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Sociedade precisa crer no Judiciário, diz Cármen Lúcia
EBC.
Para a ministra, o Judiciário precisa se recriar institucionalmente.

Terça, 6/12/2016 5:51.

LETÍCIA CASADO - FOLHAPRESS - A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira (5) que a sociedade precisa acreditar no Poder Judiciário para que não faça justiça "com as próprias mãos".

"Toda sociedade tem um momento em que se vê em uma encruzilhada. Ou a sociedade acredita em uma ideia de Justiça, que vai ser atendida por uma estrutura estatal, e partimos para o marco civilizatório específico, ou a sociedade deixa de acreditar nas instituições e, por isso mesmo, opta pela vingança", disse a ministra.

A presidente do STF fez as afirmações durante discurso na solenidade de abertura do 10º Encontro Nacional do Poder Judiciário, em Brasília.
Segundo ela, quando as demandas da sociedade não são atendidas, a "não resposta" da Justiça gera o sentimento de vingança.

"Não esperamos que a sociedade precise desacreditar a tal ponto que resolva fazer justiça com as próprias mãos, que é a vingança, que é a negativa da civilização", disse.

Para a presidente do STF, o país passa por um momento de grande dificuldade para toda a sociedade brasileira e "há uma enorme intolerância com a falta de eficiência do poder público".

"Há enorme intolerância com o poder público, o que nos leva a pensar em soluções para que a sociedade não desacredite no Estado. O Estado tem sido nossa única opção. Ou a democracia ou a guerra. E o papel da Justiça é pacificar", afirmou.

A ministra pediu a união de juízes e desembargadores para enfrentar "os desafios e os deveres comuns a todo o Judiciário". "Qualquer servidor público atua para atender a população. Julgamos conflitos na sociedade e vivemos um momento particularmente grave."

Para a ministra, o Judiciário precisa se recriar institucionalmente para que tenha a confiança da sociedade. "Não esperamos que a sociedade precise desacreditar a tal ponto", ressaltou.

O evento reúne servidores, presidentes e corregedores dos tribunais e conselhos de Justiça. Durante dois dias, eles vão se reunir para aprovar as metas nacionais a serem cumpridas pelo Judiciário em 2017, além de divulgar o desempenho parcial dos tribunais no cumprimento das metas deste ano.

Na semana passada, ao falar sobre o resultado da votação das medidas anticorrupção na Câmara dos Deputados, a ministra disse que o texto aprovado ameaça a independência dos juízes.

"Pode-se tentar calar o juiz, mas nunca se conseguiu, nem se conseguirá, calar a Justiça", afirmou a ministra em nota.

O pacote de medidas anticorrupção foi proposto pelo Ministério Público Federal e reuniu assinaturas de cerca de 2,3 milhões de apoiadores para ser enviado ao Congresso Nacional.

A punição a juízes, promotores e procuradores não estava no relatório aprovado na comissão especial da Câmara criada para transformar as medidas em lei. O relator do projeto na comissão, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), afirmou que seus colegas fizeram um "picadinho" de seu relatório. 

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Sociedade precisa crer no Judiciário, diz Cármen Lúcia

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Para a ministra, o Judiciário precisa se recriar institucionalmente.
Para a ministra, o Judiciário precisa se recriar institucionalmente.
Terça, 6/12/2016 5:51.

LETÍCIA CASADO - FOLHAPRESS - A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira (5) que a sociedade precisa acreditar no Poder Judiciário para que não faça justiça "com as próprias mãos".

"Toda sociedade tem um momento em que se vê em uma encruzilhada. Ou a sociedade acredita em uma ideia de Justiça, que vai ser atendida por uma estrutura estatal, e partimos para o marco civilizatório específico, ou a sociedade deixa de acreditar nas instituições e, por isso mesmo, opta pela vingança", disse a ministra.

A presidente do STF fez as afirmações durante discurso na solenidade de abertura do 10º Encontro Nacional do Poder Judiciário, em Brasília.
Segundo ela, quando as demandas da sociedade não são atendidas, a "não resposta" da Justiça gera o sentimento de vingança.

"Não esperamos que a sociedade precise desacreditar a tal ponto que resolva fazer justiça com as próprias mãos, que é a vingança, que é a negativa da civilização", disse.

Para a presidente do STF, o país passa por um momento de grande dificuldade para toda a sociedade brasileira e "há uma enorme intolerância com a falta de eficiência do poder público".

"Há enorme intolerância com o poder público, o que nos leva a pensar em soluções para que a sociedade não desacredite no Estado. O Estado tem sido nossa única opção. Ou a democracia ou a guerra. E o papel da Justiça é pacificar", afirmou.

A ministra pediu a união de juízes e desembargadores para enfrentar "os desafios e os deveres comuns a todo o Judiciário". "Qualquer servidor público atua para atender a população. Julgamos conflitos na sociedade e vivemos um momento particularmente grave."

Para a ministra, o Judiciário precisa se recriar institucionalmente para que tenha a confiança da sociedade. "Não esperamos que a sociedade precise desacreditar a tal ponto", ressaltou.

O evento reúne servidores, presidentes e corregedores dos tribunais e conselhos de Justiça. Durante dois dias, eles vão se reunir para aprovar as metas nacionais a serem cumpridas pelo Judiciário em 2017, além de divulgar o desempenho parcial dos tribunais no cumprimento das metas deste ano.

Na semana passada, ao falar sobre o resultado da votação das medidas anticorrupção na Câmara dos Deputados, a ministra disse que o texto aprovado ameaça a independência dos juízes.

"Pode-se tentar calar o juiz, mas nunca se conseguiu, nem se conseguirá, calar a Justiça", afirmou a ministra em nota.

O pacote de medidas anticorrupção foi proposto pelo Ministério Público Federal e reuniu assinaturas de cerca de 2,3 milhões de apoiadores para ser enviado ao Congresso Nacional.

A punição a juízes, promotores e procuradores não estava no relatório aprovado na comissão especial da Câmara criada para transformar as medidas em lei. O relator do projeto na comissão, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), afirmou que seus colegas fizeram um "picadinho" de seu relatório. 

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