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Massacre em Orlando é tema de manifestações na região
Renata Rutes/Página 3
Na Univali, cerca de 100 jovens falaram sobre direitos e homofobia

Sexta, 17/6/2016 10:01.

Para lembrar o atentado ocorrido na casa noturna Pulse, em Orlando, na Flórida, np último final de semana, diversos membros da comunidade LGBTTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), e simpatizantes se pronunciaram nesta semana, seja através das redes sociais como também em movimentos. Aqui na região isso também aconteceu.

Nesta quinta-feira (16), uma manifestação foi realizada na Univali de Itajaí, onde o assunto foi discutido em uma roda de conversa com aproximadamente 100 jovens.

Na web

Pelas redes, a empresária Nathi Graciele, lésbica assumida, casada com a também empresária Sylvia Toledo, lembrou a morte das mais de 50 pessoas em Orlando, e disse que isso mostra toda a dureza que a sociedade vive.

“Estamos diante de uma nova forma de terror na qual indivíduos dirigidos ou encorajados pelo preconceito ou religiosidade decidem causar o máximo dano possível contra pessoas e grupos absolutamente resolvidos em sua opção sexual e por esse mesmo motivo são alvos de tantos massacres”, disse.

Ela salientou ainda que o atirador era um homofóbico declarado por não conseguir assumir a sua verdadeira opção sexual. “Esse massacre é uma nova demonstração de que ninguém está livre das ameaças de pessoas preconceituosas e radicais e que temos que cuidar quando estamos em um restaurante, uma festa, metrô, aeroporto e etc... Pois em qualquer lugar podemos ser o alvo. É difícil e tão errado, porque deveríamos poder nos mostrar como somos onde quer que fôssemos, sem medo e riscos”, lamentou.

Foto: Carlos Alves

Em seu perfil no Facebook, Nathi declarou sua indignação, leia um trecho:

“Como podemos explicar que existem pessoas capazes de matar outras pessoas somente pelo fato de serem quem são? É difícil porque para nossa filha Júlia dizer que pessoas nascem de uma maneira e, quando percebem que são diferentes, vão se tornando outras, é muito básico. É a mesma coisa que dizer que não se bate em criança, não se maltrata criança, não se xinga criança. Para ela é óbvio que não! Da mesma forma, para ela é óbvio que todo mundo sabe que algumas pessoas aos poucos se percebem como outras, diferentes do que dizem que elas são, e vão mudando. Para ela, é óbvio que duas pessoas quando se beijam é porque se amam. Que duas pessoas quando vivem juntas e se chamam "família" é porque se amam. Ou, ao mínimo, deveria ser assim. O amor, pra ela, é natural. Ser quem somos e quem descobrimos ser, é natural, é normal. Aceitar as outras pessoas como são é natural, é normal. E fim. E é isso. E não interessa quem são essas pessoas, o que fazem, o que comem, onde vivem. Não interessa se "ele nasceu menina, percebeu que era menino e foi mudando". Ela sabe o que é ser quem se é. Ela sabe o que é o amor e como ele se manifesta. Ela cresceu assim. Está crescendo assim. (...) Se tem uma coisa que não é normal é isso, essa coisa de ditar (estou sendo leve na palavra, mas pode substituir por outra mais pesada) regras sobre quem devemos ser e sobre o amor que devemos ter. Então, senhoras e senhores, vocês que estão aí se perguntando "Como vou explicar 'isso', de pessoas do mesmo gênero se amarem, ou de pessoas quererem assumir outro gênero que não aquele com o qual nasceram?" saibam que há gente num dilema muito mais cruel: como explicar que existem pessoas como vocês. Que não sabem o que é respeito. Que não sabem ao certo o que é o amor. E que por não saberem, condenam o alheio. Dói em mim ter que explicar para minha filha de 6 anos que existem pessoas assim, como vocês, porque isso não é normal”.

Mais sobre o tema na edição impressa do jornal, que estará nas bancas de Balneário Camboriú a partir de sábado (18).

