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Em desequilíbrio ecológico praia central sofre com briozoários
Emasa
Briozoários estão provocando elevados prejuízos a Balneário Camboriú

Segunda, 15/2/2016 5:12.

A praia central está comprometida pela presença de briozoários, animais (inferiores) que parte da imprensa insiste em chamar de algas (que são vegetais) e atribuir sua presença à poluição por esgotos, o que não é verdade.

O oceanógrafo Fernando Diehl, de Balneário Camboriú, talvez o maior conhecedor dos assuntos que envolvem nossa praia central, diz que ela está desequilibrada, provavelmente devido ao alargamento da faixa de areia na Barra Sul, realizado entre os anos 2002/2003, quando grande quantidade de matéria orgânica e lama foram dragados da região da desembocadura do rio Camboriú e despejados na praia.

Aquela obra por um lado trouxe vantagens como mais espaço para lazer e proteção da Avenida Atlântica contra ressacas e por outro depositou enorme quantidade de material orgânico naquele espaço. Este material estava depositado na região da desembocadura do rio, por anos, junto à área de manguezal, e claro, muitos dejetos de um passado quando o saneamento da cidade não era uma preocupação maior.

DESDE 2004

Em 2007, no XII Congresso Latino-Americano de Ciências do Mar, Diehl já apresentava relatório sobre a presença em grande quantidade dos briozoários na praia central de Balneário Camboriú, uma anomalia porque esses organismos são raros na costa brasileira e nunca foram encontrados em volume tão grande quanto aqui. Os briozoários começaram a arribar na praia central, em meados do ano de 2004, e quem tem uma boa memória, lembra-se das toneladas que eram retirados diariamente pelo serviço de coleta de lixo da cidade.

“Tínhamos eventos de vários organismos de verão na praia, ninguém sabe exatamente porque o briozoário está aí, ocupando um nicho ecológico, talvez porque seja mais oportunista, mais rápido e/ou especialista, ou menos exigente do que outro animal, e ocupe o espaço”, resume o oceanógrafo comentando que as duas espécies de briozoários ocorrentes na praia central, são invasoras, exóticas, não nativas da região, e talvez tenham chegado aqui em água de lastro de navios.

Eventos semelhantes vêm sendo observados em várias regiões do mundo, inclusive em outras praias do Brasil e de Santa Catarina, mas aqui em Balneário é constante e de grandes dimensões.

PREJUÍZO É INEVITÁVEL

Esses organismos necessitam de base sólida para se fixar e reproduzir, a primeira providência é localizar essas colônias e depois estudar a forma de removê-las. Possivelmente estejam nos costões ou fundo rochosos, os parceis da região da enseada de Camboriú. Para isso, é necessário pesquisar.

Os prejuízos ao turismo são enormes. A água do mar fica turva, o aspecto da praia “nojento” como definiu um turista e o mau cheiro parece impregnar na areia. Além disso, a prefeitura está gastando uma pequena fortuna para limpar a praia diariamente e transportar esse material em caminhões alugados. Foram 96 cargas nos últimos dias.

Outro prejuízo ambiental sério é que junto com os detritos está sendo carregada grande quantidade de areia da praia, o que contribui para reduzir a faixa de areia. É fato também que a areia da praia central, depois destes eventos, está com uma aparência mais suja, com mais lama, mais escura.

Ao contrário do divulgado por parte da imprensa inexiste relação direta dos briozoários com a poluição da praia central. As razões são outras, mais complexas. Segundo Fernando Diehl, antes doengordamento da praia com o material do rio Camboriú a enseada estava em equilíbrio. A obra impactou drasticamente, impulsionando, ou desencadeando uma série de eventos ecológicos como a grande mortalidade de mexilhões de praia que desapareceram. Nesse momento, segundo o oceanógrafo, a enseada de Camboriú está na busca de um novo equilíbrio.

Também tem bolachas

Diehl alerta para outro sinal de desequilíbrio que ele verificou no feriadão entre a Rua 4000 e a Barra Sul, uma gigantesca concentração de bolachas do mar, parentes das estrelas do mar e dos ouriços do mar.

“Um absurdo, o piso está entulhado de bolachas do mar, são toneladas, 200 a 300 por m2. Elas estão ali porque são onívoros, animais que se alimentam de matéria orgânica em decomposição. E isso é o que não falta, pois gostam de briozoários em decomposição, comem todo o material orgânico que está na água se decompondo”, explicou.

