Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Geral
EUA são destino de empresas que querem ir para o exterior

Governo pretende fortalecer programas de apoio

Domingo, 26/6/2016 9:11.

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Por Lu Aiko Otta

Brasília, 25 (AE) - Os Estados Unidos são, disparado, o principal mercado procurado pelas empresas brasileiras que já exportam e decidem abrir uma operação no exterior. O país é citado por 68,8% das empresas que buscam expansão internacional nos próximos três anos, segundo pesquisa realizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). Em seguida vêm Colômbia, México, Argentina e - surpresa - os Emirados Árabes Unidos.

Ao abrir um escritório, entreposto, parceria, franquia, filial ou uma operação no exterior, a empresa exportadora aumenta seu faturamento pelo simples fato de estar mais próxima do cliente. Ela também consegue adaptar melhor seu produto ou serviço ao mercado local e mapear melhor a demanda.

Outra vantagem é trazer inovações para o Brasil. É por essa razão que os programas de apoio à internacionalização serão fortalecidos no atual governo, como estratégia para aumentar as exportações e dar a elas uma base mais consolidada.

A pesquisa da Apex, respondida por 229 empresas exportadoras, mostra que o principal objetivo ao buscar a internacionalização é vender mais. Essa foi a resposta de 72,7% das empresas que vão abrir operações no exterior para se expandir e por 77,7% daquelas que o farão para exportar ou manter sua operação. A expansão internacional foi considerada "altamente importante" por 83,6% das entrevistadas.

"Temos casos aqui em que a simples abertura de um escritório no exterior fez as vendas da empresa aumentarem 30%", conta Juarez Leal, coordenador de Internacionalização da Apex. Na média, as empresas brasileiras obtêm 5% de suas receitas no exterior. O número sobe para 34% nas internacionalizadas.

A entrada em outros mercados ajuda a manter o faturamento das empresas em épocas de crise como a atual. "Hoje, nossas operações no exterior representam 60% das nossas receitas", diz Lisiane Kunst, diretora executiva da Artecola, uma empresa que fornece adesivos para indústrias. Por exemplo, a cola que fecha as embalagens de leite longa vida ou a que une partes de um automóvel.

Houve época em que as operações fora do País davam prejuízo, mas a empresa manteve sua aposta na internacionalização, que começou em 1997 com a compra de fábricas já instaladas, boa parte delas sendo empresas familiares, dentro de uma estratégia de expansão no longo prazo. Hoje ela é a segunda maior fornecedora do produto no mercado latino-americano e está instalada na Argentina, Colômbia, Chile, Peru e México. É a sétima empresa mais internacionalizada do País.

Inovação

A diversificação de riscos, como fez a empresa, é uma das principais razões pelas quais as companhias decidem operar no exterior. Mas existem outros motivos. Por exemplo, a inovação.

Foi atrás das novidades que a Giraffas, rede de lanchonetes, instalou-se na terra do fast food. "Os Estados Unidos são o mercado onde tudo acontece antes", diz o diretor de Expansão do grupo, Eduardo Guerra. "Queremos entender o caminho e aplicar no Brasil." Ele explica que o segmento que mais cresce no mercado norte-americano é o fast casual, algo intermediário entre McDonald’s e Outback. É nesse grupo que o Giraffas opera lá. O forte são pratos feitos de arroz, feijão, salada e uma proteína - o carro-chefe é picanha.

O escritório da Apex em Miami foi base para o início da operação da Giraffas. "Eles ajudaram muito." Além da infraestrutura, a agência auxilia as empresas de diversas formas. Quando um empresário a procura dizendo que quer ir para o exterior, responde a um questionário que mede o quanto ele está preparado para a empreitada e mostra onde ele, potencialmente, enfrentará problemas. "Já ajudamos muitas empresas, por isso sabemos onde estão os gargalos", diz Leal.


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EUA são destino de empresas que querem ir para o exterior

Governo pretende fortalecer programas de apoio

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Domingo, 26/6/2016 9:11.

Por Lu Aiko Otta

Brasília, 25 (AE) - Os Estados Unidos são, disparado, o principal mercado procurado pelas empresas brasileiras que já exportam e decidem abrir uma operação no exterior. O país é citado por 68,8% das empresas que buscam expansão internacional nos próximos três anos, segundo pesquisa realizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). Em seguida vêm Colômbia, México, Argentina e - surpresa - os Emirados Árabes Unidos.

Ao abrir um escritório, entreposto, parceria, franquia, filial ou uma operação no exterior, a empresa exportadora aumenta seu faturamento pelo simples fato de estar mais próxima do cliente. Ela também consegue adaptar melhor seu produto ou serviço ao mercado local e mapear melhor a demanda.

Outra vantagem é trazer inovações para o Brasil. É por essa razão que os programas de apoio à internacionalização serão fortalecidos no atual governo, como estratégia para aumentar as exportações e dar a elas uma base mais consolidada.

A pesquisa da Apex, respondida por 229 empresas exportadoras, mostra que o principal objetivo ao buscar a internacionalização é vender mais. Essa foi a resposta de 72,7% das empresas que vão abrir operações no exterior para se expandir e por 77,7% daquelas que o farão para exportar ou manter sua operação. A expansão internacional foi considerada "altamente importante" por 83,6% das entrevistadas.

"Temos casos aqui em que a simples abertura de um escritório no exterior fez as vendas da empresa aumentarem 30%", conta Juarez Leal, coordenador de Internacionalização da Apex. Na média, as empresas brasileiras obtêm 5% de suas receitas no exterior. O número sobe para 34% nas internacionalizadas.

A entrada em outros mercados ajuda a manter o faturamento das empresas em épocas de crise como a atual. "Hoje, nossas operações no exterior representam 60% das nossas receitas", diz Lisiane Kunst, diretora executiva da Artecola, uma empresa que fornece adesivos para indústrias. Por exemplo, a cola que fecha as embalagens de leite longa vida ou a que une partes de um automóvel.

Houve época em que as operações fora do País davam prejuízo, mas a empresa manteve sua aposta na internacionalização, que começou em 1997 com a compra de fábricas já instaladas, boa parte delas sendo empresas familiares, dentro de uma estratégia de expansão no longo prazo. Hoje ela é a segunda maior fornecedora do produto no mercado latino-americano e está instalada na Argentina, Colômbia, Chile, Peru e México. É a sétima empresa mais internacionalizada do País.

Inovação

A diversificação de riscos, como fez a empresa, é uma das principais razões pelas quais as companhias decidem operar no exterior. Mas existem outros motivos. Por exemplo, a inovação.

Foi atrás das novidades que a Giraffas, rede de lanchonetes, instalou-se na terra do fast food. "Os Estados Unidos são o mercado onde tudo acontece antes", diz o diretor de Expansão do grupo, Eduardo Guerra. "Queremos entender o caminho e aplicar no Brasil." Ele explica que o segmento que mais cresce no mercado norte-americano é o fast casual, algo intermediário entre McDonald’s e Outback. É nesse grupo que o Giraffas opera lá. O forte são pratos feitos de arroz, feijão, salada e uma proteína - o carro-chefe é picanha.

O escritório da Apex em Miami foi base para o início da operação da Giraffas. "Eles ajudaram muito." Além da infraestrutura, a agência auxilia as empresas de diversas formas. Quando um empresário a procura dizendo que quer ir para o exterior, responde a um questionário que mede o quanto ele está preparado para a empreitada e mostra onde ele, potencialmente, enfrentará problemas. "Já ajudamos muitas empresas, por isso sabemos onde estão os gargalos", diz Leal.


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