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Funcionária denuncia desmandos na Secretaria do Meio Ambiente

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Divulgação.

Sexta, 1/7/2016 10:54.

A reportagem procurou a funcionária da Secretaria do Meio Ambiente (SEMAM) Jhuly Martins para saber como andava o setor de Resgate de Animais Silvestres, o qual ela era responsável, e se deparou com um quadro bem diferente do que vinha sendo divulgado no site da prefeitura e da própria secretaria. Reclamações e denúncias rondam a gestão do novo secretário Rodrigo Ribeiro Torres.

Descaso

Jhuly, que foi aprovada em concurso público para piloto de lancha, conta que chegou à SEMAM em 2010, mas por problemas de saúde teve que se afastar da embarcação. Como tinha cursos de captura e manejo de animais, foi aos poucos ajudando em resgates, o que antes era feito apenas pelo Corpo de Bombeiros. Como eles tinham outras prioridades, a SEMAM foi absorvendo essa atribuição e criou o Setor de Resgate de Animais Silvestres, do qual, Jhuly foi designada responsável pela secretária anterior Nena Amorim.

O serviço foi se difundindo, mas a estrutura não acompanhou a demanda crescente. “O carro do resgate (recém recebido do Ministério Público) tem um número ali que só atende das 13h às 19h de segunda a sexta. Se precisar de manhã ou no final de semana não tem e se disser que sim, é mentira. Eu ia porque meu telefone pessoal foi para página da prefeitura e se espalhou e eu ia, por conta”, relatou a funcionária, que usava o próprio veículo para os atendimentos.

Ela conta que nem sempre o Instituto Catarinense de Conservação da Fauna e Flora da Santur oferecia atendimento aos animais nos fins de semana e que quanto aos animais domésticos, a ONG Viva Bicho não tem veículo para resgatar. “A secretaria tem que ajudar a ONG, tem que ajudar os bichos, resolver, não é ir se livrando da responsabilidade. Teve um concurso, porque não chama um veterinário? Tem como fazer, é o município que mais arrecada, é inaceitável”, reclamou.

Ela defendeu que o antigo Centro de Triagem de Animais (Cetas), que existe dentro do Parque Ecológico fosse reativado para acolher os animais, mesmo que por uma noite, até que fossem encaminhados para os locais adequados.

Porém as diferentes formas de pensar foram, de acordo com ela, decisivas para sua saída.“Ele me chamou na sala e disse que ou eu faria o resgate de animais como ele queria ou ele ia colocar outra pessoa para fazer. E da forma como ele encara as coisas eu não ia fazer (...) Um dia depois ele me chamou e disse que devido ao desvio de função, e que o Ministério Público está em cima, não poderia mais fazer o resgate de animais”, declarou.

No entanto, a funcionária informou que os substitutos nomeados por Torres para substitui-la também estão em desvio de suas funções.Ela disse que mesmo com o problema de saúde, voltaria para a lancha, mas que a embarcação tinha sido avariada por outro funcionário da pasta e que estaria em lugar incerto.

O que diz o secretário

A reportagem procurou o secretário Rodrigo Ribeiro Torres e ele negou todas as acusações. “Penso ser lamentável o comportamento desta servidora, que tenta levantar questões absurdas a meu respeito devido estar descontente com mudanças administrativas realizadas na Secretaria, do qual tenho total autonomia desde que se respeitem os preceitos legais, coisa que sempre aconteceu”, respondeu.

Sobre a saída de Jhuly do setor, Torres disse que ela foi substituída por definição administrativa. “Esta questão se encontra sob investigação do Ministério Público e lá que me manifestarei, quanto aos cargos não temos nenhum funcionário em desvio de função na SEMAM”, garantiu.
Acerca da suposta falta de estrutura nos finais de semana, Rodrigo discordou de novo da funcionária e falouque “os animais silvestres e domésticos são atendidos 24h”.

A reportagem questionou as condições de uso e onde está a embarcação da SEMAM, mas o secretário disse apenas que “os equipamentos estão à disposição e em condições de uso”. Ele não informou onde a lancha está.
 


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