Jornal Página 3

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Quedas levam bolsas chinesas a encerrar pregão após meia hora
Divulgação.
Cédula de Yuan, a moeda chinesa.

Quinta, 7/1/2016 7:46.

As bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen fecharam hoje (7) antecipadamente, pela segunda vez na história, depois de meia hora de negociações, em que foram registradas perdas superiores a 7% no índice CSI 300.

Assim como ocorreu na última segunda-feira (4), o primeiro dia em que vigoraram as novas regras para travar as oscilações nas bolsas, as praças chinesas foram paralisadas por 15 minutos, depois de o índice CSI 300, que abrange as 300 principais empresas cotadas, cair acima de 5%.

Após a pausa, as bolsas voltaram a abrir, encerrando logo de seguida por perderem mais de 7%. De acordo com as novas regras, neste cenário, as negociações só são retomadas no dia seguinte.

Quando as negociações fecharam, por volta das 9h58 (hora local), a Bolsa de Xangai perdia 7,32%, fixando-se nos 3.115,89 pontos, e a de Shenzhen caia 8,35%, para 1.955,88 pontos. 

Os reflexos em outras bolsas importantes ao redor do mundo serão sentidos na manhã de hoje.

Banco central chinês injetou 19,9 bilhões de dólares

O Banco Popular da China (PBoC) anunciou dos dias atrás (5) a injeção de recursos no sistema financeiro chinês no valor de $130 bilhões de yuan (US$ 19,9 bilhões), para reduzir os problemas de falta de liquidez na segunda economia do mundo.

A injeção de recursos, a maior desde setembro de 2015, é de curto prazo, com acordos de recompra, em sete dias, no qual a entidade emissora compra valores de bancos comerciais a um preço específico com o compromisso de revendê-los por um preço fixo mais tarde.

A taxa de juros da operação é de 2,25%, igual à aplicada em outra oferta de recursos realizada na semana passada e que atingiu $10 bilhões de yuan (US$ 1,5 bilhões).

A medida adotada pelo PBoC busca amenizar os problemas de falta de liquidez de curto prazo, provocados pela redução de novos fundos pendentes em yuan que o Banco de Desenvolvimento da China coloca no mercado, quando os bancos compram moeda estrangeira de seus clientes.

Em novembro, a China registrou uma queda de novos fundos pendentes no valor de $315,8 bilhões de yuan (cerca de US$ 48 bilhões) em relação ao mês anterior.

Estes fundos são um importante indicador da entrada e saída de capital estrangeiro e da liquidez em yuan no país.

(AB)

 

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Quedas levam bolsas chinesas a encerrar pregão após meia hora

Divulgação.
Cédula de Yuan, a moeda chinesa.
Cédula de Yuan, a moeda chinesa.
Quinta, 7/1/2016 7:46.

As bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen fecharam hoje (7) antecipadamente, pela segunda vez na história, depois de meia hora de negociações, em que foram registradas perdas superiores a 7% no índice CSI 300.

Assim como ocorreu na última segunda-feira (4), o primeiro dia em que vigoraram as novas regras para travar as oscilações nas bolsas, as praças chinesas foram paralisadas por 15 minutos, depois de o índice CSI 300, que abrange as 300 principais empresas cotadas, cair acima de 5%.

Após a pausa, as bolsas voltaram a abrir, encerrando logo de seguida por perderem mais de 7%. De acordo com as novas regras, neste cenário, as negociações só são retomadas no dia seguinte.

Quando as negociações fecharam, por volta das 9h58 (hora local), a Bolsa de Xangai perdia 7,32%, fixando-se nos 3.115,89 pontos, e a de Shenzhen caia 8,35%, para 1.955,88 pontos. 

Os reflexos em outras bolsas importantes ao redor do mundo serão sentidos na manhã de hoje.

Banco central chinês injetou 19,9 bilhões de dólares

O Banco Popular da China (PBoC) anunciou dos dias atrás (5) a injeção de recursos no sistema financeiro chinês no valor de $130 bilhões de yuan (US$ 19,9 bilhões), para reduzir os problemas de falta de liquidez na segunda economia do mundo.

A injeção de recursos, a maior desde setembro de 2015, é de curto prazo, com acordos de recompra, em sete dias, no qual a entidade emissora compra valores de bancos comerciais a um preço específico com o compromisso de revendê-los por um preço fixo mais tarde.

A taxa de juros da operação é de 2,25%, igual à aplicada em outra oferta de recursos realizada na semana passada e que atingiu $10 bilhões de yuan (US$ 1,5 bilhões).

A medida adotada pelo PBoC busca amenizar os problemas de falta de liquidez de curto prazo, provocados pela redução de novos fundos pendentes em yuan que o Banco de Desenvolvimento da China coloca no mercado, quando os bancos compram moeda estrangeira de seus clientes.

Em novembro, a China registrou uma queda de novos fundos pendentes no valor de $315,8 bilhões de yuan (cerca de US$ 48 bilhões) em relação ao mês anterior.

Estes fundos são um importante indicador da entrada e saída de capital estrangeiro e da liquidez em yuan no país.

(AB)

 

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