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Oceanógrafo defende controle da pesca da tainha, inclusive da artesanal

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Alejandro d´Olivera

Quinta, 2/6/2016 9:49.

O doutor em ciências Paulo Ricardo Schwingel defende um controle sobre a pesca da tainha, inclusive a artesanal, porque os estudos dos últimos 15 anos, no litoral catarinense e na Lagoa dos Patos, mostram que isto é necessário. “Peixe não morre duas vezes, não faz diferença se morre na lagoa ou aqui”, é necessário controle sobre o esforço de pesca.

Olhando pela ótica real o que se vê nos últimos dias foi a captura maciça de um animal em pleno processo reprodutivo. Ainda por esta ótica, um crime ambiental transformado em festa nas comunidades litorâneas.

O professor Schwingel, mestre em oceanografia biológica, é fonte frequente do Página 3 em matérias sobre peixes ao longo dos anos e mais um vez repetiu que os cientistas ainda não sabem o que acontece com as tainhas depois que elas desovam, normalmente no berçário preferido que fica entre Itajaí e Paranaguá.

A tainha sai da região do Rio da Prata e da Lagoa dos Patos para reproduzir. O provável gatilho para essa migração é o frio, a espécie busca águas mais quentes e também a amplitude do mar onde os filhotes têm mais chance de escapar dos predadores.

Depois da desova, as tainhas seguem não se sabe para onde. Talvez algumas voltem, sejam capturadas, predadas por outros peixes ou morram no esforço reprodutivo como ocorre com outras espécies.

As larvas, os filhote das tainhas, retornam para a Lagoa dos Patos e o Rio da Prata, não apenas por suas próprias forças, mas usando a Corrente do Brasil que flui para o sul. Elas se desenvolverão por cinco anos, até estarem prontas para a corrida reprodutiva.

O professor Schwingel lembrou que a tainha não é importante na região do Prata, não há pesca intensiva. Também no Rio Grande do Sul ainda é considerado um peixe de segunda linha, mas o interesse está aumentando o que resultará em mais pressão sobre os estoques.

Por isso a necessidade de controlar a captura sob pena de no futuro não ter o que capturar.

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