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Odebrecht é 'máquina de propina', diz 'Financial Times'
EBC.
Marcelo Odebrecht, chefe da máquina de propina.

Quinta, 29/12/2016 5:09.

(FOLHAPRESS) - O jornal britânico "Financial Times" classificou a Odebrecht como uma "máquina de propina" em reportagem publicada nesta quarta-feira (28).

"O maior grupo de construção da América Latina corre o risco de ficar mais conhecido por criar uma das maiores máquinas de propina da história corporativa", diz o texto.

A reportagem menciona o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, departamento criado para controlar e distribuir os subornos de governantes "de Brasília a Maputo, em Moçambique".

O jornal destaca ainda que, para o Departamento de Justiça dos EUA, a Odebrecht operava um "esquema de propina e fraudes sem paralelo". Junto com o Brasil e a Suíça, os EUA fecharam um acordo de US$ 3,5 bilhões com a Odebrecht em troca do fim de ações judiciais contra a empresa.

"A descoberta de que uma das mais importantes empresas da América Latina conduziu esses crimes por tanto tempo e em tantas jurisdições abalou as bases do mercado brasileiro", afirma o "Financial Times".

A reportagem questiona se os acordos da Odebrecht e a Lava Jato serão capazes de limar a corrupção no Brasil, concluindo que, para tanto, é necessária uma reforma que reduza os custos das campanhas políticas e os incentivos para as fraudes.

"O escândalo da Odebrecht e a Lava Jato ao menos colocaram a necessidade dessas reformas no topo da agenda política", afirma o texto. 

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Odebrecht é 'máquina de propina', diz 'Financial Times'

EBC.
Marcelo Odebrecht, chefe da máquina de propina.
Marcelo Odebrecht, chefe da máquina de propina.
Quinta, 29/12/2016 5:09.

(FOLHAPRESS) - O jornal britânico "Financial Times" classificou a Odebrecht como uma "máquina de propina" em reportagem publicada nesta quarta-feira (28).

"O maior grupo de construção da América Latina corre o risco de ficar mais conhecido por criar uma das maiores máquinas de propina da história corporativa", diz o texto.

A reportagem menciona o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, departamento criado para controlar e distribuir os subornos de governantes "de Brasília a Maputo, em Moçambique".

O jornal destaca ainda que, para o Departamento de Justiça dos EUA, a Odebrecht operava um "esquema de propina e fraudes sem paralelo". Junto com o Brasil e a Suíça, os EUA fecharam um acordo de US$ 3,5 bilhões com a Odebrecht em troca do fim de ações judiciais contra a empresa.

"A descoberta de que uma das mais importantes empresas da América Latina conduziu esses crimes por tanto tempo e em tantas jurisdições abalou as bases do mercado brasileiro", afirma o "Financial Times".

A reportagem questiona se os acordos da Odebrecht e a Lava Jato serão capazes de limar a corrupção no Brasil, concluindo que, para tanto, é necessária uma reforma que reduza os custos das campanhas políticas e os incentivos para as fraudes.

"O escândalo da Odebrecht e a Lava Jato ao menos colocaram a necessidade dessas reformas no topo da agenda política", afirma o texto. 

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