloco.
François Hollande, Angela Merkel e Matteo Renzi fazem declaração conjunta sobre prioridades da União Europeia depois da saída do Reino Unido do bloco.
Terça, 28/6/2016 7:38.

Marieta Cazarré (AB)

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse hoje (28), em reunião do Conselho da União Europeia (UE), em Bruxelas, que não se pode sair do bloco e manter os privilégios. Ela se referia à saída do Reino Unido da UE, após o referendo de quinta-feira passada (23), quando a medida foi aprovada por 51,9% dos eleitores.

Merkel falou sobre o acordo de livre comércio e a livre circulação de pessoas na UE. “Podemos comprar produtos de outros países e os nossos jovens podem estudar em outros países. Podemos estar orgulhosos do nosso modelo social, muita gente mundo afora inveja isso. Nós vamos lutar pelo bloco, por uma União Europeia forte o suficiente para lidar com a saída do Reino Unido, e forte o suficiente para representar seus interesses diante do mundo”, afirmou.

Ela disse ainda que é preciso tornar a UE mais competitiva e focar no sucesso da Europa. “Para uma Europa de sucesso é fundamental que as instituições e os países-membros mantenham os acordos e as promessas”.

“Temos que estar atentos à situação dos refugiados da Síria e do Iraque. Só juntos poderemos lidar com as obrigações a respeito dos refugiados e a questão do terrorismo. A questão é muito grande para os países lidarem sozinhos”, afirmou Merkel.

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Reino Unido deve dar o primeiro passo para deixar UE, diz Merkel
A chanceler alemã disse ainda que conversou com François Hollande, presidente da França, que eles discutiram o futuro da UE e que compartilham a mesma opinião sobre a saída do Reino Unido.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, participa hoje da reunião do conselho, mas não participará do evento amanhã (29), quando os 27 países-membros se reunirão para discutir a questão.

Cameron está sendo pressionado por lideranças europeias para dar início ao processo de saída do Reino Unido da UE. Jean-Claude Junker, presidente da Comissão Europeia, afirmou que a UE “não pode permanecer na incerteza”.

Por outro lado, britânicos insatisfeitos com o resultado do referendo têm ido às ruas se manifestar contra a decisão e solicitar um novo referendo. No site petition.parliament.uk, o pedido de um segundo referendo já tem quase 4 milhões de assinaturas.

A Escócia, que é membro do Reino Unido e que teve maioria votando para permanecer na UE, também já sugeriu referendo para se tornar independente.

Nigel Farage, líder do partido britânico Ukip, favorável à saída do Reino Unido, afirmou na reunião de hoje que o projeto político da UE está em negação. Farage disse ainda, sob vaias do Parlamento, que o referendo teve “resultado sísmico” e que a “UE deve permitir que os britânicos possam perseguir suas ambições globais”. 

Merkel, Hollande e Renzi definem prioridades que UE deve discutir

Reunidos em nome dos 27 países-membro da União Europeia, os chefes de Estado e de Governo da Alemanha, França e Itália disseram hoje (27) que qualquer negociação com a Grã Bretanha, depois do referendo que decidiu por sua saída da União Europeia, só começará depois de uma notificação oficial. A chanceler alemã, Angela Merkel, declarou, em Berlim, que é a Grã Bretanha que tem que dar o primeiro passo após a decisão da população britânica.

“Nós estamos aqui para preparar a reunião do Conselho Europeu que se dará amanhã e depois de amanhã.[…] A rotina é que a gente se reúna uns dias antes para tratar dos assuntos e é claro que, dessa vez, nós falamos da novidade que é a saída do Reino Unido. Nós respeitamos plenamente a decisão do povo britânico, mas é preciso também levar em conta que essa decisão terá todas as consequências que devem ter decisões assim”, disse Angela Merkel após encontro com o presidente francês, François Hollande, e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.

A chanceler lembrou as bases do Artigo 50 do Tratado de Lisboa, assinado pelos países-membro da UE em 2007 e em vigor desde 2009. O tratado alterou as características legislativas do bloco, fortalecendo o Parlamento Europeu e instituiu a possibilidade de saída da UE, desde que avisada com antecedência.

