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Rotativo: prefeitura sabia das más práticas da Dom Parking
Divulgação PMBC

Quarta, 13/7/2016 8:09.

Há pouco mais de duas semanas a prefeitura decretou a suspensão dos serviços de estacionamento rotativo e ingressou com ação para rescindir o contrato com a empresa Dom Parking. O município estava há quase um ano sem receber – e possivelmente ficaria ainda mais, não fosse denúncia do Observatório Social e deste jornal. Mas além da inadimplência e falta de transparência da empresa, a prefeitura também sabia que a Dom Parking tinha pendências com seus funcionários.

Fora a dívida com a prefeitura (que beira os R$ 740 mil), monitores que não quiseram se identificar já haviam denunciado que também seria um costume da empresa atrasar pagamentos e não depositar o FGTS.

Um ex-monitor procurou a reportagem e confirmou as informações. Oscar Gomes contou que entrou na Dom Parking em 2013, onde ficou até o ano passado. Desde 2014 ele buscava na justiça o direito de receber o FGTS, disse que tentou resolver a questão amigavelmente com a empresa, porém nunca teve uma resposta.

A prefeitura tinha conhecimento desta situação, pois foi co-ré na mesma ação. A esposa de Oscar também tinha atrasados para receber e a empresa só depositou após a justiça determinar o pagamento dos atrasados do marido. “Essa é uma situação generalizada”, comentou.

O ex-funcionário acha que não existem motivos para a inadimplência devido à rentabilidade do serviço. Ele, por exemplo, chegou a faturar mais de R$ 8 mil em cartões em um único janeiro, mês em que a cidade está mais movimentada. Oscar revelou que existe exigência para apresentação de resultados, motivo que leva alguns funcionários até a desistirem das funções.

Recorrente

O histórico de mau pagador não é exclusividade em Balneário. O Ministério Público do Trabalho de Joinville associa a Dom Parking a um grupo econômico que deixou um lastro de dívidas trabalhistas naquela cidade, também superando os R$ 750 mil. Em Florianópolis, o Ministério Público teve que firmar um termo de ajustamento de conduta com a empresa para garantir mais transparência aos usuários.

Houve omissão da prefeitura de Balneário em fiscalizar as ações da concessionária. O procurador Marcelo Freitas disse que até agora a empresa não entregou a relação de créditos que cada usuário possui, por isso o município ingressou com um pedido na justiça.

A empresa segue na justiça lutando para continuar à frente do serviço. Até agora não há informações sobre o futuro dos mais de 100 funcionários e sobre o resssarcimento dos créditos dos usuários.

Serviço é rejeitado pela população

É quase unanimidade entre os internautas a rejeição ao serviço da cobrança do estacionamento rotativo na cidade. Nesta semana, após completar duas semanas de suspensão dos serviços da Dom Parking pela prefeitura, o Página 3 Online questionou o que mudou na rotina dos usuários e foi uníssono entre os leitores que a mudança foi para melhor.

Futuro incerto

Conforme Freitas, há duas semanas a concessionária tentou um acordo, pedindo o parcelamento da dívida, no entanto a Procuradoria entendeu que não há previsão legal para tal no contrato de concessão.

A empresa foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou até o momento.
 

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Rotativo: prefeitura sabia das más práticas da Dom Parking

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Quarta, 13/7/2016 8:09.

Há pouco mais de duas semanas a prefeitura decretou a suspensão dos serviços de estacionamento rotativo e ingressou com ação para rescindir o contrato com a empresa Dom Parking. O município estava há quase um ano sem receber – e possivelmente ficaria ainda mais, não fosse denúncia do Observatório Social e deste jornal. Mas além da inadimplência e falta de transparência da empresa, a prefeitura também sabia que a Dom Parking tinha pendências com seus funcionários.

Fora a dívida com a prefeitura (que beira os R$ 740 mil), monitores que não quiseram se identificar já haviam denunciado que também seria um costume da empresa atrasar pagamentos e não depositar o FGTS.

Um ex-monitor procurou a reportagem e confirmou as informações. Oscar Gomes contou que entrou na Dom Parking em 2013, onde ficou até o ano passado. Desde 2014 ele buscava na justiça o direito de receber o FGTS, disse que tentou resolver a questão amigavelmente com a empresa, porém nunca teve uma resposta.

A prefeitura tinha conhecimento desta situação, pois foi co-ré na mesma ação. A esposa de Oscar também tinha atrasados para receber e a empresa só depositou após a justiça determinar o pagamento dos atrasados do marido. “Essa é uma situação generalizada”, comentou.

O ex-funcionário acha que não existem motivos para a inadimplência devido à rentabilidade do serviço. Ele, por exemplo, chegou a faturar mais de R$ 8 mil em cartões em um único janeiro, mês em que a cidade está mais movimentada. Oscar revelou que existe exigência para apresentação de resultados, motivo que leva alguns funcionários até a desistirem das funções.

Recorrente

O histórico de mau pagador não é exclusividade em Balneário. O Ministério Público do Trabalho de Joinville associa a Dom Parking a um grupo econômico que deixou um lastro de dívidas trabalhistas naquela cidade, também superando os R$ 750 mil. Em Florianópolis, o Ministério Público teve que firmar um termo de ajustamento de conduta com a empresa para garantir mais transparência aos usuários.

Houve omissão da prefeitura de Balneário em fiscalizar as ações da concessionária. O procurador Marcelo Freitas disse que até agora a empresa não entregou a relação de créditos que cada usuário possui, por isso o município ingressou com um pedido na justiça.

A empresa segue na justiça lutando para continuar à frente do serviço. Até agora não há informações sobre o futuro dos mais de 100 funcionários e sobre o resssarcimento dos créditos dos usuários.

Serviço é rejeitado pela população

É quase unanimidade entre os internautas a rejeição ao serviço da cobrança do estacionamento rotativo na cidade. Nesta semana, após completar duas semanas de suspensão dos serviços da Dom Parking pela prefeitura, o Página 3 Online questionou o que mudou na rotina dos usuários e foi uníssono entre os leitores que a mudança foi para melhor.

Futuro incerto

Conforme Freitas, há duas semanas a concessionária tentou um acordo, pedindo o parcelamento da dívida, no entanto a Procuradoria entendeu que não há previsão legal para tal no contrato de concessão.

A empresa foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou até o momento.
 

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