 

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Massacre em Orlando é tema de manifestações na região

Renata Rutes/Página 3
Na Univali, cerca de 100 jovens falaram sobre direitos e homofobia
Na Univali, cerca de 100 jovens falaram sobre direitos e homofobia
Sexta, 17/6/2016 10:01.

Para lembrar o atentado ocorrido na casa noturna Pulse, em Orlando, na Flórida, np último final de semana, diversos membros da comunidade LGBTTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), e simpatizantes se pronunciaram nesta semana, seja através das redes sociais como também em movimentos. Aqui na região isso também aconteceu.

Nesta quinta-feira (16), uma manifestação foi realizada na Univali de Itajaí, onde o assunto foi discutido em uma roda de conversa com aproximadamente 100 jovens.

Na web

Pelas redes, a empresária Nathi Graciele, lésbica assumida, casada com a também empresária Sylvia Toledo, lembrou a morte das mais de 50 pessoas em Orlando, e disse que isso mostra toda a dureza que a sociedade vive.

“Estamos diante de uma nova forma de terror na qual indivíduos dirigidos ou encorajados pelo preconceito ou religiosidade decidem causar o máximo dano possível contra pessoas e grupos absolutamente resolvidos em sua opção sexual e por esse mesmo motivo são alvos de tantos massacres”, disse.

Ela salientou ainda que o atirador era um homofóbico declarado por não conseguir assumir a sua verdadeira opção sexual. “Esse massacre é uma nova demonstração de que ninguém está livre das ameaças de pessoas preconceituosas e radicais e que temos que cuidar quando estamos em um restaurante, uma festa, metrô, aeroporto e etc... Pois em qualquer lugar podemos ser o alvo. É difícil e tão errado, porque deveríamos poder nos mostrar como somos onde quer que fôssemos, sem medo e riscos”, lamentou.

Foto: Carlos Alves

Em seu perfil no Facebook, Nathi declarou sua indignação, leia um trecho:

“Como podemos explicar que existem pessoas capazes de matar outras pessoas somente pelo fato de serem quem são? É difícil porque para nossa filha Júlia dizer que pessoas nascem de uma maneira e, quando percebem que são diferentes, vão se tornando outras, é muito básico. É a mesma coisa que dizer que não se bate em criança, não se maltrata criança, não se xinga criança. Para ela é óbvio que não! Da mesma forma, para ela é óbvio que todo mundo sabe que algumas pessoas aos poucos se percebem como outras, diferentes do que dizem que elas são, e vão mudando. Para ela, é óbvio que duas pessoas quando se beijam é porque se amam. Que duas pessoas quando vivem juntas e se chamam "família" é porque se amam. Ou, ao mínimo, deveria ser assim. O amor, pra ela, é natural. Ser quem somos e quem descobrimos ser, é natural, é normal. Aceitar as outras pessoas como são é natural, é normal. E fim. E é isso. E não interessa quem são essas pessoas, o que fazem, o que comem, onde vivem. Não interessa se "ele nasceu menina, percebeu que era menino e foi mudando". Ela sabe o que é ser quem se é. Ela sabe o que é o amor e como ele se manifesta. Ela cresceu assim. Está crescendo assim. (...) Se tem uma coisa que não é normal é isso, essa coisa de ditar (estou sendo leve na palavra, mas pode substituir por outra mais pesada) regras sobre quem devemos ser e sobre o amor que devemos ter. Então, senhoras e senhores, vocês que estão aí se perguntando "Como vou explicar 'isso', de pessoas do mesmo gênero se amarem, ou de pessoas quererem assumir outro gênero que não aquele com o qual nasceram?" saibam que há gente num dilema muito mais cruel: como explicar que existem pessoas como vocês. Que não sabem o que é respeito. Que não sabem ao certo o que é o amor. E que por não saberem, condenam o alheio. Dói em mim ter que explicar para minha filha de 6 anos que existem pessoas assim, como vocês, porque isso não é normal”.

Mais sobre o tema na edição impressa do jornal, que estará nas bancas de Balneário Camboriú a partir de sábado (18).

 

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