Embora fazendo a ressalva de que o processo de ruptura entre Londres e Bruxelas (a sede da UE) só pode ser iniciado com um pedido formal por parte das autoridades britânicas, os três líderes cobraram rapidez para diminuir as incertezas e virar de vez essa página.

A solicitação só deve ser apresentada quando o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, deixar o poder, o que está previsto para acontecer em outubro, mês em que o Partido Conservador escolherá seu novo líder, provavelmente o ex-prefeito de Londres Boris Johnson. Apenas depois disso começarão as negociações - formais e informais - entre Londres e Bruxelas.

"O que aconteceu na semana passada demonstra que este é um tempo propício: se, por um lado, estamos tristes pelo voto dos britânicos, também é verdade que essa é uma época propícia para uma nova página na União Europeia", afirmou Renzi, catapultado ao grupo dos principais líderes europeus após o Brexit.

Sua entrada, no lugar de Cameron, no trio formado com Merkel e Hollande também deve fortalecer uma nova abordagem no projeto da UE. Renzi é um dos mais firmes defensores de reformas na União Europeia e tem sido crítico feroz das políticas de austeridade que colocaram muitas economias, inclusive a italiana, de joelhos.

"Há uma necessidade forte de dar pernas e coração ao projeto europeu para as próximas décadas. Sabemos que a UE é forte e sólida, e deve ser cada vez mais solidária e capaz de olhar para o futuro", destacou o primeiro-ministro italiano.

O mesmo tom está na declaração conjunta dos três líderes, que pede para Bruxelas dar mais atenção às "prioridades essenciais" das pessoas e deixar de atuar em áreas nas quais os Estados podem agir melhor - a reclamação de ingerência da UE em assuntos menores dos países-membros é frequente.

Não podemos perder tempo

Em seu discurso, após o encontro preparatório para a reunião do Conselho de Ministros, o presidente francês disse que não se pode perder tempo, ao fazer referência à pressa que se deve ter em definir a situação britânica no bloco. Ele disse que não só a questão política está no bojo da decisão, mas também a financeira. “Por que não podemos perder tempo? Porque nada é pior que incerteza. A incerteza gera comportamentos irrracionais e geram também comportamentos financeiros que podem ser igualmente irracionais, e isso o Reino Unido já experimentou e foi doloroso tanto no plano político quanto no plano finacneiro”, afirmou François Hollande.

O chefe de Estado francês disse esperar que, para a Europa, no entanto, não haja maiores consequências com a saída do Reino Unido. “Não haverá consequências porque a Europa é sólida, forte. É um projeto que deve ser buscado mesmo que haja mudanças intervindo e que suas prioridades sejam reafirmadas”, disse Hollande.

Prioridades

Em um carta conjunta, os três líderes apontaram as quatro prioridades discutidas entre eles e que serão levadas ao Conselho de Ministros: a segurança interior e exterior, o que significa tratar da proteção das fronteiras e a luta contra o terrorismo, além da crise migratória; as condições para que se estabeleçam as bases de uma economia forte que leve ao crescimento, ao fornecimento de empregos suficientes, principalmente para os jovens, e a questão energética; a criação de programas específicos para a juventude, especificamente direcionados à formação, ao empreendedorismo e acesso ao emprego; e, por fim, a busca por uma harmonização fiscal e social na zona do euro.

Angela Merkel enfatizou, dentre essas prioridades, a questão dos jovens, lembrando que eles foram a maioria no voto pela permanência do Reino Unido na União Europeia. “Os jovens esperam uma Europa que funcione e abra as perspectivas do futuro. Precisamos refletir sobre como apresentar essas perspectivas aos jovens, como lhes apresentar sinais positivos”, disse a chanceler alemã.

Ela lembrou que, em setembro, o Conselho de Ministros deve se reunir novamente, quando, então, tratará de medidas específicas relativas à saída da Grã Bretanha do bloco. Merkel também lembrou que, em março de 2017, quando completam-se 60 anos do Tratado de Roma, que estabeleceu as bases para a criação da Comunidade Econômica Europeia, seria muito tarde para discutir essas questões. “Não podemos esperar até essa data para apresentar uma proposição específica na área da defesa, da segurança e da competitividade. Portanto, todos os detalhes serão discutidos nessa ocasião, em setembro”.

*Com informações da Ansa

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