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Em desequilíbrio ecológico praia central sofre com briozoários

Emasa
Briozoários estão provocando elevados prejuízos a Balneário Camboriú
Briozoários estão provocando elevados prejuízos a Balneário Camboriú
Segunda, 15/2/2016 5:12.

A praia central está comprometida pela presença de briozoários, animais (inferiores) que parte da imprensa insiste em chamar de algas (que são vegetais) e atribuir sua presença à poluição por esgotos, o que não é verdade.

O oceanógrafo Fernando Diehl, de Balneário Camboriú, talvez o maior conhecedor dos assuntos que envolvem nossa praia central, diz que ela está desequilibrada, provavelmente devido ao alargamento da faixa de areia na Barra Sul, realizado entre os anos 2002/2003, quando grande quantidade de matéria orgânica e lama foram dragados da região da desembocadura do rio Camboriú e despejados na praia.

Aquela obra por um lado trouxe vantagens como mais espaço para lazer e proteção da Avenida Atlântica contra ressacas e por outro depositou enorme quantidade de material orgânico naquele espaço. Este material estava depositado na região da desembocadura do rio, por anos, junto à área de manguezal, e claro, muitos dejetos de um passado quando o saneamento da cidade não era uma preocupação maior.

DESDE 2004

Em 2007, no XII Congresso Latino-Americano de Ciências do Mar, Diehl já apresentava relatório sobre a presença em grande quantidade dos briozoários na praia central de Balneário Camboriú, uma anomalia porque esses organismos são raros na costa brasileira e nunca foram encontrados em volume tão grande quanto aqui. Os briozoários começaram a arribar na praia central, em meados do ano de 2004, e quem tem uma boa memória, lembra-se das toneladas que eram retirados diariamente pelo serviço de coleta de lixo da cidade.

“Tínhamos eventos de vários organismos de verão na praia, ninguém sabe exatamente porque o briozoário está aí, ocupando um nicho ecológico, talvez porque seja mais oportunista, mais rápido e/ou especialista, ou menos exigente do que outro animal, e ocupe o espaço”, resume o oceanógrafo comentando que as duas espécies de briozoários ocorrentes na praia central, são invasoras, exóticas, não nativas da região, e talvez tenham chegado aqui em água de lastro de navios.

Eventos semelhantes vêm sendo observados em várias regiões do mundo, inclusive em outras praias do Brasil e de Santa Catarina, mas aqui em Balneário é constante e de grandes dimensões.

PREJUÍZO É INEVITÁVEL

Esses organismos necessitam de base sólida para se fixar e reproduzir, a primeira providência é localizar essas colônias e depois estudar a forma de removê-las. Possivelmente estejam nos costões ou fundo rochosos, os parceis da região da enseada de Camboriú. Para isso, é necessário pesquisar.

Os prejuízos ao turismo são enormes. A água do mar fica turva, o aspecto da praia “nojento” como definiu um turista e o mau cheiro parece impregnar na areia. Além disso, a prefeitura está gastando uma pequena fortuna para limpar a praia diariamente e transportar esse material em caminhões alugados. Foram 96 cargas nos últimos dias.

Outro prejuízo ambiental sério é que junto com os detritos está sendo carregada grande quantidade de areia da praia, o que contribui para reduzir a faixa de areia. É fato também que a areia da praia central, depois destes eventos, está com uma aparência mais suja, com mais lama, mais escura.

Ao contrário do divulgado por parte da imprensa inexiste relação direta dos briozoários com a poluição da praia central. As razões são outras, mais complexas. Segundo Fernando Diehl, antes doengordamento da praia com o material do rio Camboriú a enseada estava em equilíbrio. A obra impactou drasticamente, impulsionando, ou desencadeando uma série de eventos ecológicos como a grande mortalidade de mexilhões de praia que desapareceram. Nesse momento, segundo o oceanógrafo, a enseada de Camboriú está na busca de um novo equilíbrio.

Também tem bolachas

Diehl alerta para outro sinal de desequilíbrio que ele verificou no feriadão entre a Rua 4000 e a Barra Sul, uma gigantesca concentração de bolachas do mar, parentes das estrelas do mar e dos ouriços do mar.

“Um absurdo, o piso está entulhado de bolachas do mar, são toneladas, 200 a 300 por m2. Elas estão ali porque são onívoros, animais que se alimentam de matéria orgânica em decomposição. E isso é o que não falta, pois gostam de briozoários em decomposição, comem todo o material orgânico que está na água se decompondo”, explicou.

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